As mortes no trânsito da capital sul-mato-grossense registraram em 2014 recuo de 16,3%. Na comparação com 2013, as mortes por acidentes em vias públicas de Campo Grande caíram de 116 para 97. A redução é atribuída a campanhas educativas voltadas para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, além de reforço na sinalização viária.

O levantamento da Agência Municipal de Trânsito (Agetran) mostra que o motociclista é o mais vulnerável entre os agentes de trânsito. Foram 62 mortes no período. Já ciclistas foram 14. Treze pedestres perderam a vida nas ruas de Campo Grande, cinco condutores e três passageiros. Se confrontados os meses, agosto apresentou a menor taxa de mortalidade, com três mortes, das quais todas eram motociclistas. Fevereiro, junho e dezembro tiveram os mais altos índices, com 11 óbitos em cada mês.

Para tentar atingir a meta de reduzir as mortes, são promovidas no município campanhas educativas em pontos da cidade de orientação a ciclistas, orientados sobre o uso de capacetes e de instrumentos de segurança na bicicleta. Em paralelo, motoristas participaram de palestras educativas em novembro de 2014.

Prejuízos
As mortes no trânsito brasileiro representam prejuízos equivalentes a 1,5% do PIB, um custo de R$ 60 bilhões. Em 2013, o seguro DPVAT pagou 54 mil indenizações por morte. Anualmente, 1,3 milhão de pessoas perdem a vida ao redor do mundo. Outras 50 milhões ficam feridas.

No Brasil, um dos principais fatores atrelados aos acidentes é o aumento da frota de veículos nas cidades, um aumento de quase 50% nos últimos dez anos. No entanto, a educação e a fiscalização são consideradas fatores importantes para diminuir a mortalidade. É o caso da França, onde a combinação de ações nos dois sentidos contribuíram para a queda de 16 mil para 3 mil mortes por ano no trânsito em um período de duas décadas.