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Por que o Brasil está tão atrás quando falamos sobre transformação digital?


by 19 de novembro de 2019 0 comments

Por Thiago Lima *

Recentemente, foi divulgado por uma escola de administra√ß√£o da Su√≠√ßa um ranking de competitividade digital. O estudo avaliou 63 pa√≠ses e utilizou diferentes crit√©rios: conhecimento, tecnologia, prepara√ß√£o para o futuro e a utiliza√ß√£o de rob√īs.

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil aparece apenas na 57ª colocação. Isso deixa claro o fato de que ainda temos dificuldades em converter conhecimento em tecnologia.

A nossa base como forma√ß√£o – aqui falo dos ensinos Fundamental e M√©dio – reflete diretamente nesses n√ļmeros. Diferentemente da China, em que as crian√ßas t√™m contato com diversas plataformas e conceitos ligados √† inova√ß√£o desde os 7 anos de idade, pouco se fala sobre tecnologia nas escolas aqui no pa√≠s.

E quando se trata do universo de tecnologia, é preciso ter contato desde cedo para se aperfeiçoar e dominar o assunto. Para ter uma dimensão, atualmente estima-se que existam cerca de 250 mil vagas de emprego em empresas de tecnologia, porém, faltam profissionais capacitados para ocupar os cargos.

Por outro lado, a dificuldade e a falta de apoio, quando falamos em educação voltada ao segmento tecnológico, fazem com que a nova geração de brasileiros se destaque em um dos pontos do estudo: atitude em relação ao futuro. Nós somos uma comunidade maleável, que se adequa à falta de recursos e mesmo sem um suporte, conseguimos atuar nas mais diversas áreas.

Atualmente, temos 10 empresas unicórnios (marcas que estão avaliadas pelo mercado em mais de 1 bilhão de dólares) como Gympass, PagSeguro, Nubank, iFood, Loggi, só para citar alguns, além de outras que estão na briga para entrar neste seleto grupo.

No entanto, se existisse mais incentivo e uma base de forma√ß√£o mais preparada para os novos tempos, o n√ļmero de empresas unic√≥rnios no pa√≠s estaria mais pr√≥ximo do da China, que hoje conta com cerca de 125 empresas nesta classifica√ß√£o.

Negócios que fizeram a transição do Made in China para o Created in China e que se tornaram referência de inovação para o mundo. Assim, constatamos a necessidade de uma mudança de mindset, tanto do governo brasileiro, como da comunidade nacional, para reverter a situação e desenvolver, a médio e longo prazo, uma cultura mais alinhada com a realidade do mercado mundial.

 

* Thiago Lima é CEO e fundador da LinkAPI

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