A rede social mais famosa da atualidade anunciou, no último dia 18, o lançamento de sua criptomoeda. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Para o diretor da Bomesp (Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo) Fernando Barrueco a criação da Libra, criptomoeda do Facebook, vai acelerar a disrupção da economia, fortalecendo o elo de confiança entre empresas e seus consumidores.

“É um avanço gigantesco para uma economia distributiva no cenário atual. Afinal, em um curto espaço de tempo este novo criptoativo será a porta de entrada para 2,6 bilhões de pessoas no mundo — e cerca de 130 milhões de brasileiros — ingressarem imediatamente no mundo do dinheiro digital”, diz Barrueco.

Ao oferecer um meio de pagamento inclusivo, que incorpora os desbancarizados e elimina intermediários para operações financeiras, sem oscilações bruscas em seu sistema, a iniciativa do Facebook vai encorajar outras empresas a investirem também em suas próprias criptomoedas.

“Teremos aí um mainstream, um movimento que vai ecoar em todas as demais companhias, que, mais dia ou menos dia, irão se abrir para projetos semelhantes”, afirma. “A partir de agora, as empresas como um todo tendem a descobrir as vantagens de se relacionar com seus públicos sem intermediários”.

O especialista acrescenta que um dos impactos mais importantes, a seu ver, é o empoderamento das pessoas. “Isso ocorre porque, com a entrada das empresas no Blockchain, ocorre a retirada de intermediários, que encarecem todo o sistema financeiro global. Ao passo que, quando as pessoas assumem o protagonismo frente a seus próprios recursos, com a democratização das formas de pagamento e de troca, elas passam a ter acesso a esse mundo financeiro de forma mais facilitada. Enfim, todos ganham”, avalia ele.

Ele ressalta ainda que, com a Libra, a empresa de Mark Zuckerberg inaugura um novo modelo de negócios, voltado agora prioritariamente para o mercado financeiro. “Para garantir a estabilidade da Libra, ela terá lastro em moedas fiduciárias, como dólar, evitando, com isso, oscilações bruscas”, explica.

A proposta do Facebook foi apresentada como “uma moeda global simples” numa “estrutura financeira que empodera bilhões de pessoas”.

Para isso, contará com wallet própria, a Calibra, levando tecnologia blockchain para dentro do Whatsapp, do Messenger e de um aplicativo exclusivo em parceria com um grupo de gigantes como Paypal, MasterdCard, Visa, Uber entre outras, em uma rede organizada através da Libra Association, sem fins lucrativos, com lastro de 1 bilhão de dólares.

 

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