O ano de 2017 pode ser resumido em uma palavra: CORRUPÇÃO. Essa é a opinião de 37% dos brasileiros ouvidos pela CAUSE, consultoria especializada na identificação e gestão de causas, em parceria com o Instituto Ideia Big Data. Duas mil pessoas escolheram a palavra do ano entre cinco finalistas: corrupção (37%), vergonha (26%), crise (18%), tenso (10%), mudança (9%). [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

“Ancorado na série de denúncias e investigações que deram a tom da crise política dos últimos meses, o brasileiro encontrou na palavra ‘corrupção’ o resumo do ano”, afirma Leandro Machado, sócio da CAUSE. Para chegar à #PalavraDoAno2017, a CAUSE e o Instituto Ideia Big Data separaram a pesquisa em duas etapas. Na primeira fase, cerca de 9.000 brasileiros citaram mais de 1.000 palavras diferentes, de forma espontânea.

A partir da análise das 40 palavras mais citadas, cinco especialistas das áreas de comunicação, antropologia, ciência política e marketing elencaram os termos finalistas, que seguiram para uma nova rodada de voto popular. As votações aconteceram pelo aplicativo PiniOn, desenvolvido pelo Instituto Ideia Big Data e que possui mais de 680.000 usuários inscritos.

“A escolha da ‘corrupção’ como Palavra do Ano reflete um sentimento de descrença que marca o espírito da nossa época”, explica Rodolfo Guttilla, sócio da CAUSE.

Participantes da etapa de consolidação das cinco finalistas que foram a voto popular, o escritor Jorge Caldeira e o jornalista Ricardo Arnt acreditam que esse tipo de pesquisa ajuda a apontar o saldo da percepção dos brasileiros em relação ao ano. Para o escritor e cientista político Jorge Caldeira, as palavras finalistas revelam um viés crítico da sociedade atual. “Estamos diante de uma situação que o brasileiro quer superar”, analisa Caldeira. Já Ricardo Arnt, “participar desta escolha das palavras finalistas é um grande privilégio, pois antecipamos um balanço do ano e avaliamos o sentimento do brasileiro com relação aos acontecimentos do país ao longo de 2017”.

A #PalavradoAno é uma tradição ocidental desde a década de 1970, quando a Society of German Language passou a selecionar o vocábulo que melhor resume o espírito da época.  A partir de então, a ideia se espalhou pelo mundo, com processos de seleção distintos entre si.  Nos Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, o dicionário Oxford é uma das instituições que escolhe a palavra do ano.

RESUMO DAS ETAPAS

1ª Etapa: Pesquisa de opinião aberta com 9.208 mil respondentes 

Resultado: Lista com 40 palavras que mais apareceram espontaneamente na primeira consulta popular.

2ª Etapa: Seleção de finalistas com grupo de pensadores brasileiros – avaliação das palavras com maior aderência

Resultado: Agrupamento e definição das 5 palavras finalistas.

3ª Etapa: Pesquisa de opinião (fechada) para seleção da palavra do ano

Resultado: A palavra do ano, com 37% dos votos, é Corrupção.

Especialistas:

Jorge Caldeira
Doutor em ciência política e mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Foi editor da “Ilustrada” e da “Revista da Folha”, editor de economia da revista IstoÉ e editor-executivo da revista Exame. É autor de, entre outros livros, de: Mauá: empresário do Império, O banqueiro do sertão e Júlio Mesquita e seu tempo.

Ricardo Arnt
Jornalista e escritor. Foi colunista da revista Isto É, editor da Exame, da Superinteressante, da Folha de S. Paulo, do Jornal do Brasil, do Jornal Nacional (TV Globo) e diretor da TV Bandeirantes e da Planeta. Foi Gerente de Comunicação da Presidência da Natura e fundador do Instituto Socioambiental. Recebeu um Prêmio Esso de Jornalismo, o Maria Moors Cabot Award e o Prêmio CitiBank para Jornalismo Econômico. É autor de 10 livros, entre os quais O Que os Economistas Pensam sobre Sustentabilidade (Trinta e Quatro, 2010); Jânio Quadros: O Prometeu de Vila Maria (Ediouro, 2004) e O que é Política Nuclear (Brasiliense, 1983).

