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Metaverso deverá ser espaço para investimentos, diz estudo



A percepção e o conhecimento dos brasileiros a respeito do metaverso – conceito que remete a uma realidade paralela que ocorre em um mundo virtual, onde é possível realizar diversas atividades como comprar em lojas, ir a shows e outros eventos e interagir com outras pessoas a partir de avatares criados para este propósito – pôde ser mensurada em um recente e inédito levantamento sobre o assunto, realizada pela startup de pesquisas digitais OnTheGo.

De acordo com a pesquisa “Descomplicando o Metaverso – O que os brasileiros acham do Metaverso”, desenvolvida a partir de 400 entrevistas, realizadas com pessoas com acesso à internet, 45% dos respondentes acreditam que o metaverso será um espaço para investimentos. Já para 59% dos entrevistados, o metaverso não será um local exclusivo para empresas de tecnologia, indicando que empresas e marcas de outros segmentos podem ter espaço neste novo universo virtual.

A pesquisa também apontou que apenas 60% das pessoas consultadas conseguiram explicar corretamente o conceito, definindo-o, em linhas gerais, como um mundo virtual gerado por computador em que as pessoas podem trabalhar, consumir produtos, socializar e jogar.

A aposta no metaverso por parte do empresário estadunidense Mark Zuckerberg – que anunciou em outubro de 2021 a mudança no nome da empresa controladora do Facebook para Meta, indicando, ainda, que haverá um grande investimento por parte da companhia nesta tecnologia -, em alguma medida, teve impacto na resposta dos entrevistados: para 12% deles, o metaverso seria uma uma grande empresa de tecnologia que está desenvolvendo serviços para a internet.



Marketing digital deve investir no metaverso

“A expectativa é que esse novo ambiente seja muito utilizado na área dos negócios e também da geração e consumo de conteúdo”, afirma Diana Haas, proprietária da empresa Ahaas Mídias Sociais. Nesse sentido, a profissional acredita que o marketing digital pode – e deve – se aproveitar de novos universos virtuais. 

“Muitas marcas já estão garantindo seu espaço no metaverso, o que faz com que os profissionais tenham que focar seus esforços em entender como isso pode ser positivo, proveitoso e lucrativo”, afirma.

O mundo virtual chamado de “Decentraland” hospedou a primeira semana de moda do metaverso, que ocorreu entre os dias 24 e 27 de março. A Fashion Week atraiu grandes marcas e startups, como Dolce & Gabbana, Estée Lauder, Tommy Hilfiger, Hugo Boss e Forever 21. O evento, que teve desfiles, exposições e shows, foi utilizado pelas empresas como experimento para uma possível “nova onda” de consumidores.

Além disso, marcas como Nike, Ralph Lauren, Itaú, Vans, Fortnite, Gucci, Balenciaga, Burberry, Stella Artois e Lojas Renner também já investiram em ações e interações em plataformas e universos virtuais.

O HSBC, segundo maior banco da Europa, anunciou no dia 16 de março que comprou um terreno virtual no jogo The Sandbox, com valor não revelado. O HSBC disse que espera construir seu próprio ambiente imersivo e personalizável para receber pessoas de todos os lugares, “criando experiências de marca inovadoras para clientes novos e existentes” no mundo virtual.

A proprietária da empresa Ahaas Mídias Sociais destaca que ainda é relativamente alto o valor a ser investido para atuar no metaverso, mas espera-se que, muito em breve, recursos disponibilizados pelas empresas de tecnologia, como a própria Meta, de Mark Zuckerberg, viabilizem a migração.

“As ações esperadas para marcas são voltadas à experiência do usuário, até mesmo sensoriais. O marketing certamente será voltado para cada indivíduo, sendo possível ter conteúdos e ofertas cada vez mais personalizados”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://www.instagram.com/dianahaas/

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