Por Luiz Eduardo Cavalcanti *

Foi-se o tempo em que videogame era assunto apenas para criança. A evolução tecnológica e o crescimento de uma geração que se acostumou com os jogos eletrônicos fizeram com que esta “simples” brincadeira infantil se transformasse em e-sports, um segmento milionário que movimenta cifras astronômicas e organiza diversos campeonatos ao redor do mundo. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

O desempenho, claro, chamou a atenção de players interessados neste nicho, mas são tantos eventos e jogos que os empresários ficam perdidos na hora de escolher o melhor investimento. Logo, a recomendação é encontrar a modalidade que oferece a melhor aderência à marca, como o Pro Clubs do FIFA.

O Brasil é um dos maiores mercados de e-sport em todo o mundo. De acordo com pesquisa da consultoria Newzoo, o país tem 7,8 milhões de entusiastas e ocupa a terceira posição no ranking global (atrás apenas da China e dos Estados Unidos). Além disso, a audiência dos jogos eletrônicos está na casa de 17,7 milhões de brasileiros, o que equivale a 8,5% da população brasileira. Em todo mundo, este mercado deve movimentar US$ 905,6 milhões apenas neste ano.

Apesar da grande maioria dos jogos serem individuais, os que fazem mais sucesso são justamente aqueles que demandam uma equipe para jogar. Essas modalidades oferecem uma interatividade e uma narrativa diferente ao usuário: é possível se comunicar com outros jogadores e traçar estratégias e metas para cada partida específica. O problema é que a maioria exige um conhecimento prévio do jogador e, principalmente, do público que acompanha.

Títulos como League of Legends ou Counter-Strike: Global Offensive, apenas para citar dois exemplos famosos, são complexos e intimidam jogadores e marcas que não conhecem a fundo suas particularidades e nuances.

É este ponto a grande vantagem da modalidade Pro Clubs do FIFA no universo dos e-sports. Essa modalidade lida com um universo conhecido em todo o mundo, principalmente no Brasil: o futebol. Ele é o jogo que melhor simula uma partida de futebol por permitir que cada usuário exerça uma função específica dentro de um time (atacante, zagueiro, lateral, etc). O esporte está presente no dia a dia das pessoas.

Mesmo quem não é fã consegue identificar uma partida de futebol quando vê uma. O risco para as marcas é mínimo, uma vez que se trata de uma atividade tangível e visível à grande parte da população.

Entretanto, assim como no futebol de verdade, a comunidade dos gamers é exigente e espera compromisso das empresas que desejam investir neste segmento. Não se trata apenas de diversão e tecnologia, mas de interação e oportunidade. A marca precisa ser atuante na plataforma e mostrar comprometimento com os jogadores.

Os ­e-sports já são uma realidade em todo o mundo e, inclusive, se mobilizam até mesmo para integrar os Jogos Olímpicos. Não dá mais para as marcas ignorarem a importância e o engajamento que o videogame proporciona aos anunciantes. Entretanto, é preciso compreender que cada jogo tem seu perfil de público-consumidor e suas particularidades. Por conta disso, a melhor opção é começar justamente com um universo já conhecido do Pro Clubs FIFA. É a chance de ter um custo menor, com engajamento alto e sem o risco de entrar em uma moda passageira.

 

* Luiz Eduardo Cavalcanti é sócio-fundador da VPSL, principal liga virtual de futebol profissional do Brasil.

 

[/read]

INSCREVA-SE NO CANAL DO YOUTUBE DO VIDA MODERNA

 

Veja também
Rio receberá Campeonato Brasileiro Interclubes de Futebol de Mesa
Brasil é potência mundial nos eSports
Copa do Mundo: A tecnologia pode substituir o Juiz?