Leandro Machado
Bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília, com cursos de especialização em Comunicação Internacional pela Syracuse University/ABERJE e em gerenciamento político pela George Washington University, atuou por mais de quinze anos em grandes empresas, nas áreas de relações governamentais, lobby, advocacy, gerenciamento de crises e comunicação corporativa. Leandro Machado é um dos fundadores da Union For Ethical Biotrade, sediada em Genebra, e um dos idealizadores, fundadores e membro do conselho diretor da RAPS – Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, uma organização da sociedade civil, apartidária, que tem o objetivo de identificar, atrair, treinar e monitorar os melhores talentos da política brasileira. Em 2015, foi eleito pelo World Economic Forum como Jovem Líder Global (Young Global Leader). Em 2016, Leandro Machado cofundou o Movimento Agora!, com o intuito de renovar a política brasileira a partir da sociedade.

Francine Lemos
Graduada em Administração Pública pela Escola de Administração de Empresas, Fundação Getúlio Vargas, com pós-graduação em Marketing Estratégico e Branding pela New York University. Ainda no período acadêmico, atuou como monitora no Programa Gestão Pública e Cidadania, iniciativa da FGV, BNDES e Fundação Ford, avaliando inovações em políticas públicas municipais, estaduais e de povos indígenas. Possui experiência de mais de 15 anos em diversas áreas relacionadas ao desenvolvimento de negócios, marca e cultura organizacional. Começou sua carreira no Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social Privado (IDIS), atuando na identificação de causas e a formação de institutos e fundações empresariais. Na Itelogy, consultoria de gestão e estratégia, coordenou projetos de estratégia de negócios. Em 2006, ingressou na Natura, empresa líder brasileira no setor de cosméticos e venda direta, para compor o time de novos negócios internacionais. Em Nova Iorque, foi responsável pela governança das novas operações internacionais da empresa e, em Paris, liderou as áreas de Planejamento Estratégico, Sustentabilidade e Recursos Humanos. De volta ao Brasil, em 2011, participou de projetos de cultura e desenho organizacional. A partir de 2012, se juntou `a diretoria de Comunicação e Marca, sendo responsável pela implementação do Sistema de Gestão da Marca Natura, gerenciando os processos de planejamento, gestão da arquitetura da marca e submarcas, gestão da identidade e capacitações para a marca. Se juntou à CAUSE recentemente como Diretora de projetos, sendo responsável pelo planejamento e coordenação da equipe de projetos.

Rodolfo Guttilla
Rodolfo Guttilla atua nos campos da comunicação organizacional e issues advocacy há mais de trinta anos. Nesse período, tem se dedicado a conceber e implementar estratégias de comunicação e relações públicas, e promover causas de interesse público, principalmente em empresas de bens de consumo e agências de consultoria estratégica. Foi Diretor de Assuntos Corporativos e Relações Governamentais da Natura, onde permaneceu por treze anos. Anteriormente, coordenou estratégias de comunicação e relações públicas da Whirlpool Corporation, também na América Latina. Presidiu e participou de Conselhos de associações de classe e Organizações Não Governamentais (ONGs), no Brasil e no exterior. Atualmente, preside o Conselho do Capítulo Nacional da Global Reporting Initiative no Brasil, e participa de conselhos editorias de publicações científicas e de interesse geral, relacionadas aos temas de inovação e sustentabilidade. Comunicador Social com especialização em jornalismo, e Cientista Social, Rodolfo é Mestre em Antropologia, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUCSP. Especializou-se em Marketing, pela Northwestern University, Kellogg Institute e Fundação Dom Cabral. Poeta e escritor, suas obras foram publicadas pelas editoras “Companhia das Letras”, “Global”, “Massao Ohno”, “Lazuli/Companhia Editora Nacional” e “Landy Editora”, entre outras. Por fim, colabora com cadernos de Cultura e publicações segmentadas, de circulação nacional. Em agosto de 2013, fundou a CAUSE, primeira agência de defesa de interesses públicos do Brasil.

 

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Corrupção é eleita a #PalavraDoAno2017