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Ciberataques de país contra país aumentam mais do que de hackers


by 23 de outubro de 2017 0 comments

Desde 2014, os incidentes de seguran√ßa da informa√ß√£o promovidos por Estados mais que dobraram, enquanto aqueles cometidos por hackers cresceram 83%, revela o estudo Bold steps to manage geolopolitcal threats, da PwC. Embora menos prevalentes, os ataques cibern√©ticos planejados por grupos terroristas tiveram um aumento de 24% nos √ļltimos tr√™s anos, conforme aponta o levantamento. A an√°lise da PwC tamb√©m identifica a origem dos ciberataques, os setores da economia mais atingidos e como as empresas podem se proteger.

O estudo mostra que as regi√Ķes mais afetadas por ataques cometidos por hackers, que muitas vezes agem motivados por quest√Ķes pol√≠ticas e ideol√≥gicas, s√£o a Europa (21% dos incidentes), √Āsia e Pac√≠fico (21%); em seguida, aparecem Oriente M√©dio e √Āfrica (18%), Am√©rica do Norte (17%) e Am√©rica do Sul (17%). No Brasil, a instabilidade pol√≠tica e econ√īmica deu origem a uma onda de incidentes cometidos por hackers. No ano passado, diversos sites do governo ficaram fora do ar durante as Olimp√≠adas devido a a√ß√Ķes do grupo Anonymous.

Em m√©dia, 10% das amea√ßas cibern√©ticas no mundo s√£o promovidas hoje por governos. Os terroristas s√£o respons√°veis por 14% dos incidentes no Oriente M√©dio e √Āfrica, 11% na Am√©rica do Sul, 11% na Europa, 10% na √Āsia e Pac√≠fico e 8% na Am√©rica do Norte.

Incidentes de CiberSeguran√ßa em n√ļmeros
Incidentes atribuídos por agentes em cada região

América do Norte

América do Sul

Europa

√Āsia Pac√≠fico

Oriente M√©dio & √Āfrica

Ativistas/ hackers

17%

17%

21%

21%

18%

Na√ß√Ķes-Estados estrangeiros

9%

9%

10%

10%

7%

Terroristas

8%

11%

11%

10%

14%

Fonte: PwC.

Globalmente, tens√Ķes geopol√≠ticas aumentam os riscos potenciais de ataques. As disputas entre a R√ļssia e a Ucr√Ęnia continuam a trazer s√©rias implica√ß√Ķes. Em dezembro de 2015, os hackers invadiram os sistemas de distribui√ß√£o de energia da Ucr√Ęnia, cortando o fornecimento de energia de 230 mil pessoas. Na √Āsia, a situa√ß√£o √© parecida. No ano passado, a Cor√©ia do Sul acusou a Cor√©ia de Norte de uma s√©rie de incidentes cibern√©ticos que atingiram 160 empresas e √≥rg√£os governamentais sul-coreanos. Grupos extremistas tamb√©m est√£o utilizando, cada vez mais, ferramentas como canais de comunica√ß√£o criptografada e m√≠dias sociais para disseminar ataques.

‚ÄúAs amea√ßas geopol√≠ticas s√£o extremamente importantes hoje e continuar√£o a ser significativas nos pr√≥ximos anos, no mundo todo‚ÄĚ, diz Edgar D‚ÄôAndrea, s√≥cio da PwC e l√≠der de seguran√ßa da informa√ß√£o e privacidade de dados. ‚ÄúAs empresas devem estar cientes desses riscos e investir em programas adequados para enfrent√°-los‚ÄĚ.

No que diz respeito aos setores mais atingidos, a √°rea de telecomunica√ß√Ķes ocupa o primeiro lugar do ranking (24%), seguido pela ind√ļstria automotiva (23%) e finan√ßas (21%). Os principais agentes dos incidentes nesses setores s√£o, em geral, hackers. No caso da ind√ļstria de entretenimento e m√≠dia (17% dos ataques globais) e √≥leo e g√°s (13%), o principal autor √© o Estado.

Incidentes atribuídos por agentes em diferentes setores produtivos

Ativistas/ hackers Telecomunica√ß√Ķes

24%

 Automotiva

23%

Financeira

21%

Estados-nação estrangeiros Media & Entretenimento

17%

√ďleo & Gas

13%

Eletricidade e √°gua

13%

Organiza√ß√Ķes Terroristas Aeroespacial & Defesa

15%

Eletricidade e √°gua

14%

Tecnologia

12%

Fonte: PwC.

 

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