Home NOTÍCIAS Cardiopatia Congênita: má-formação atinge 1 em cada 100 recém-nascidos

Cardiopatia Congênita: má-formação atinge 1 em cada 100 recém-nascidos

Niterói – RJ 15/6/2021 – Eloá e Heitor, bebês diagnosticados com grave doença, precisaram de cirurgia cardíaca poucos dias depois do nascimento

O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, má-formação cardiovascular que acomete um em cada cem recém-nascidos no Brasil, serve de alerta para a importância da detecção e do tratamento precoce das patologias, que, em suas manifestações mais graves, podem ser fatais, como afirma a Dra. Aurea Grippa, cardiopediatra e gerente médica do Serviço de Cardiologia Pediátrica do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN): “Durante o desenvolvimento do feto, ocorre alguma má-formação na estrutura cardíaca que compromete o pleno funcionamento do órgão e/ou do fluxo sanguíneo e, na maioria dos casos, deve ser tratada o quanto antes para preservar a saúde do paciente”.

Como foi o caso de Eloá Nunes, de um mês e meio de vida, que recebeu o diagnóstico ainda na barriga da mãe. Durante o pré-natal, Letícia Nunes Bernardo realizou um exame de ecocardiografia fetal na 23ª semana de gestação que identificou uma doença grave na pequena Eloá: a transposição dos grandes vasos, que provoca uma alteração entre a aorta e a artéria pulmonar, causando problemas de oxigenação e circulação. Foi então que todo o tratamento começou a ser traçado mesmo antes de seu nascimento, e, segundo a dra. Aurea Grippa, que acompanhou a paciente, esse fato foi fundamental para um resultado ainda melhor: “A identificação da cardiopatia congênita ainda em fase inicial é muito importante tanto para o sucesso da terapêutica quanto para estabelecer bem-estar e qualidade de vida para o paciente”, ressalta a especialista.

Segundo o Dr. Denoel Marcelino, cirurgião cardíaco pediátrico do CHN, durante toda a jornada até o nascimento de Eloá, a família recebeu acompanhamento, esclarecimentos detalhados sobre a doença e teve cada passo do pré-natal planejado, uma vez que a má-formação requer uma cirurgia logo nos primeiros dias de vida. Eloá chegou ao mundo no CHN no dia 26 de abril e precisou fazer duas cirurgias – a primeira delas ocorreu apenas três dias depois de seu nascimento e a segunda, no dia 2 de maio. Depois de ficar internada um mês na UTI Neonatal do hospital, ela recebeu alta e pôde ir para casa.

Quem também passou por uma situação semelhante foram Cristiane e Reinaldo Costa, pais do pequeno Heitor. Contudo, o caminho da família foi mais tortuoso, já que o diagnóstico da doença cardíaca transposição dos grandes vasos veio só depois de o bebê apresentar os primeiros sintomas, como arroxeamento da pele e cansaço para mamar com apenas dois dias de vida.

Com a confirmação da doença, o bebê foi transferido, no dia 5 de maio, para o CHN, onde ficou internado na UTI Neonatal até a realização do procedimento que salvaria sua vida. A cirurgia de Heitor foi realizada no dia 8 de maio e ele recebeu alta hospitalar depois de 25 dias de internação. Segundo o Dr. Leonardo Nese, coordenador do CHN Materno-infantil e da UTI Neonatal, desde os primeiros momentos, tanto Eloá quanto Heitor receberam total assistência até o momento da cirurgia e ambos os bebês evoluíram muito bem, sem intercorrências.
Cardiopatia Congênita: má-formação atinge 1 em cada 100 recém-nascidos

Previous articleLíderes de negócios e empresas reunidos na Cúpula de Líderes do Pacto Global da ONU relatam pressão crescente para agir em sustentabilidade
Next articleIntenção de comprar a moradia sobe 2% de março para abril