O Mantis, serviço de Proteção de Riscos Digitais, identificou 1548 acessos remotos em sistemas brasileiros sendo comercializados na Dark Web por cibercriminosos. O “público-alvo” desta ação é constituído por outros hackers interessados em aplicar golpes de ransomware em pessoas ou empresas.

A plataforma varre a internet em busca de informações sensíveis de seus clientes, em níveis de surface, deep e dark web. Segundo levantamento, o valor cobrado pelos cibercriminosos varia de US$ 4 a US$ 40, de acordo com o perfil da máquina ou servidor infectado.

“As máquinas estão sendo vendidas em um RDP Shop, um tipo de site de comercialização de acessos remotos a servidores já comprometidos. O valor é maior quando a máquina comprometida é de uma empresa considerada grande, com alto faturamento, ou com alto recursos computacionais de link e processamento”, afirma Ulysses Monteiro, Gerente de Soluções do Mantis.

Das máquinas infectadas, 541 são de empresas, enquanto as outras pertencem a pessoas físicas, computadores pessoais, que são infectados para chegar a servidores de empresas.

O tipo de comercialização mostra o quanto o Brasil também está suscetível a passar pelo o que aconteceu nos EUA, com a Coloneal Pipeline, um dos maiores oleodutos americanos, que sofreu um ataque de ransomware que paralisou suas operações por cinco dias.

Segundo informações coletadas pela equipe do Mantis, apenas neste mês de maio, 93 empresas já tiveram dados expostos por não pagamento de resgate no mundo.

“Os principais vetores iniciais de um ataque de Ransomware são via RDP ou Conexões de Acesso Remoto. Muitos grupos Ransonware terceirizam o que chamamos de comprometimento inicial, adquirindo sistemas já comprometidos para execução de movimentação lateral e execução do processo de sequestro de dados por meio de criptografia”, conclui Ulysses Monteiro.

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