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ANAC divulga novas regras para treinamento de pilotos de aeronaves



O público experiente na pilotagem de aeronaves que requerem um treinamento avançado e focado apenas na sua operação, conhecidas como aeronaves Tipo, precisará seguir novas regras editadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) relacionadas ao treinamento para concessão e revalidação de habilitação de pilotos. A condição vale para transportes aéreos que não possuem Centro de Treinamento de Aviação Civil certificado ou validado pela agência reguladora.

As regras, que incluem novos procedimentos de solo e de voo, já estão em vigor desde 1º de julho e trazem parâmetros técnicos tanto para treinamento inicial quanto para ajustes recorrentes. De acordo com o órgão, para definição de conteúdo e carga horária, o treinamento passa a ter por base o que está estabelecido nos manuais da aeronave e no relatório de Aviação Operacional emitido pela Agência.

As novas regras definem mais um passo na formação de quem, hoje, sonha em ingressar na carreira de piloto comercial. A retomada de diversos setores da economia, como o da aviação civil, traz consigo chances de colocação profissional, mas, ainda assim, é preciso muita dedicação para aqueles que querem prosperar no mercado de trabalho. De acordo com o piloto comercial Valmir Cardia Delfini, a decisão de se tornar um piloto de avião, e escolher a carreira de piloto comercial como principal objetivo de vida e realização profissional, deve levar em conta vários fatores.

“A estratégia a ser traçada deve levar em conta a logística de onde você mora e como é o seu acesso às principais escolas de aviação. O planejamento financeiro é muito importante no começo da carreira do futuro aviador. Temos que ter em mente que o valor a ser investido é considerável e que precisa ser avaliado a todo momento da nossa preparação, pois o mercado tem altos e baixos e isso deve ser levado em consideração se pensarmos que o tempo esperado pode não ser o planejado. Por isso, o foco é muito importante”, esclarece. 



Segundo o profissional, uma formação completa deve levar em torno de três anos de estudos iniciais. Além de respaldo financeiro, Delfini cita a experiência técnica adquirida, que é o que vai ditar como será essa caminhada do piloto de voo comercial. “Lembrando que a experiência só virá por meio de um bom emprego e de muitos anos acumulando horas de voo. Me arrisco a dizer que a formação de um bom piloto experiente leve cerca de dez anos, comenta ele, que já tem 15 anos de experiência na área.

A rotina de um piloto consiste ainda na constante atualização curricular, citada pelo profissional como condição que fará muita diferença para a carreira. “O que eu diria para um aspirante a piloto: esteja sempre preparado e estude muito, isso vai fazer uma grande diferença no futuro. Esteja pronto para os testes e as provas que farão parte da sua rotina e toda a sua carreira; seja aplicado e nunca deixe de acreditar que o seu sonho irá se tornar realidade”, conclui.

Após meses de estagnação, mercado da aviação está aquecido

Depois da baixa de passageiros motivada pela pandemia da Covid-19, o mercado segue se recuperando e já ultrapassa expectativas. Segundo a ANAC, tanto o mercado doméstico como o internacional superaram, nos últimos dois anos, a oferta registrada no período anterior à crise sanitária. Em se tratando de voos dentro do país, a alta foi de 6% frente aos números de maio de 2019.

No mercado internacional, o relatório da Agência identificou que, só em maio deste ano, mais de 1,2 milhão de pessoas movimentaram o mercado aéreo, atingindo, assim, a maior circulação de passageiros desde fevereiro de 2020.

No que diz respeito ao transporte de correio e carga pagos, o estudo indicou um recorde de mais de 88 mil toneladas despachadas em rotas internacionais em maio de 2022. O maior resultado para o mês em 22 anos.

Altos salários e perfil predominantemente masculino

De acordo com informações de um dos maiores sites de vagas e recrutamento do mundo, o salário de um piloto de avião varia de R$12 mil a R$ 43 mil mensais, a depender das qualificações.

O gênero masculino ainda é predominante no setor aéreo, de acordo com a 6 ª edição do Anuário Brasileiro de Aviação Civil, do Instituto Brasileiro de Aviação (IBA). Homens representam cerca de 71% de todas as ocupações, enquanto as mulheres apenas 29%.

O estudo, que traz a consolidação de dados estatísticos e mercadológicos do setor, também aponta que o estado de São Paulo continua em destaque no número de aeronaves. Mesmo com as restrições aplicadas no setor por conta da pandemia, a região concentrou cerca de 59% da frota de aviação comercial.

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