Nos últimos anos, os conflitos entre taxistas e motoristas de aplicativos focados em mobilidade urbana ganharam o noticiário de todo o mundo. No Brasil, a história não é diferente. Mas poucas pessoas sabem que o aumento do número de carros de aplicativos tem gerado, também, o aumento da demanda por táxi. Um estudo realizado pela 99, que trabalha nas duas frentes (táxi – 99Táxi e carros particulares – 99POP), em 14 cidades brasileiras confirmou essa tendência. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

O estudo analisou os efeitos da entrada de carros particulares sobre o mercado de táxis nas cidades de São Paulo, São José dos Campos, Belo Horizonte, Santos, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Vitória, Ribeirão Preto, Salvador, Brasília, Fortaleza e Recife. Ao final dos períodos analisados, as corridas de 99Táxi cresceram na maioria das cidades; em outras, mantiveram-se no mesmo nível de antes do início do 99POP. Nenhuma delas apresentou diminuição.

“A 99 iniciou sua operação em 2012, tendo apenas táxis em sua plataforma; em 2016, a plataforma também foi aberta para carros particulares. Esse estudo analisa o que aconteceu com as corridas de 99Táxi em 14 cidades brasileiras nas semanas subsequentes à entrada do 99POP no local”, explica Marcel Bely, Gerente de Relações Públicas Regional da 99.

Para tal, parametrizou-se um índice de corridas de base 100, sendo este o valor médio do número de corridas de 99Táxi nas quatro semanas anteriores ao lançamento do 99POP. “Nenhuma das cidades analisadas apresentou um índice de corridas de 99Táxi menor, ao final do período, do que era nas semanas anteriores ao lançamento do 99POP. Tome-se como exemplo São Paulo. Após 61 semanas, o índice — cujo valor é 131 — mostrou que o número de corridas de 99Táxi cresceu 31%”, detalha.

Já na cidade de Curitiba, o número de corridas do 99Táxi cresceu 19% após o lançamento do 99POP na cidade, no último mês de setembro, em um intervalo de oito semanas. “O estudo comprova que o 99POP não inviabiliza o 99Táxi; de maneira contrária, potencializa seu uso. Parte desses usuários acaba fazendo algum nível de intercâmbio entre tipos de transporte de acordo com as suas necessidades diárias”, comenta. Para o especialista, a abrangência da 99, que integra os dois serviços na mesma plataforma, contribuiu muito para os números atingidos. “Com o crescimento da 99, um número maior de passageiros que antes não utilizava táxi, passou a ter acesso a essa opção ao entrar na plataforma, aumentando o número global de corridas realizadas dentro de sua plataforma”, destaca.

Além disso, a 99 acaba retirando passageiros que utilizavam serviços de carro particular da concorrência (que, como regra, não dispõe de táxis em suas plataformas) e os expõe constantemente aos dois modais. “Apresentar informação completa às pessoas no momento em que elas vão tomar uma decisão possibilita que elas tomem a decisão que lhes provê maior bem-estar — e é bastante possível que o táxi, em algumas situações, seja o modal escolhido. Fica, então, a reflexão: é provável que plataformas de ride-hailing, ao promoverem a intermediação entre oferta e demanda de serviços de transporte, quando apresentam diversas opções de modais de transporte, influenciem a decisão do passageiro de maneira positiva para ele e para a sociedade”, completa Bely.

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Busca por táxi cresce graças as tecnologias de mobilidade urbana nas grandes cidades