A separação de fases em tanques que armazenam gasolina com etanol tem sido registrada em postos de combustíveis no Brasil. O fenômeno ocorre quando a presença de água ultrapassa o limite de solubilidade da mistura, alterando a composição do combustível e podendo comprometer a operação dos estabelecimentos.
"Nesse processo, parte do etanol se combina com a água e se deposita no fundo do tanque, formando uma camada intermediária composta por etanol e água. Essa camada possui densidade diferente da água pura e, por isso, não é identificada por sistemas tradicionais de detecção, o que pode resultar em contaminação do combustível sem alertas prévios ao operador"
Ainda de acordo com Mota, quando o combustível fora de especificação é distribuído, os impactos incluem falhas em motores, entupimento de filtros, perda de produto comercializável e risco de autuações por descumprimento das normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Também podem ocorrer danos a tanques e tubulações, aumento de custos de manutenção e descarte de volumes significativos de combustível.
Para lidar com esse cenário, a Gilbarco Veeder-Root desenvolveu um kit de boia para detecção de separação de fases, compatível com os sistemas de medição TLS-4 e MAG Plus. A solução utiliza duas boias com densidades diferentes: uma destinada à identificação de água pura e outra voltada à detecção da camada formada por etanol e água.
Ao identificar o início da separação de fases, o sistema emite um alerta automático no console de monitoramento, possibilitando a interrupção do abastecimento e a adoção de medidas preventivas, como inspeção do tanque e análise do combustível armazenado.
A solução pode ser integrada aos sistemas já instalados, sem necessidade de modificações estruturais nos tanques, e está disponível para operações que utilizam o sistema TLS-4, podendo substituir boias convencionais como parte de um processo de atualização dos equipamentos de monitoramento.





















