O modelo construtivo em wood frame vem ganhando espaço no Brasil, especialmente após ser incluído nas regras de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A decisão, anunciada pelo Ministério das Cidades em 2025, permite o uso de recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União para viabilizar métodos industrializados realizados fora dos canteiros tradicionais, começando pelo sistema em madeira engenheirada.
A medida reforça a busca por soluções capazes de ampliar o acesso à moradia com mais agilidade e eficiência. Embora o déficit habitacional tenha recuado 3,4% após a retomada do MCMV em 2023, o país ainda enfrenta carência superior a 5,7 milhões de moradias. Nesse cenário, o wood frame surge como alternativa moderna e segura, já consolidada em países como Estados Unidos, Canadá e Chile, e em franca expansão no território brasileiro.
Segundo Renato Ferreira, CEO da Minha Casa Pré-Fabricada, o avanço do sistema está ligado à necessidade de obras mais rápidas e previsíveis. “O mercado começou a entender que construir com madeira tratada, engenharia correta e sistema técnico não é improviso, é construção industrializada. Além disso, reduzir desperdícios, prazos de obra e a dependência de mão de obra escassa têm favorecido esse modelo”, afirma.
Além da agilidade, o wood frame pode reduzir em até quatro vezes o tempo de execução em comparação à alvenaria convencional. O sistema também promove racionalização de materiais, conforto térmico e acústico, menor geração de resíduos e maior previsibilidade de custos.
A publicação da norma ABNT NBR 16936:2023 trouxe respaldo técnico ao modelo, estabelecendo critérios para edificações de até dois pavimentos. Atualmente, já há trabalhos em andamento para ampliar o escopo da norma e contemplar construções de maior porte, o que deve acelerar ainda mais sua adoção em escala.
Ferreira destaca que, com respaldo técnico e normativo, o wood frame deixa de ser visto apenas como uma alternativa moderna e passa a se consolidar como solução viável para programas habitacionais em escala: “Com a pressão por prazo, custo e escala, a industrialização passou a ser uma resposta natural”.
“Além disso, o modelo permite maior planejamento, mais controle de materiais, menos retrabalho e uma entrega mais previsível, algo essencial para habitação em grande volume. Em programas como o MCMV, isso é fundamental, pois permite entregar mais unidades em menos tempo, mantendo o padrão técnico controlado”, acrescenta.
Potencial de expansão
De acordo com o executivo, o wood frame pode ganhar participação relevante em projetos habitacionais de interesse social, embora a transição seja gradual. “O Brasil ainda tem uma cultura muito forte da alvenaria. O modelo tem grande potencial para habitação social, desde que venha acompanhado de capacitação, financiamento adequado, fiscalização técnica e cadeia produtiva preparada”, afirma.
Diante desse panorama, a Minha Casa Pré-Fabricada atua na venda de kits e estrutura seus projetos com foco em padronização, documentação técnica e qualidade dos materiais.
“Projetos voltados a programas habitacionais precisam ser acompanhados por responsáveis técnicos habilitados, respeitando normas, exigências locais, desempenho da edificação e critérios de financiamento”, explica Ferreira.
Para saber mais, basta acessar: https://minhacasaprefabricada.com.br




















