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Conheça as 8 principais tendências do mercado cinematográfico

Conheça as 8 principais tendências do mercado cinematográfico


by 20 de outubro de 2017 0 comments

*Por Marcelo Lima

Para se tornar mais competitiva diante das plataformas digitais de transmiss√£o instant√Ęnea e continuar atraindo o p√ļblico para as salas de cinema, a ind√ļstria cinematogr√°fica tem se movimentado em busca de novas tecnologias, sistemas operacionais e a√ß√Ķes de distribui√ß√£o e divulga√ß√£o das obras.

Um dos desafios √© o de criar alternativas que dialoguem de maneira mais pr√≥xima com a gera√ß√£o Z e a gera√ß√£o do mil√™nio ‚Äď tamb√©m conhecida como gera√ß√£o da Internet ‚Äď, que se desenvolveram em √©pocas de grandes avan√ßos tecnol√≥gicos, em que o dom√≠nio da virtualidade consolidou-se como um formato para intera√ß√£o social, rela√ß√Ķes de trabalho e midi√°ticas.

Realidade Virtual
Seja em a√ß√Ķes espec√≠ficas para a divulga√ß√£o de filmes ou como ferramenta para contar hist√≥rias completas nas telonas, a realidade virtual (RV) √©, sem d√ļvida, uma das grandes apostas do mercado cinematogr√°fico no mundo.

Aliada ao 4D e √†s experi√™ncias com a simula√ß√£o de sensa√ß√Ķes e est√≠mulos visuais e auditivos, a RV promete imergir o espectador de tal forma no filme, que ele pode se sentir como um pr√≥prio personagem da trama.

Já existem algumas experiências isoladas na Europa e nos EUA neste sentido e, em breve, o Brasil contará também com salas de exibição equipadas com essa tecnologia.

Por enquanto, a realidade virtual tem sido usada de maneira mais ampla como forma de promover a√ß√Ķes de marketing que permitem, por exemplo, colocar o espectador no set de produ√ß√£o ou vivenciar uma experi√™ncia passada pelo personagem durante o filme.

Projeção a laser e telas em LED
A dist√Ęncia entre os elementos l√ļdicos sugeridos pelo formato do cinema de antigamente, promete estreitar cada vez mais por meio das tecnologias criadas com o objetivo de garantir novas experi√™ncias, que conduzam o espectador a n√≠veis mais profundos de imers√£o nos filmes.

A proje√ß√£o a laser √© uma das novidades que se consolida como tend√™ncia para os pr√≥ximos anos e j√° registra uma quantidade de quase seis mil telas no mundo. Apontada como a nova solu√ß√£o de fontes de luz para exibidores, transmite imagens com maior contraste de cores e consequentemente melhor qualidade, principalmente para as produ√ß√Ķes em 3D, al√©m de prometer mais economia.

Na mesma direção surgiram as telas em LED, que dispensam o uso de projetores e também oferecem qualidade superior na reprodução de imagens.

Automatização das salas de exibição
A integra√ß√£o de equipamentos e automatiza√ß√£o de opera√ß√Ķes √© ainda outra tend√™ncia que surge para gerar maior autonomia, agilidade e redu√ß√£o de custos para os exibidores. Por meio de servidores s√£o conectados pain√©is e projetores digitais a softwares de gerenciamento, reduzindo a interven√ß√£o manual nos processos operacionais.

Essa automa√ß√£o permite, por exemplo, desde transi√ß√Ķes de formatos de √°udio e v√≠deo com menores interfer√™ncias, equaliza√ß√£o de som, programa√ß√£o de sistemas de ilumina√ß√£o e refrigera√ß√£o, de acordo com o n√ļmero de espectadores, √† elabora√ß√£o de conte√ļdos de divulga√ß√£o e monitoramento √† dist√Ęncia.

Big Data
A busca por inovação para cativar e fidelizar os frequentadores das salas de exibição não está apenas no desenvolvimento tecnológico. Outras iniciativas têm também como foco o consumidor final. Revelam-se como forte tendência estratégias que, além de facilitar o rompimento de barreiras culturais, são ainda um argumento para o fortalecimento do cinema como um canal de entretenimento e negócios.

O desenvolvimento de tecnologias para obten√ß√£o de informa√ß√Ķes e an√°lise de dados tem sido amplamente defendido pelo setor como principal suporte para implementa√ß√£o dessas a√ß√Ķes. A inten√ß√£o √© avaliar de maneira mais detalhada o perfil do p√ļblico consumidor, apontando suas prefer√™ncias, d√ļvidas ou desejos.

Branded Content
Com o Branded Content, o objetivo √© gerar maior identidade com uma marca a partir do fornecimento de informa√ß√Ķes que se relacionem, de alguma maneira, ao cotidiano e necessidades do p√ļblico que se pretende atingir. O conte√ļdo passa a ser o principal caminho para estabelecer um di√°logo, enquanto a marca figura como coadjuvante no processo.

A√ß√Ķes de marketing que utilizam o Branded Content podem envolver, por exemplo, desde a ado√ß√£o de uma marca que represente a escolha dos filmes que ser√£o exibidos, √† utiliza√ß√£o do cinema enquanto m√≠dia, com produ√ß√Ķes exclusivas de temas que se relacionem ao prop√≥sito de determinada empresa, exibidas nas telonas.

