Segundo o Relatório Global de Luxo da Bain & Company, noticiado pelo portal Mercado e Eventos, a recuperação do turismo, aliada ao interesse crescente por vivências exclusivas, contribuiu para a resiliência do setor de luxo. Em 2023, o mercado global manteve-se sólido e superou a marca de 1,5 trilhão de euros.
Já levantamento da Worldmetrics aponta que o mercado global de hotéis de luxo deve crescer a uma taxa composta anual (CAGR) de 8,2% entre 2023 e 2030. Ainda de acordo com a análise, em 2023, 82% dos resorts de luxo oferecem acomodações em vilas privativas, com taxa média de ocupação de 78% nessas unidades.
Para Nelsinho Piquet, sócio da Casa Lençóis, hospedagem de experiência localizada nos Lençóis Maranhenses (MA), há uma transformação evidente no conceito de luxo. Segundo ele, anteriormente, a ideia estava associada a grandes estruturas e serviços padronizados. Atualmente, o público de alto padrão passa a valorizar atributos como liberdade, privacidade e maior autonomia sobre a própria experiência.
"A casa privada permite algo que o hotel tradicional não consegue entregar com a mesma profundidade: viver o destino no seu tempo, com sua família, sem interferências externas. Não é só sobre conforto, é sobre pertencimento e conexão real com o lugar", explica.
De acordo com Piquet, a busca por privacidade e personalização impacta diretamente o formato da oferta, já que o luxo deixa de ser replicável e passa a assumir um caráter cada vez mais autoral. "O cliente não quer mais um pacote pronto. Ele quer uma experiência construída ao redor dele, com flexibilidade, personalização e atenção real aos detalhes que importam para o seu estilo de vida", acrescenta.
Hospitalidade com identidade e intimidade
No Brasil, Laszlo Piquet, também sócio da Casa Lençóis, afirma que essa tendência ainda está em expansão, mas avança rapidamente. Segundo ele, no exterior, esse modelo já está consolidado há mais tempo, enquanto, no Brasil, ganhou força mais recentemente, especialmente após a pandemia, quando o consumidor passou a priorizar privacidade e segurança.
"O que vemos hoje é um mercado amadurecendo, com uma demanda crescente por experiências mais exclusivas e menos massificadas", observa.
Ainda de acordo com o executivo, o Brasil reúne atributos que poucos países conseguem oferecer na mesma escala, como a diversidade natural combinada a destinos ainda pouco explorados, o que favorece a criação de experiências exclusivas.
"O desafio não está no potencial, mas na execução. Quando bem feito, o país tem todas as condições de se posicionar como referência global nesse segmento", informa.
Luxo autoral e experiências sob medida
Também sócio da Casa Lençóis, Marcos Regadas relembra que o projeto da hospedagem nasceu como uma casa de família, e não como um produto comercial. Segundo ele, o espaço foi concebido para ser vivido com conforto, fluidez e intimidade. Desde a arquitetura até a operação, tudo foi estruturado para que o hóspede sinta que o local lhe pertence durante a estadia.
"A experiência é totalmente personalizada, mas sem ser invasiva. Existe serviço, mas com leveza. Existe cuidado, mas sem formalidade excessiva", detalha.
Na avaliação de Piquet, a perspectiva para os próximos anos aponta para um turista de alto padrão cada vez mais criterioso. Segundo ele, esse perfil deve reduzir a frequência de viagens, priorizando experiências mais profundas e significativas. A busca deixa de se concentrar apenas na estética e passa a valorizar vivências capazes de gerar memória e conexão, e não apenas consumo.
"E, principalmente, o novo hóspede valoriza lugares que respeitem seu tempo, sua privacidade e a forma como ele escolhe viver cada viagem", conclui o sócio.
Para conferir as experiências oferecidas pela Casa Lençóis, basta acessar: https://www.casalencois.com.br/





















