São Paulo, SP 27/4/2021 – O ano de 2021 chegou e o mundo ainda se mantém no período pandêmico que afetou diversos setores, inclusive o imobiliário.

O ano de 2020 foi atípico para o mundo dos negócios. A pandemia de covid-19 colocou o mundo em quarentena a partir de março e alterou hábitos e modelos. Empresas tiveram que se adaptar à realidade do distanciamento social, e o que se viu foi uma aceleração da transformação digital em todos os processos corporativos. Segmentos que já adotavam soluções digitais conseguiram não apenas sobreviver a esse período turbulento, como lançaram bases de crescimento para o futuro. É o que ocorreu com os leilões – que devem ter em 2021 um ano de crescimento e consolidação no Brasil e no exterior.

Esse modelo de negociação se popularizou em diversos setores nos últimos anos. Os economistas norte-americanos Paul Milgrom e Robert Wilson foram agraciados com o Prêmio Nobel de Economia em 2020 por seus estudos na área de leilões. Um dos motivos para esse aumento de interesse é a adoção de plataformas on-line que democratizaram o acesso às ofertas. Dados da consultoria Technavio indicavam que, entre 2018 e 2022, o mercado on-line de leilões já teria um crescimento médio anual de 7% no período, com mais da metade proveniente do continente americano.

Isso não significa que os leilões presenciais devem acabar. Mesmo durante a pandemia de covid-19, quando a flexibilização do comércio era mais abrangente, ocorreram alguns eventos presenciais com todas as medidas de segurança necessárias a todos os interessados. Contudo, nota-se que modalidade on-line é bem mais prática, uma vez que a pessoa nem precisa sair de casa para participar. Basta se cadastrar no site da empresa leiloeira, pedir para se habilitar, assinar digitalmente um termo de habilitação e participar. Com a digitalização crescente, é difícil competir com essa eficiência e praticidade.

Por conta disso, o leilão on-line segue como o grande destaque no mercado justamente pela facilidade que permite aos participantes antes, durante e depois das disputas. Com poucos cliques na tela do computador (ou toques no smartphone), é possível conferir diversas oportunidades de imóveis comerciais, residenciais e rurais em todo o Brasil – no conforto e segurança do lar. Aliás, nem é preciso estar conectado no exato momento dos lances. Algumas plataformas oferecem a opção de habilitar e selecionar lances automáticos. Assim, o próprio sistema dará os lances e se limitará ao valor que a pessoa decidir previamente. A automação já é realidade também nesse segmento.

As vantagens dos leilões on-line explicam a popularidade da modalidade, mas não porque vai crescer em 2021. Para isso, é preciso analisar os fatores internos e externos que atuam no segmento. Em 2021, por exemplo, a baixa nas taxas de juros de financiamento e o aquecimento no mercado imobiliário como um todo mostram que a tendência é ter crescimento considerável na venda de imóveis em geral – o que também inclui os leilões. Além disso, há a própria movimentação das empresas da área, que se estruturam ainda mais para criar e otimizar sistemas e processos, oferecendo a melhor experiência e atendendo a essa demanda crescente com qualidade.

Fazer projeções para o ano de 2021 se torna inviável diante das lições impostas pela pandemia de covid-19. Contudo, é possível que o leilão tenha um ano de consolidação por conta do avanço dos negócios digitais e da retomada do mercado imobiliário.

*André Zukerman é CEO da Zukerman Leilões, empresa referência em leilões imobiliários – zukerman@nbpress.com
Leilões: o que esperar do segmento em 2021?

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