Colunista – Marco Barcellos –

O evento poderá ser visto ao vivo no YouTube | Veja o endereço no texto
Foto: Divulgação

Começa hoje, 25 de julho,  a Flip 2018 – a 16ª edição da tradicional Festa Literária Internacional de Paraty, que já é considerada  o principal evento internacional dedicado à literatura no Brasil, e este ano acontece de 25 a 29 de julho (quarta a domingo)…[read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Programe-se para participar da festa, que é muito mais do que um evento. A Flip é uma manifestação cultural!
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Pelo segundo ano sob a curadoria da historiadora e jornalista cultural Joselia Aguiar, a Flip 2018 homenageia a escritora Hilda Hilst (Hilda de Almeida Prado Hilst, 1930-2004), que explorou gêneros como poesia, ficção, teatro e crônica, sempre transitando entre temas diversos como amor, sexo, Deus, morte, a finitude das coisas e a transcendência da alma.

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Após uma edição marcada pela diversidade cultural, com um aumento no número de autoras mulheres, da maior participação de escritores negros e de editoras de pequeno porte, a baiana Joselia Aguiar volta à curadoria da Flip que, em 2018, será um pouco mais “feminina”, assim como no ano passado.

A abertura oficial da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty será às 20h00 da quarta-feira (25/07) com a mesa de abertura que homenageará Hilda Hist, e contará com as presenças da atriz Fernanda Montenegro e da compositora Jocy de Oliveira.

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Ao longo da semana, a Flip 2018 contará com um total de 18 mesas com 33 autores no programa principal – 17 mulheres e 16 homens. Entre os destaques do programa estão a escritora russa Liudmila Petruchevskaia, o historiador britânico Simon Sebag Montefiore e o americano criado no Egito Andre Aciman, autor do romance Me Chame Pelo Seu Nome.

Na lista de brasileiros, entre os destaques aparecem o veterano Sérgio Sant’anna, o estreante Geovani Martins, a feminista e ativista negra Djamila Ribeiro e as poetas Júlia de Carvalho Hansen e Laura Erber.

O cantor e compositor Zeca Baleiro também participará de uma mesa na qual falará sobre o processo de criação de seu disco com poemas de Hilda Hilst, Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé.
Desde sua primeira edição, a Festa vem crescendo, seja com relação ao número e expressão de escritores e editoras convidadas, seja no número de visitantes. A Festa é organizada pela Associação Casa Azul e a idéia de promover a Flip nasceu em parceria com a editora inglesa Liz Calder, inspirada em eventos similares, realizados em cidades pequenas.

A Casa Azul é uma organização da sociedade civil de interesse público que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura. Desde as primeiras ações, há mais de vinte anos, vem desenvolvendo uma metodologia de leitura territorial capaz de potencializar importantes transformações no território.

Em Paraty, onde a associação se originou, esse processo levou à realização de ações de permanência, com projetos como a Flip, a Biblioteca Casa Azul e o Museu do Território de Paraty, entre outros. A programação da Flip é realizada por meio da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura do Governo Federal.

A Festa Literária que, em 2017, trouxe uma nova forma de ocupação dos espaços públicos, ao centralizar suas ações na Praça da Matriz de Paraty, revitalizada em 2012, terá entre suas principais características a busca por novas formas de união das dimensões urbana e cultural.
Mais informações em: www.flip.org.br
Confira a programação completa em: http://flip.org.br/edicoes/flip-2018/programa

A história da FLIP
A FLIP foi lançada em 2003 como “Festival Literário”, mas sofreu diversas modificações já na segunda edição, quando teve seu nome mudado para o atual – FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATI, além de sua duração, que passou para cinco dias (eram apenas 3 dias). Apesar do nome da cidade ser PARATY, a FLIP utiliza o nome “Parati” (com o “i” e não com “y”) para realçar que a Festa é “Parati”, ou seja, “Para Você”.

Desde 2003, a Flip oferece todos os anos em Paraty uma experiência única, permeada pela literatura. Sempre em conexão com a cidade que a recebe, a festa é mais do que um evento, é uma manifestação cultural. Numa interlocução permanente entre as artes, propaga vivências focadas sobretudo na diversidade.

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Às margens do rio Perequê-Açu, numa arquitetura especialmente desenhada para cada ano da festa, autores se reúnem em conversas que transitam por múltiplos temas, como teatro, cinema e ciência. Além disso, a Flip oferece uma programação que mantém seus princípios fundadores: originalidade, intimismo, informalidade, o encontro singular entre escritores e público e, acima de tudo, ações de permanência. Flipinha, FlipZona e FlipMais compõem o programa da festa, com atividades que combinam literatura infantojuvenil, performance, debates, artes cênicas e visuais.

Cada edição presta homenagem a um autor brasileiro – uma maneira de preservar, perpetuar, difundir e valorizar a língua portuguesa e a literatura do Brasil. Pensados pelo curador da festa, os eixos temáticos são apresentados a partir de um vigoroso time de escritores e escritoras. Salman Rushdie, Don DeLillo, Ariano Suassuna, Isabel Allende, Neil Gailman, Angélica Freitas, Toni Morrison e Chico Buarque são alguns dos nomes que já circularam por Paraty. Como de costume, trazer à tona autores da nova geração também é parte fundamental da programação da Flip.

Programe-se para participar da festa, que é muito mais do que um evento. A Flip é uma manifestação cultural!

Para assistir o evento ao vivo acesse o endereço da FLIP no YouTube em
https://www.youtube.com/watch?v=Mc0ddKW9Qe8

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