Por Rafael Barbosa *

A economia colaborativa e compartilhada marca as relações humanas desde os tempos remotos. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Presente ainda na pré-história, quando agricultores praticavam o escambo dos excedentes de suas produções, essa técnica se modificou e evoluiu ao longo dos anos e, hoje, já é possível suprir demandas por bens e serviços com base na troca utilizando meios tecnológicos que aproximam as pessoas, facilitam as transações e contribuem para que as empresas superem os últimos anos de crise no País.

O consumo desenfreado e insustentável tem deixado cada vez mais marcas negativas no planeta, principalmente quando se avalia os impactos ambientais.

A economia colaborativa e compartilhada tem se firmado como alternativa viável para a substituição desse modelo porque disponibiliza um bem ou serviço que está ocioso para o uso de outras pessoas, de modo a gerar benefícios para quem adquire e receita para o proprietário.

A evolução da tecnologia, além de permitir cada vez mais a disseminação das práticas de escambo, possibilita a organização das chamadas permutas multilaterais.

Diferente do modelo bilateral, onde a troca acontece entre duas pessoas, o modelo multilateral gera maior possibilidade de satisfação das partes, por ser bem mais democrático, pois as partes podem escolher exatamente o que querem consumir no hall de oportunidade de serviços e produtos oferecidos em permuta, o que exige a intermediação de agentes que garantam a segurança durante a transação entre as partes interessadas.

Neste modelo, é possível que empresas ou profissionais autônomos prestem serviços ou ofereçam produtos entre si, sem se restringir à troca com apenas uma empresa ou prestador de serviço, como ocorre na forma bilateral.

Os números recentes do levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que a população brasileira tem se tornado cada vez mais adepta à economia colaborativa.

O número de pessoas que consideraram adotar as práticas de consumo colaborativo passou de 68%, em 2018, para 81%, em 2019. A pesquisa feita com 800 brasileiros de 27 capitais ainda revela que 74% dos entrevistados já utilizaram os serviços de permuta e compartilhamento pelo menos uma vez na vida.

A satisfação desses clientes também foi levada em consideração pela pesquisa. Cerca de 91% dos usuários do sistema de permutas e compartilhamentos se dizem satisfeitos com os serviços e produtos prestados.

Isso contribui para que as práticas de permutas se consolidem entre os brasileiros. Neste cenário de consumo consciente, as práticas que estimulam o reaproveitamento de recursos, o uso de produtos em estoque e a prestação de serviços entre diversos públicos de forma econômica e sustentável tem demonstrado uma tendência de crescimento contínuo.

* Rafael Barbosa é empreendedor, CEO da XporY.com

 

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