O Sindicado dos Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblico) denunciou as condições precárias de atendimento nos postos da autarquia. Além da falta de estrutura para os testes práticos, há, inclusive, falhas graves que comprometem a higiene dos ambientes.

De acordo com o órgão, as condições de Ciretrans e pontos de atendimento colocam em risco até mesmo a vida de usuários. O sindicato afirma que servidores já adoeceram por conta da insalubridade. E afirma que a direção do Detran, apesar de ter sido alertada várias vezes, não tomou providências.

Os dirigentes cobraram da autarquia um posicionamento sobre o andar adquirido no edifício América Centro Empresarial, desde 2013 em obras enquanto o Estado paga milhares de reais com despesas de condomínio pelo espaço ocioso.

Em reunião com a nova diretoria do órgão, o sindicato relatou que a precariedade nos serviços do Detran é agravada por “politicagem, favorecimento, tráfego de influência e desperdício de dinheiro público com a contração de serviços dispensáveis, como máquinas de café, consultorias e palestras ineficazes”.

Fim das terceirizações
Outro assunto da pauta foi o Plano de Cargos e Salários e o quadro de pessoal. O órgão mantém 80% dos cargos de comissão – 382 postos – por indicação política, acusa o sindicato.

Diferentemente do que anunciou no início de seu mandato, sobre a redução dos cargos de comissão, o governador Paulo Hartung autorizou a abertura de processo seletivo para o preenchimento de outras 100 vagas no Detran pelo regime. O último concurso público realizado pelo órgão foi em 2010. Na ocasião, por força de representação ao Ministério Público, foram preenchidas 30 vagas para técnico superior e outras 30 para assistente técnico de trânsito.