Viajar de carro pela América do Sul é um sonho de muitas pessoas, assim como era o do casal Adriano e Sílvia Bolzani, que resolveu tirar esse projeto do papel e torná-lo realidade. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Recentemente, encararam mais de 20 mil km a bordo de um Pajero 4×4. A viagem começou em São Paulo e foi até o Ushuaia, extremo sul do continente, passando por cidades e pontos turísticos do Chile, Paraguai, Bolívia e Argentina.

Confira algumas dicas para aqueles que querem planejar uma viagem de carro pela América do Sul:

Condição e preparação do veículo
Além da importância de garantir que o carro esteja com a revisão em dia antes de sair, pode haver a necessidade de se fazer revisões menores durante a viagem. Alguns pontos de atenção são checagem de pneus, freios, fluído e troca de óleo, dependendo da distância percorrida.

Como muitas cidades no trajeto são pequenas, recomenda-se calcular a quilometragem aproximada e se informar quanto à localização de concessionárias e postos de serviços pelo caminho.

Há algumas exigências e restrições nos países vizinhos. Na Argentina, por exemplo, há alguns requerimentos que os carros brasileiros não atendem, como possuir dois triângulos de sinalização e extintor de incêndio. Há também restrições quanto ao uso de películas de proteção e escurecimento de vidros.

Alguns acessórios também não são permitidos, como é o caso dos ganchos de carreta, muito comuns aqui no Brasil.

Documentação do veículo e dos viajantes
Há requerimentos específicos de seguros para transitar com um carro estrangeiro em alguns países, como a Carta Verde na Argentina e no Paraguai e o SOAPEX no Chile. Para os viajantes, é preciso somente um RG emitido há menos de 10 anos ou passaporte. Ao motorista, é imprescindível portar a CNH válida.

Moedas
É importante se planejar para ter dinheiro em espécie para arcar com despesas durante a viagem. Informe-se antecipadamente sobre pagamentos de pedágios, ingressos em áreas de conservação, lanches e até combustível para o carro, pois poderão ser requeridos em moeda local.

Um bom exemplo desta necessidade é a atual situação econômica da Argentina. Em função da crise, muitos estabelecimentos não aceitam cartão de crédito. Quando recebem por este meio, é comum aplicarem uma sobretaxa de 10% a 15% sobre o valor do bem ou serviço.

Neste aspecto, tenha ciência que irá gastar um pouco a mais, uma vez que andar com uma alta quantia de pesos argentinos não é seguro.

Pedágios
Há uma grande quantidade de pedágios em alguns trajetos e, na maioria das vezes, nenhuma cabine aceita cartão de crédito, débito ou moeda de outro país.

Além das estradas, há pedágios urbanos em Santiago e Buenos Aires. Nesta última você precisa pagar em espécie. Já em Santiago, a cobrança é realizada através da leitura da placa do carro, totalmente eletrônica, para tanto é necessário contratar os passes diários nos postos de combustível Copec.

Seguro Saúde
O seguro saúde é outra importante precaução a se tomar, pois, além da altitude em algumas regiões, o calor e frio podem ser extremos. Alguns itens da culinária local e o tratamento da água utilizada nestes países também podem causar problemas gastrointestinais. Como em qualquer outro local, consultas e intervenções médicas podem custar muito caro.

Planejar os pernoites
Nosso roteiro previa alguns trajetos longos entre os destinos. Por este motivo, alternamos o volante e parávamos com frequência para permitir uma melhor circulação do sangue pelo corpo.

Reservar o hotel antecipadamente geralmente equivale a ter mais opções e tarifas melhores. Entretanto, como queriam ter flexibilidade, evitaram reservar hospedagens com muita antecedência. Entretanto, faça um levantamento prévio e monitore as opções para evitar surpresas ao longo da viagem.

Por isso, é importante que seja definida quais são as prioridades antes de fazer as reservas.

 

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Seis dicas imperdíveis para fazer uma road trip pela América do Sul

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