Com investimento de mais de 30 milhões de dólares, a Michelin inicia a construção de sua primeira usina de reciclagem de pneus em fim de vida, que será na América do Sul, na região de Antofagasta, no Chile. As obras terão início em 2021, com operação prevista para 2023.

O marco industrial e tecnológico no desenvolvimento da economia circular e sistemas de reciclagem de pneus reforça a estratégia da empresa com foco no conceito “All Sustainable”, estando totalmente alinhado com o seu compromisso em produzir pneus mais sustentáveis.

“Temos o orgulho de anunciar a construção da primeira usina de reciclagem da Michelin, com certeza, um marco importante que nos permitirá oferecer aos clientes uma solução de reciclagem de nova geração, ao mesmo tempo em que desenvolvemos um novo negócio para a empresa. Atualmente, estamos negociando com clientes industriais chilenos para assinar contratos de longo prazo, que proporcionarão excelentes oportunidades para continuar a expandir a tecnologia da Enviro”, explica Sander Vermeulen, vice-presidente Marketing & Desenvolvimento de Negócios, Estratégia e Novos Negócios de Materiais de Alta Tecnologia.

“A escolha da América do Sul como local para essa iniciativa pioneira do Grupo Michelin reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável com uma abordagem voltada para economia circular, onde a inovação deve beneficiar o meio ambiente, contribuindo assim para uma mobilidade mais segura, mais limpa, mais eficiente e mais agradável”, afirma Feliciano Almeida, presidente da Michelin América do Sul. 

A usina terá capacidade de reciclar 30 mil toneladas de pneus de veículos pesados que rodam fora das estradas em fim de vida por ano, cerca de 60% do número anual de pneus sucateados em todo o país. Os pneus em fim de vida serão coletados diretamente nos clientes e transportados para a usina, a fim de serem cortados e reciclados.

Com a tecnologia inovadora da empresa sueca Enviro, novos materiais de alta qualidade, como negro de carbono, óleo de pirólise, gás e aço, serão recuperados para reutilização. A previsão é que 90% dos materiais recuperados sejam reaproveitados em uma variedade de produtos à base de borracha, como pneus, correias transportadoras e produtos antivibração. Os 10% restantes serão queimados diretamente pela usina, tornando-se combustível para geração de calor e energia.


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