A 10ª edição da Brasil Game Show (BGS) reuniu na capital paulista, entre os dias 11 e 15 de outubro, um público de aproximadamente 330 mil pessoas – 10% a mais que em 2016. A presença dos expositores também cresceu: agora foram 240, cerca de 20% a mais que no ano passado. Os números destacam não apenas a expansão do segmento de games no Brasil – mesmo em tempos de recessão econômica, mas representam a consolidação no país do mercado de esportes eletrônicos (eSports). [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

“Se tornaram negócio de gente grande no Brasil. De jogadores de peso. Os esportes eletrônicos vêm atraindo investimentos arrojados ao longo dos anos e se fortalecendo como um dos maiores propulsores da economia digital no país. Um bom indicativo é a aposta que grandes empresas e marcas de segmentos variados estão fazendo em ações voltadas a consumidores desse mercado”, pontua Beto Vides, CEO da eBrainz, primeira agência brasileira especializada em marketing esportivo para eSports.

Segundo Vides, os esportes eletrônicos viraram “brincadeira de adulto” há algum tempo. “Se tornou negócio sério, é acompanhado por milhões de pessoas e movimenta bilhões ao redor do mundo. Só o Brasil tem 11,4 milhões de espectadores de eSports. O país representa quase a metade da audiência na América Latina, que é de 23,7 milhões pessoas. Somos o terceiro maior mercado de esportes eletrônicos no mundo. Perdemos apenas para os Estados Unidos e para a China, de acordo com dados divulgados pela Newzoo”, destaca.

Durante a Brasil Game Show 2017, a Agência eBrainz desenvolveu uma série de ações promocionais para a Vivo (foto), uma das patrocinadoras da Brasil Game Cup, competição de eSports disputada dentro da BGS 2017. Ao longo da feira, a operadora apresentou a própria estratégia para o segmento. Foram três novidades: o lançamento do app Vivo Games4U, um serviço digital de cobertura das últimas informações do universo de esportes eletrônicos; a estreia da segunda temporada da websérie “Game Changers”, que narra a história de jogadores brasileiros que estão transformando o mercado; e ainda o anúncio do patrocínio à equipe de eSports Vivo Keyd (foto) pelo período de dois anos.

“O movimento de uma gigante como a Vivo, dentro do segmento de eSports, é muito bem calculado e elucidativo. A estratégia é clara: se aproximar cada vez mais do público gamer e atender as demandas próprias dos consumidores desse segmento, que costumam ter um ticket médio bastante elevado. Neste ano, o mercado de eSports terá uma base de 385 milhões de espectadores únicos ao redor do mundo, faturando cerca de US$ 696 milhões. A expectativa é que esse número suba para US$ 1,5 bilhão até 2020, segundo projeções”, pontua Vides.

“A ideia de que os games são algo restrito, para jogadores ‘hardcore’, perdeu completamente o sentido. Os jogos estão cada vez mais inseridos no dia a dia das pessoas e já são parte importante para diversão e também para o engajamento. O mercado vem enxergando esse potencial, que é gigante. Os maiores players, claro, já estão traçando as suas jogadas”, finaliza.

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Mercado de esportes eletrônicos se profissionaliza e cresce a passos largos no Brasil