Conhecer expectativas e desejos do espectador √© fundamental para um planejamento e obten√ß√£o de resultados na utiliza√ß√£o da estrat√©gia, criando maior aproxima√ß√£o com o universo virtual em que est√£o inseridas as novas gera√ß√Ķes e consequentemente condi√ß√Ķes mais favor√°veis para a divulga√ß√£o dessas a√ß√Ķes.

Dinamização da venda de ingressos
O desenvolvimento de sistemas e plataformas que possibilitam ao espectador escolher o quanto e com que deseja gastar quando for comprar o seu ingresso tamb√©m impacta diretamente no di√°logo para interagir com ele. Com tarifas ajustadas em tempo real, consideram op√ß√Ķes como locais, hor√°rios e outras ofertas dos espa√ßos.

A solução já é adotada em alguns países do continente europeu e comprovou um aumento de até 10% na venda dos ingressos. Somada ainda à tecnologia para análise de dados, permite traçar o perfil dos consumidores que visitam as plataformas.

Nos √ļltimos anos, o crescimento da venda antecipada online tamb√©m se tornou um importante recurso, garantindo ao espectador o acesso √†s sess√Ķes para os lan√ßamentos mais concorridos do mercado. Funciona ainda como estrat√©gia para divulga√ß√£o das obras e evita as enormes filas.

Salas VIP
O crescimento das salas VIP, com poltronas espa√ßosas, reclin√°veis e diferentes op√ß√Ķes gastron√īmicas, est√° entre as tend√™ncias focadas no objetivo de cativar e fidelizar o espectador.

Apesar dos valores de investimentos mais altos para o exibidor ‚Äď em torno de 25% a 30% em rela√ß√£o √†s salas convencionais ‚Äď e o pre√ßo do ingresso assustar ao consumidor num primeiro momento, o formato atrai cada vez mais frequentadores e parcerias de empresas com propostas de descontos, registrando um crescimento expressivo no mundo todo e no Brasil.

As poltronas são as protagonistas das salas VIP, confeccionadas geralmente em couro e elétricas, com design que possibilita ficar quase na posição horizontal. Boa parte dessas salas foi ainda adaptada com tecnologias, como a 4D, e oferece dispositivos que aumentam o nível de imersão, imagens e sons em alta definição.

Os card√°pios s√£o tamb√©m uma das atra√ß√Ķes. V√£o muito al√©m dos tradicionais refrigerantes com pipoca, as op√ß√Ķes variam de pratos sofisticados a lanches, caf√©s harmonizados, sobremesas e at√© mesmo bebidas alco√≥licas, servidos na poltrona.

Acessibilidade de conte√ļdo
O tema de acessibilidade aos conte√ļdos vem ganhando destaque desde o ano passado, quando a ANCINE instalou uma C√Ęmara t√©cnica com a participa√ß√£o de representantes dos setores de exibi√ß√£o e distribui√ß√£o, para acompanhar a implementa√ß√£o pelas salas de cinema com tecnologias que ofere√ßam maior acessibilidade aos deficientes visuais e auditivos.

A determina√ß√£o est√° prevista na Lei 13.146/2015, que instituiu o Estatuto da Pessoa com Defici√™ncia, e na Instru√ß√£o Normativa n¬ļ 128/2016, editada pela ANCINE agora em setembro, que regulamenta o provimento de tecnologias assistivas.

J√° obrigados pelas regras t√©cnicas da ABTN NBR 9050 a estabelecer crit√©rios em edifica√ß√Ķes, como adapta√ß√£o de constru√ß√Ķes ou mobili√°rios √†s condi√ß√Ķes de acessibilidade, a obrigatoriedade agora se refere aos conte√ļdos de comunica√ß√£o, com a oferta de itens como legendagem descritiva ‚Äď para indicar aos surdos ru√≠dos e sons importantes na constru√ß√£o da hist√≥ria ‚Äď ou a audiodescri√ß√£o, que auxilia aos portadores de cegueira com a narra√ß√£o de informa√ß√Ķes visuais.

Para cumprir o prazo de 4 anos determinado pela Lei, as salas de exibição nacionais poderão contar com algumas tecnologias que recentemente foram apresentadas ao mercado americano, diante da mesma indicação legal.

Elas oferecem recursos, por meio de dispositivos adaptados a poltronas, para a leitura de legendas ocultas, fones de ouvido conectados a sistemas que amplificam o som do filme ou com audiodescrição, além de softwares que conectam as salas de exibição a aplicativos de celulares com o mesmo objetivo.

S√£o apostas que, de maneira mais ou menos impactante, devem estar no horizonte do mercado cinematogr√°fico nos pr√≥ximos anos. A √ļnica certeza √© que √© preciso se reinventar constantemente para se manter competitivo diante de tantas possibilidades de entretenimento, vividas por uma gera√ß√£o extremamente exigente e que procura experi√™ncias capazes de surpreend√™-los n√£o apenas no conte√ļdo, mas tamb√©m ‚Äď e sobretudo ‚Äď no formato.

Marcelo Lima é diretor da Expocine, exposição de cinema anual de cinema na capital paulista

 

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