A AMD apresentou na CES 2021 a linha Ryzen 5000 para notebooks, mas sem dar muito mais detalhes.

No final de janeiro a empresa lançou a família Ryzen 5000, com três linhas distintas de processadores e a previsão de chegar a 150 notebooks no mercado com o chip ainda este ano.

Para facilitar para o consumidor na hora da compra, a AMD separou a nova série em três grupos:

Ryzen 5000H
Máquinas com maior desempenho, voltadas para gamers e criadores de conteúdo, subdivididas em H, HS e HX e oito processadores distintos, comparável aos Ryzen topo de linha para desktop. A série 5000HX, diz a AMD, é a mais poderosa para games, com overclocking desbloqueado (em alguns modelos), e terá opções de GPU integrada Radeon e NVidia ainda este ano.

Ryzen 5000U
Para notebooks finos e leves, voltados para duração de bateria em seis processadores. Aqui, porém, tem uma pegadinha: três chips – Ryzen 3 5300U, Ryzen 5 5500U e Ryzen 7 5700U – usam a arquitetura anterior, a Zen 2, e podem não ter o mesmo desempenho/bateria.

Ryzen 5000PRO
São os modelos de entrada, voltados para o uso geral. A AMD ainda não deu detalhes sobre eles.

Marcas como Acer, Asus/ROG, Gigabyte, HP, Huawei, MSI, Lenovo, LG e Xiaomi já informaram que irão lançar notebooks com os novos processadores da AMD.

Desempenho
A AMD diz que os Ryzen 5000 dão um enorme salto em desempenho para notebooks: até 23% a mais de performance single-thread (em comparação com Ryzen 4000), 108% de performance multi-thread (em comparação com um Intel Core i7) e até duas horas a mais de duração de bateria (também comparando com a geração anterior).

Os novos processadores são baseados na arquitetura Zen 3, presente em chips para desktops desde outubro do ano passado e que usa um processo de litografia de 7 nanômetros.

A boa novidade aqui é que a série 5000 pode utilizar placas-mãe com o mesmo encaixe (pinagem) dos Ryzen 4000, tornando mais fácil para os fabricantes de notebooks adaptar as linhas de produção com projetos já existentes e usar os novos chips em suas linhas para 2021.

Na parte técnica, a AMD informou que:

– Dobrou o cache L3 (até 16MB), unificou o acesso ao cache por todos os núcleos do processador, implementou suporte a memórias LPDDR4, tudo em um chip monolítico produzido em litografia de 7 nanômetros;

– Melhorou o controlador de memória, com mais capacidade e largura de banda;

– GPU também foi aperfeiçoada, com frequência máxima de até 2,1 GHz e maior eficiência energética;

– Gerenciamento de energia ajusta cada núcleo na voltagem/frequência otimizada para os processos, escolhendo núcleos de acordo com as tarefas.

– Suporte a até mais de 20 horas em standby, 3,9 horas a mais em descanso, 1,1 hora a mais de reprodução de vídeo e, rodando o benchmark MobileMark 2018, mais de duas horas de uso;

– Na prática, um notebook com AMD Ryzen 7 5800U (o chip “topo de linha” da série 5000U) dura até 17h30 em uso geral fora da tomada e até 21h reproduzindo filmes/vídeos.

Disponibilidade
A AMD informou que os primeiros notebooks com os novos processadores começam a chegar ao mercado global agora em fevereiro.

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