por Vanderlei Rigatieri *

Sempre que ouvimos falar em automação residencial, uma parte de nossa memória é transportada a algum filme de ficção científica ou algum desenho animado com os quais nos identificávamos e, na época, pensávamos que tudo aquilo era de uma execução impossível. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Tomando como exemplo ‘Os Jetsons’, animação criada pela Hanna-Barbera há 56 anos, há várias “previsões” que pareciam absurdas, mas que hoje são realidade, como a videoconferência, o carro voador, o robô que cozinhava e limpava, o fechamento das portas e janelas por comando de voz, etc.

Aquela ficção se tornou realidade e o melhor, com custo acessível para as famílias atualmente. O conceito de IoT (Internet of Things), ou seja, sensores e aparelhos conectados, nos aproxima cada vez mais da realidade que os personagens da série viviam. A conectividade entre dispositivos caminha para uma automação completa das residências.

Atualmente as principais companhias de tecnologia do Vale do Silício estão travando uma batalha para aprimorar os assistentes residenciais. A ideia é que por comando de voz, estes equipamentos possam ajustar a temperatura ambiente, trancar portas, acender ou apagar luzes, entre outras funcionalidades. Há quem preveja que isso vai mudar inclusive o uso dos atuais smartphones.

Visualizar as câmeras da sua casa, monitorar a vida dos seus pets e dos filhos já é possível com as câmeras conectadas na internet. Ligar o ar condicionado do seu escritório alguns minutos antes de chegar ou desligar o mesmo ar condicionado assim que você sair sem ter que lembrar disso pode ser um conforto e principalmente uma economia de energia. Graças à Internet das Coisas, isso já é possível.

Além do conforto a IoT vem se aprimorando para fazer com que as residências e escritórios tenham uma eficiência energética cada vez maior. Desde um condomínio que não precisa mais deixar a sauna ligada o dia todo, ou as luzes da academia acesas sem nenhum condômino, ou ainda permitir o acesso de eventuais usuários do AIRBNB que locaram seu imóvel, através de fechaduras eletrônicas com códigos que possuem tempo de validade.

O Echo – Alexa e o Google Home que são os assistentes de voz das gigantes Amazon e Google já venderam juntos mais de 50 Milhões de unidades no mundo desde que foram lançados em 2016. Segundo estudo da consultoria NPD, divulgado em 2017, 57% das pessoas que adquiriram o equipamento acabaram adotando alguma solução de automação residencial em seguida.

Um estudo da IDC  revelou que 67,3% dos brasileiros já estão familiarizados com a ideia de casas inteligentes. Ainda assim, apenas 4,3% dos entrevistados já possuem pelo menos um dispositivo inteligente em casa, enquanto 68,4% gostariam de ter, mas ainda acham esses produtos muito caros.

Segundo George Wootton, diretor técnico da Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial), as construtoras já pensam seus empreendimentos residenciais e comerciais com infraestrutura pronta para a IoT, pois esta tecnologia acelera a aceitação do conceito de ‘Casa Inteligente’.

As possibilidades que o IoT traz para a automação residencial parecem infinitas e vão bem além de acender e apagar luzes longe do interruptor. É a vida moderna conseguida pela tecnologia que traz facilidades para a segurança, consumo de alimentos, saúde e bem estar no dia a dia, entre outras diversas.

Tudo isso já está ao alcance de todos, especialmente aos que estão na vanguarda e sempre se preparam para o futuro, lembrando-se dos Jetsons ou qualquer outra maluquice da ficção científica.

* Vanderlei Rigatieri Jr é CEO e Fundador da WDC Networks. Engenheiro Eletrônico e um dos empresários mais inovadores no mercado, criou a SmartWDC em 2018 para promover o conhecimento e a experiência dos usuários com essas tecnologias.

 

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