Home Cultura POP Oito em cada dez novos contratos de aluguel em SP usam IPCA...

Oito em cada dez novos contratos de aluguel em SP usam IPCA no lugar do IGP-M como índice de reajuste

São Paulo, SP 14/5/2021 – Segundo a imobiliária Lello, entre as locações com aniversário em abril, em apenas 6,6% o reajuste contratual pelo IGP-M foi aplicado

A forte alta do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) provocou em 2021 uma alteração histórica nos contratos de aluguel residencial e comercial firmados na cidade de São Paulo. Segundo levantamento da Lello, 80% das novas locações firmadas por meio da imobiliária neste ano usaram o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) como índice oficial para reajuste.

Essa mudança ocorre porque, enquanto o IGP-M tem registrado desde o final de 2020 altas superiores a 30% no acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo IPCA atualmente está entre 5% e 6% anuais.

Ainda de acordo com a Lello, entre os contratos de locação vigentes e com aniversário em abril, apenas 6,62% foram reajustados pelo IGP-M, enquanto 31,01% tiveram aumento com base no IPCA. Já em 26,48% dos casos foram aplicados outros percentuais de reajuste e, em 35,89%, nenhum valor foi acrescido.

Desde outubro de 2020, quando o IGP-M/FGV, índice mais utilizado para o reajuste dos contratos em curso, passou a se descolar dos demais índices inflacionários e, principalmente, da variação de preços das novas locações, a Lello desenvolveu um sistema eletrônico de negociação para que locatários e locadores mais uma vez fossem estimulados à auto composição e ao exercício da empatia, evitando, ainda, o desequilíbrio dos contratos. Foram concedidas as opções de não reajustar, reajustar pelo IPCA, oferecer outro valor ou, ainda, aplicar o IGP-M, sempre a depender da situação concreta.

“Temos enviado aos proprietários e-mails e vídeos visando sensibilizá-los em relação ao momento atual, que exige maior flexibilidade para manter os atuais contratos e evitar a desocupação dos imóveis. A aceitação vem sendo muito positiva”, afirma Moira Regina de Toledo Bossolani, diretora de Risco e Governança da Lello.

Já em janeiro deste ano, a Lello decidiu adotar a mudança do índice de reajuste dos novos contratos de aluguéis residenciais e comerciais firmados entre proprietários e inquilinos, do IGP-M/FGV para IPCA. O objetivo foi reduzir o impacto dos reajustes nas relações locatícias, uma vez que o IGP-M acumulou alta muito acima da média, e estimular o fechamento de novos contratos.

Ela alerta que, muito embora a Lello esteja incentivando o uso do IPCA neste momento atípico, a imobiliária defende a liberdade contratual e a livre escolha das partes. “O mercado é maduro e capaz de se autorregular, como tem acontecido. Somos contrários a qualquer tipo de intervenção ou regulação do poder público neste ponto, pois seria prejudicial em termos de segurança jurídica e de atratividade de investimentos no setor. A Lei do inquilinato, de inegável sucesso e que regula bem o setor há 30 anos, merece ser protegida”, conclui Moira.Oito em cada dez novos contratos de aluguel em SP usam IPCA no lugar do IGP-M como índice de reajuste

Website: http://www.lelloimoveis.com.br

Previous articleEstudantes devem buscar novas opções de destino para graduação internacional
Next articleAsma: 5 medidas para manter a doença sob controle