Engenheira de Alimentos explica como evitar perdas e multas
Engenheira de Alimentos explica como evitar perdas e multas

A rotulagem de alimentos e a padronização de processos produtivos representam fatores decisivos para a lucratividade e a competitividade de indústrias, pequenos e médios negócios do setor alimentício. Lidiane Souza, engenheira de alimentos, MBA na Alemanha, CREA/SP 5061129697, destaca que empresas que estruturam seus processos de forma técnica conseguem reduzir desperdícios, evitar recalls e ampliar o acesso a mercados mais exigentes. Segundo o relatório The State of Food and Agriculture, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 14% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos entre a colheita e o varejo, o que representa prejuízos globais estimados em 400 bilhões de dólares por ano.

No Brasil, a legislação sanitária exige que os rótulos apresentem informações claras sobre ingredientes, alergênicos, data de validade e condições de armazenamento. O descumprimento dessas normas pode resultar em multas, apreensão de lotes e danos à reputação da marca. Além do aspecto regulatório, a rotulagem adequada funciona como ferramenta de diferenciação no mercado, transmitindo credibilidade ao consumidor e facilitando a entrada em redes varejistas e no comércio exterior, onde as exigências são ainda mais rigorosas.

Impacto financeiro da falta de padronização



A ausência de processos padronizados gera variabilidade na produção, o que se traduz em produtos fora de especificação, retrabalho e descarte de lotes inteiros. Cada quilo de alimento desperdiçado representa não apenas a perda da matéria-prima, mas também dos custos de mão de obra, energia, embalagem e logística investidos até aquele ponto. Para empresas que operam com margens apertadas, como é comum no setor alimentício, essas perdas podem comprometer a viabilidade do negócio e reduzir a capacidade de investimento em crescimento.

Conforme levantamento do Instituto Foodservice Brasil, desperdícios podem consumir até 12% do faturamento em negócios de alimentação, enquanto falhas de processos chegam a comprometer até 15% do lucro potencial em operações com múltiplas unidades. A implementação de fichas técnicas, procedimentos operacionais e controles de qualidade permite identificar gargalos, reduzir a variabilidade e aumentar o rendimento da produção. O retorno sobre esse investimento costuma ser percebido em poucos meses, com ganhos que se acumulam ao longo do tempo.

Rotulagem como estratégia de mercado

A rotulagem de alimentos vai além do cumprimento legal. Conforme diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estabelecidas na RDC nº 26/2015, a declaração correta de alergênicos protege consumidores e evita processos judiciais que podem custar milhões às empresas. Rótulos bem elaborados também comunicam atributos de valor, como ausência de conservantes, origem dos ingredientes e certificações, fatores cada vez mais valorizados por consumidores dispostos a pagar mais por produtos confiáveis.

Para empresas que desejam exportar ou fornecer para grandes redes, a adequação da rotulagem é pré-requisito obrigatório. Mercados internacionais possuem legislações específicas, e erros na tradução ou na apresentação das informações podem resultar em retenção de cargas na alfândega e perda de contratos. A assessoria técnica especializada permite antecipar essas exigências e preparar os produtos para competir em condições de igualdade com concorrentes globais.

Processos estruturados e aumento da margem de lucro

Lidiane Souza, engenheira de alimentos, MBA na Alemanha, CREA/SP 5061129697, observa que a padronização de processos não representa apenas controle de qualidade, mas uma estratégia de gestão que impacta diretamente o resultado financeiro. Quando cada etapa da produção está documentada e os colaboradores seguem procedimentos claros, a empresa ganha previsibilidade. Essa previsibilidade permite calcular custos com precisão, negociar melhores condições com fornecedores e precificar produtos de forma competitiva sem sacrificar a margem.

O mapeamento de processos também facilita a identificação de oportunidades de melhoria contínua. Pequenos ajustes no rendimento de receitas, na otimização de cortes ou no aproveitamento de subprodutos podem gerar economias significativas quando aplicados em escala. Empresas que adotam essa mentalidade conseguem transformar áreas de custo em fontes de receita, como a venda de subprodutos para outros segmentos ou a redução do volume de resíduos enviados para descarte.

Compliance e acesso a novos mercados

A conformidade com normas sanitárias e de rotulagem abre portas para mercados que exigem certificações específicas. Redes de supermercados, indústrias de food service e importadores frequentemente solicitam evidências de boas práticas de fabricação, rastreabilidade e gestão de alergênicos antes de fechar contratos. Empresas que já possuem esses controles implementados conseguem responder rapidamente a essas demandas e aproveitar oportunidades que concorrentes menos estruturados não conseguem atender.

Além disso, auditorias de clientes e fiscalizações de órgãos reguladores tornam-se menos onerosas quando a documentação está organizada e os processos estão sob controle. O tempo que gestores gastam resolvendo não conformidades pode ser redirecionado para atividades estratégicas, como desenvolvimento de novos produtos, expansão comercial e fortalecimento de parcerias. A estruturação técnica, portanto, libera recursos humanos e financeiros para o crescimento do negócio.

A atuação de profissionais especializados em engenharia de alimentos, com visão de negócios e conhecimento técnico aprofundado, contribui para que indústrias, pequenos e médios negócios alcancem níveis superiores de eficiência e competitividade. A combinação de padronização de processos, rotulagem adequada e gestão de perdas representa um caminho comprovado para empresas que buscam reduzir custos, aumentar a lucratividade e conquistar mercados mais exigentes. O conteúdo apresentado possui caráter informativo e não substitui diagnóstico técnico ou consultoria especializada para cada situação empresarial.