Por Marcelo Martins *

Se em 2020 muitas empresas quebraram, é bem verdade que umas apresentaram resiliência e outras cresceram. Este resultado tem como influência o perfil de atuação do negócio, o equilíbrio do seu caixa – que em muitos casos já estavam com resultados negativos – o poder de influência de seus líderes para negociações, gestão, atuação das pessoas, capacidade de se adaptar a mudanças entre outros fatores diversos.

Neste período também ouvimos muito sobre tecnologia, acesso, digitalização e dados. Isso porque foi preciso muito jogo de cintura para continuar as tarefas de trabalho à distância, muitas vezes com equipes reduzidas, entre outros conflitos que temos no dia a dia, mas que se potencializam ainda mais em uma crise de nível mundial.

É bem verdade que o assunto tecnologia e digitalização de processos já estava em pauta há bastante tempo, mas com a pandemia os movimentos precisaram ser intensificados. Muitas empresas investiram seu tempo em parar, avaliar e implementar novos processos em seus negócios. Outras tantas se depararam com uma barreira muito comum: orçamento. Um tema que costuma adiar a modernização dos processos até mesmo em grandes players do mercado.

O resultado foi o movimento que assistimos do sofá de casa: correria para se atualizar, perdas e alguns segmentos avançando sem uma aparente explicação.

Como podemos mudar isso nos anos que temos pela frente?
A meu ver a resposta pode vir de uma pergunta simples: você já tem dimensão do que o mercado de tecnologia e inovação tem assumido de responsabilidades para alavancar os negócios de segmentos e tamanhos diversos?

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) em parceria com a IDC, apontou que o mercado de desenvolvimento de software no Brasil em 2021 deve crescer algo superior a 10%. Um número que acompanha o cenário pós crise cheio de cuidados e inseguranças, que traz ameaças aos negócios, mas que por outro lado é repleto de oportunidades na construção da vantagem competitiva por meio da tecnologia.

Neste contexto, as fábricas de software são protagonistas e podem ajudar as empresas a alavancarem seus negócios com a contratação de serviços de tecnologia por meio de uma estrutura organizada, que segue melhores práticas de mercado e, portanto, permite com que as empresas coloquem foco em seus core business sem precisar contratar pessoal e investir em estrutura própria para conseguir navegar neste mar de oportunidades.

Você não precisa ser um profissional de TI ou especialista em desenvolvimento de software para promover a transformação digital. Nem precisa adquirir um produto pronto, ou idêntico ao que o seu concorrente usa. A sua empresa pode estruturar sua própria tecnologia de forma que atenda a realidade de seu negócio.

No ano passado muitas empresas aproveitaram as oportunidades da crise, não desistiram e apostaram em uma reinvenção na sua forma de atuar. Investiram no e-commerce, na abordagem com o cliente, no uso da inteligência artificial e no olhar muito mais atento aos dados – informação que cada empresa tem retida dentro de casa. Nos dias de hoje é impensável desperdiçar esta grande fonte de riqueza, sem o olhar da gestão e sem o entendimento de seu conteúdo.

De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) empresas que adotaram tecnologia da indústria 4.0 se saíram melhor na crise, sendo que entre aquelas que possuem até três tecnologias integradas aos processos, 54% já registram, hoje, um lucro igual ou maior que o período que antecedeu a pandemia.

Esta é apenas uma das dezenas de pesquisas e estudos que mostram como é preciso estar atento aos movimentos digitais, por mais distante que isso possa parecer da proposta do seu negócio.

É real!
Quando foi que imaginamos que uma brincadeira virtual, com vídeos, fotos e efeitos poderia se tornar um canal de conversa entre uma companhia e o seu consumidor final? E mais do que isso, que essa linha de conversa unisse as marcas em uma única direção: fechar negócios.

E o e-commerce? Hoje compramos um item e temos a possibilidade de recebê-lo em mãos dentro de 24 horas ou até menos em alguns casos. Uma realidade que se tornou uma exigência cada vez mais intensa dos consumidores. Eu posso decidir comprar ou não de acordo com o tempo de entrega que você me propõe. Temos pressa! Por trás desta maravilha está a logística aliada a tecnologia, que permitem que as empresas se organizem a ponto de conseguirem executar estas proezas.

O que muitos estão chamando de “novo normal” já é realidade, considerando muitos aspectos que alteraram a forma de fazer negócio, mas muito fortemente na gestão do capital humano. As empresas que ousaram e promoveram mudanças no RH, aplicaram mais tecnologia e otimizaram processos, ganharam vantagem competitiva frente ao mercado, ganharam produtividade e agora realizam tarefas em horas que antes, manualmente, demoram dias.

Além da redução de custo, de todo o controle da operação e do gerenciamento de pessoal, estas empresas ganharam com a visão analítica dos números, interpretação que leva em conta variáveis diversas e permite que as decisões sejam mais assertivas.

Pois é, esses são alguns dos exemplos que muitas companhias, de todos os tamanhos, passam no dia a dia, independente de crise. Investir em reformular, em implementar tecnologias para gestão possui retorno praticamente certo, principalmente se avaliarmos o que deixamos de fazer e o espaço de mercado que deixamos de ocupar.

ais do que nunca estes investimentos se tornaram uma questão de sobrevivência, sob o risco de as empresas perderem vantagem competitiva, estarem desatualizadas e ficarem para trás. Isso acontece se não estivermos prontos para enfrentar um cliente que é cada vez mais digital, seja ele B2B ou B2C.

Por isso, mais do que te convidar a conhecer produtos e empresas, eu desafio você, sua equipe e sua empresa a conhecer e a entender como funciona uma fábrica de software. Mergulhe nesse universo de possibilidades de tecnologia e ganhe argumentos que vão além de um orçamento, que miram diretamente uma estratégia inteligente de impacto e de resultado para os negócios. Vivemos um momento único e de grandes transformações, não deixe de aproveitar as oportunidades e faça a diferença!

* Marcelo Martins é Diretor de Serviços na Senior Sistemas