MERCADO ELETRÔNICO - LUIS GASTAO - FOTOS: JULIO VILELA

Por Luiz Gastão Bolonhez *

O ano de 2020, definitivamente, não foi para amadores. Mesmo as empresas mais reativas à mudança tiveram de se adaptar – resiliência e inovação foram as palavras-chave – e diversos setores foram obrigados a se transformar, incluindo a cadeia de suprimentos. Para entender esse cenário, o Mercado Eletrônico elaborou um guia especial com reflexões importantes sobre o assunto.

Acompanhe:

1) Identificar vulnerabilidades para uma gestão de riscos eficiente
Empresas de qualquer tamanho e segmento precisam estar atentas em relação às ameaças internas e externas, identificar fragilidades e riscos e evitar que tenham de lidar com uma disrupção na cadeia de suprimentos. Para isso, é importante realizar uma gestão de fornecedores efetiva, a fim de identificar todas as ameaças, avaliá-las, mitigá-las e responder a elas. As plataformas de SRM (Supplier Relationship Manager) são grandes aliadas nessa conquista.

2) Repensar o uso do “just in case” e de estratégias de manufatura enxuta
A pandemia de Covid-19 fechou as fronteiras de várias regiões do mundo e, assim, o supply chain entrou em colapso. Diante disso, as empresas se viram obrigadas a repensar suas estratégias de operação com manufatura enxuta e criar uma alternativa no meio do caminho.

3) Cadeia de fornecimento resiliente, mas sem perder a competitividade
O supply chain precisa concentrar esforços para ser resiliente, ou seja, ter a capacidade de operar normalmente, mesmo após sofrer impactos. Para isso, é fundamental estudar alternativas para achar opções de fornecimento diversas, que combinem preço, qualidade, entrega e agilidade. Um marketplace, por exemplo, pode ser bastante estratégico para as empresas encontrarem novos parceiros.

4) Ficar de olho em manufatura aditiva, tecnologia e inovação
A necessidade de digitalização das equipes de suprimentos é uma urgência e realidade. Ter um olhar atento às inovações, tecnologias e disrupções, como a manufatura aditiva, por exemplo, contribui para que os processos de compras sejam menos lentos e operacionais e mais estratégicos e assertivos. Apenas a tecnologia é capaz de ajudar a encarar os desafios de um mundo frágil, ansioso, não linear e incompreensível.

5) Os dados nunca foram tão vitais
Os dados só aumentam com o passar do tempo e é essencial que as empresas não esperem ter problemas com informações para dar a devida importância ao tema. Sendo assim, coletar e analisar dados pode ser o segredo para conquistar a tão desejada resiliência da cadeia de suprimentos.

6) Os líderes de supply chain nunca tiveram tanta influência dentro de uma empresa
Com a crise, a necessidade de criar uma cadeia de suprimentos resiliente ficou clara e os profissionais de compras ganharam grande destaque dentro das organizações. Os Chief Procurement Officers (CPOs) e suas equipes de compras têm a chance de aumentar o valor a longo prazo da área e mostrar que são essenciais para evitar gargalos e manter a continuidade e competitividade dos negócios.

7) Os fornecedores precisam ser parceiros de verdade
O ano de 2020 mostrou que o fornecedor precisa da empresa compradora para permanecer funcionando e a empresa compradora precisa do fornecedor para dar continuidade às suas operações. Sendo assim, estabelecer parcerias sustentáveis, transparentes e colaborativas não são apenas uma questão de relacionamento, mas de sobrevivência no mercado. A relação precisa ser de “ganha-ganha” para ambas as partes da cadeia.

8) Sustentabilidade na cadeia de suprimentos é uma estratégia prioritária
Cada vez mais, os contratos de negócios entre as empresas vão incluir cláusulas sobre questões de sustentabilidade e uso de fontes responsáveis de mão de obra e recursos naturais. Por isso, as companhias devem adicionar em suas estratégias ações para desacelerar a mudança de clima, zerar a emissão de carbono, gerar menos lixo e utilizar componentes sustentáveis no processo de manufatura. Essa iniciativa traz grandes responsabilidades aos profissionais e infinitas oportunidades de inovação.

9) Reshoring e parallel supply chains – empresas começaram a repensar o reshoring
A prática de transferir as operações de negócios para dentro de casa e diminuir riscos de bloqueios internacionais. Por outro lado, essa prática tem um valor de fornecimento mais alto e compromete a competitividade da cadeia de suprimentos, principalmente em tempos de recessão econômica. Por isso, criar uma solução no meio do caminho – chamada de parallel supply chain – pode ser uma alternativa híbrida entre importar e produzir dentro de casa.

10) Diversificação da base de fornecedores e foco além do preço
Hoje em dia, é fundamental elaborar estratégias de diversificação da base de fornecedores. Ter forte dependência de uma fonte, seja ela vinculada a uma única fábrica, empresa ou região, aumenta drasticamente os riscos da cadeia de fornecimento. Além disso, é importante levar em conta que a escolha do fornecedor não pode ser atrelada apenas aos preços baixos. Afinal, para determinados produtos, o barato pode sair caro.

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