Por Rafael Martins *

As medidas de isolamento e distanciamento social implementadas para conter o avanço do novo Coronavírus (Covid-19) mudaram o comportamento do consumidor. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Seguindo essas recomendações, as pessoas recorreram às compras online para o abastecimento diário de alimentos e outros produtos de consumo individual. Apesar do cenário crítico e preocupante, a migração do hábito de compra para as plataformas virtuais está provando ser um benefício e, ao mesmo tempo, um desafio para varejistas e atacadistas distribuidores.

É possível que, com este movimento, o comércio eletrônico se consolide como um dos alicerces da economia mundial nos próximos anos.

De acordo com o estudo ‘Impacto nos Hábitos de Compra e Consumo – Como a pandemia mundial está transformando o comportamento do consumidor brasileiro’ realizado pela Opinion Box, as categorias de serviços que mais conquistaram novos usuários foram supermercado online (25%), plataformas de ensino à distância (18%) e farmácia online (17%). Tal crescimento pode representar uma abertura para novas formas de consumo que podem se estabelecer também em períodos não emergenciais.

No gigante de marketplace Mercado Livre, por exemplo, as categorias de alimentos e bebidas, saúde e cuidado pessoal registraram, em março, um crescimento de 15% quando comparado a mês todo de fevereiro deste ano e de 65% se comparado à primeira quinzena de março do ano passado.

Varejistas e atacadistas já lidavam com as fortes mudanças para o ambiente on-line  nos últimos anos e o coronavírus impulsionou ainda mais todo esse processo de transição, impactando  nos relacionamentos entre empresas destes segmentos, que geralmente estão alinhados com questões de fornecimento, planejamento de demanda e etc.

Atualmente, muitas negociações ocorrem no universo online com apoio de chamadas de vídeo ou de voz, tornando-se ainda mais dinâmicas. Diante disso, a conectividade e os dados em tempo real passam a ser essenciais para visualizar a cadeia de suprimentos de ponta a ponta e fazer as alterações necessárias ao processo de negócios on-line.

Neste cenário, os atacadistas desempenham um papel extremamente importante no ciclo de vida do produto, porém, historicamente, têm sido atrasados ​​quando se trata de adotar avanços tecnológicos mais recentes.

Avaliar e investir em tecnologia que permita uma percepção em tempo real e a adaptabilidade às mudanças deve ser uma prioridade. Aqueles que são ágeis o suficiente para antecipar e executar alterações na cadeia de suprimentos estarão mais aptos a absorver as restrições globais de disponibilidade de produtos e obter maior sucesso em longo prazo.

As mudanças operacionais específicas exigidas são vastas, englobando questões urgentes e abrangentes de continuidade do fornecimento, distribuição e logística, evolução do relacionamento com os clientes, entre outras.

O surto também destaca a importância da preparação, resposta rápida, aprendizado contínuo, adaptação e comunicação no planejamento de contingência. E, acima de tudo, a segurança dos funcionários, clientes e parceiros de negócios é e continuará sendo a maior prioridade.

Aprender com essa pandemia tornará as empresas mais resilientes após choques externos futuros, como crises econômicas e desastres naturais.

 

* Rafael Martins é CEO do Grupo Máxima

 

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