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Automóvel em tempos de pandemia: Cinco principais dúvidas

Ficar em casa é a melhor forma de evitar a propagação do novo coronavírus. Porém, em alguns casos o deslocamento pode ser inevitável, e fica a dúvida – qual a melhor forma de se proteger? [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Nas últimas semanas a busca pelos serviços de higienização para os automóveis cresceu, gerando muitas dúvidas nos consumidores.

Segundo Bianca Amaral, diretora TempoTem, é preocupante ver que as pessoas não estão levando a sério a quarentena. “O carro é uma ótima opção para ir ao mercado, farmácia ou em casos de emergência, mas ele não é 100% seguro e requer alguns cuidados”, afirma.

Existem muitas dúvidas sobre formas de prevenção, contaminação e os cuidados que o automóvel necessita durante o período de distanciamento social.

Com isso listamos algumas das principais dúvidas dos consumidores. Acompanhe:

O carro não pode ficar parado por longos períodos?
Deixar o carro parado por muito tempo também pode danificar algumas peças, mas para os carros que estão com a manutenção em dia, o risco só aparece com mais de uma semana sem uso.

Para evitar qualquer problema, o ideal é usar o carro uma vez por semana por cerca de 10 ou 20 minutos. Tentar conciliar o uso com a ida no mercado é uma boa forma de não deixar o automóvel inativo muitos dias consecutivos.

Higienizar a maçaneta e o volante já reduz o risco de contaminação?
Apesar da maçaneta e do volante realmente serem itens que os motoristas mais encostam, eles não são os únicos que devem ser higienizados. É preciso higienizar todo o automóvel, como o câmbio, a maçaneta, laterais da porta, cinto de segurança, o volante, o painel, além do estofado, das chaves e das mãos.

O ar-condicionado pode ser um fator de transmissão da Covid-19?
O ar-condicionado não é suficiente para “filtrar” as partículas do novo coronavírus, conforme estudos preliminares e, assim, ele pode se espalhar com a utilização do sistema Por isso a higienização é importante para evitar a proliferação de bactérias e fungos no filtro de ar que podem desencadear problemas respiratórios.

“No geral, a recomendação é manter o ambiente arejado, com as janelas abertas, principalmente se houver mais de uma pessoa no carro”, afirma Bianca. Já a limpeza completa do ar condicionado é recomendável que seja feita a cada seis meses por um profissional.

Qual o melhor produto para higienizar o carro?
O álcool líquido 70%, o álcool isopropílico e o pano úmido com sabão neutro são as melhores opções para a limpeza do automóvel. Outros produtos fortes de limpeza, como água oxigenada, álcool em gel e outros são eficazes contra o vírus, mas também podem danificar o carro com o uso recorrente.

O álcool líquido 70% pode ser passado nos principais objetos, como maçaneta e volante, com a ajuda de um pano e sem excesso de produto, assim como o pano com sabão neutro. Para higienizar as centrais multimídias, que não podem ter contato com água, a melhor opção é o álcool isopropílico, que é específico para limpar eletrônicos por conter pouca água na sua composição. Na dúvida, vale também consultar a recomendação do fabricante no manual do automóvel.

O carro é a opção mais segura de transporte?
Caso o carro não seja compartilhado com outras pessoas, o risco de contágio é menor em comparação aos outros meios de transporte coletivo. Ainda assim, ao sair de casa o condutor não deixa de ter contato com outras pessoas e ambientes que podem estar contaminados.

“O automóvel é a opção mais segura quando falamos de deslocamento, mas é preciso ter consciência dos riscos e cuidados. Ficar em casa ainda é a principal recomendação”, finaliza Bianca.

 

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