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Pandemia de Covid-19 acelera vendas on-line de supermercados

São Miguel do Oeste – SC 11/11/2021 – Com a crise sanitária, os supermercados que ainda não tinham se estruturado no meio digital se viram diante da necessidade de migrarCompras de supermercado pela internet estão entre as categorias com maior crescimento no e-commerce; empresário explica como os lojistas podem investir no comércio eletrônico

Desde que os primeiros supermercados surgiram na década de 1930, nos Estados Unidos, pouca coisa mudou em seu formato. As lojas, que se caracterizam pelo autoatendimento e pelas fileiras de produtos, ganharam o mundo e experimentaram sua maior inflexão recentemente, com a pandemia de Covid-19. As medidas de quarentena e isolamento social trouxeram à tona uma nova tendência: as vendas on-line no varejo.

Com o surgimento da atual crise sanitária, um número expressivo de consumidores trocou os tradicionais carrinhos físicos pelos digitais. Segundo indicativos da Apas (Associação Paulista dos Supermercados), as compras on-line do setor cresceram 107% apenas entre os dias 23 a 29 de março de 2020, em São Paulo.

Dados da pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) demonstram que as compras de supermercado pela internet estão entre as categorias com maior crescimento no e-commerce: conforme o levantamento, as compras de lojas do ramo, que em 2019 correspondiam por 9,20% do total, deram um salto para 30,30% em 2021.

Diego Balen, CEO da OSuper – plataforma exclusiva para supermercados on-line -, explica que o segmento já vinha fortalecido, mas que a pandemia acelerou o processo de expansão dos negócios. “Em um ano de pandemia, a empresa alcançou mais de 300% de novos clientes e conseguiu espaço em todo território nacional, além de alcançar mercados no Chile e México”, comenta.

Como um supermercado pode investir no varejo on-line?

Balen explica que o serviço de vendas on-line pode ser feito a partir de uma plataforma que se conecta ao sistema do supermercado. Com base no código dos produtos lançados no sistema da loja, a plataforma lança os itens no site ou aplicativo, apresentando imagem, preço e descrição. O cliente acessa o site ou aplicativo e consegue fazer suas compras de forma prática, sem sair de casa.

Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), já são mais de 91.351 supermercados no Brasil, que geram 3 milhões de empregos diretos e indiretos. Em 2020, o faturamento do setor chegou a R$ 554 bilhões, valor que representa 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Segundo o CEO, ao implantar uma plataforma de varejo on-line o lojista tem acesso a um site responsivo, de domínio exclusivo, e um aplicativo móvel com desenvolvimento nativo e um app separador. “É necessário investir em uma ferramenta que ofereça busca inteligente, por voz, com imagens nítidas e descrição dos produtos, além de um layout organizado e opção de pagamento on-line”, diz.

Balen destaca que, para continuar presente no dia a dia dos brasileiros, os varejistas devem investir nas vendas on-line. “O varejo on-line veio para ficar. Para acompanhar o dinamismo do consumidor, os supermercados devem continuar sempre inovando”, conclui.

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