O Dia dos Namorados está chegando, e pelo fato da maioria das pessoas seguirem em isolamento social, os namoros virtuais acabam sendo uma forma de tentar conhecer alguém especial. Infelizmente, esta também é uma isca da qual um cibercriminoso precisa para aplicar um golpe em uma vítima desprevenida e roubar uma alta quantidade de dinheiro, além do trauma psicológico.

“A maioria dos golpes de relacionamento começa inocentemente”, diz Leonardo Camata, especialista em segurança da informação da ISH Tecnologia. “Os golpistas entram em contato com suas vítimas por aplicativos de relacionamento, mídias sociais ou por e-mail, usando perfis falsos. Afirmam ter conexões em comum, como um encontro em um casamento de um conhecido, ou interesses parecidos.”

São muitas formas de abordagem e de tirar dinheiro das vítimas. Confira algumas das mais comuns citadas por Camata, e como se prevenir delas:

– Golpes de romance com militares – os fraudadores podem usar o nome e a aparência de um soldado real ou criar um perfil inteiramente falso. “Os criminosos enviam e-mails que parecem legítimos, apresentando-se como se estivessem no fim de suas carreiras, geralmente com filhos mais velhos e tendo perdido suas esposas de maneira trágica”, diz Camata. Ele também reforça que os e-mails podem impressionar pela quantidade de detalhes, como jargões, títulos e locais de bases militares.

Começam a estabelecer uma forte conexão emocional, mas antes que os encontros pessoais aconteçam, surgem pedidos de dinheiro para instalar uma conexão de Internet confiável, pagar voos de volta para casa ou complementar supostas “limitações” do seguro-saúde ou plano de aposentadoria militar. Camata afirma que é um tipo de golpe que pode se arrastar por meses ou até anos antes que as vítimas suspeitem.

– Perfis falsos em sites e aplicativos de relacionamento – às vezes, mesmo em sites de relacionamento legítimos, você pode cair em armadilhas. Fique atento aos sinais para saber distinguir pretendentes de golpistas, como erros gramaticais grotescos e frases mal escritas nas mensagens. Há muitos criminosos em outros países que atuam nesse tipo de crime se passando por brasileiros. Desconfie se a fala não parecer natural. Além disso, se as mensagens e as descrições de perfil parecerem muito perfeitas, desconfie também.

Em geral, os golpistas não se incomodam de escrever o próprio texto, mas preferem copiá-lo de outros sites ou perfis de relacionamento. Uma boa ideia aqui é buscar o mesmo texto na Internet para ver se existem outras cópias. Se for o caso, não responda à mensagem do golpista. Outro ponto importante: golpistas tentam acelerar o processo de aproximação, com elogios e palavras bonitas, além de detalhes íntimos de suas vidas que eles afirmam nunca terem compartilhado com ninguém. Por fim, Camata alerta que um sinal claro para parar de responder as mensagens é se qualquer pedido de dinheiro acontecer.

– Sextorsão – a vergonha continua sendo a maneira mais usada por golpistas para extorquir. Tudo começa com um namoro virtual, uma pessoa que aparece nas suas redes sociais por conta de uma suposta conexão em comum. Depois de longos períodos de flertes, vem o pedido para que a vítima se conecte pela webcam para conversas. A câmera do criminoso está misteriosamente quebrada.

Então, ele envolve a vítima e, no instante em que ela aceita avançar na intimidade, o golpista revela sua identidade. Alega que irá tornar a gravação pública a menos que a pessoa o pague. Por isso, recuse todas as solicitações de conversa em webcam, não importa de quem seja. Se for namoro mesmo, é melhor esperar até se encontrarem pessoalmente.

– Manipulação emocional – criminosos também podem abusar da inocência das vítimas para manipulá-las. Nesses casos, é importante estar atento às intenções de quem finge amizade. O app de relacionamentos Tinder, por exemplo, orienta que usuários não enviem dinheiro para pessoas que conheceu na plataforma, mesmo nos casos de uma suposta emergência.

Nessa situação, o aplicativo de paquera também sugere que usuários denunciem os perfis imediatamente. “Também é importante evitar compartilhar informações pessoais com contatos pouco conhecidos, como número de documentos, endereços de trabalho e credenciais de cartões de crédito”, afirma Camata. Evite, também, dar detalhes de sua rotina, como os horários em que sai de casa ou os dias em que vai para a academia.

– Bots nos aplicativos – o uso de robôs para enganar vítimas e aplicar golpes também tem se popularizado em aplicativos de relacionamentos. Os bots – robôs automatizados que são programados para simular ações humanas – curtem os perfis nos apps e, após o match, enviam mensagens acompanhadas de links suspeitos.

Normalmente, são sites para roubar dados pessoais e informações de cartões de crédito das vítimas. Para evitar cair em golpes do tipo, é recomendado que usuários das plataformas fiquem atentos e não cliquem em links suspeitos.

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