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Novos gadgets autônomos estão surgindo focados em comandos por voz e gestos

Tecnologia avança no reconhecimento de voz e gestos

Nas últimas semanas muitas novidades tecnológicas foram anunciadas, como o óculos inteligente ‘Ray-Ban Stories’, em parceria com o Facebook, e o Astro, o primeiro robô doméstico da Amazon, e o que fica evidente é o ponto em comum entre eles: o foco nos comandos por voz com uso da inteligência artificial. Segundo o especialista em tecnologia, Denis Shirazi, esse é um mercado em plena ascensão e que já conta com mais de 75 milhões de usuários ativos mensais no Brasil, apenas considerando o Google Assistente, o mais popular nacionalmente. O nosso país já é o terceiro do mundo com mais usuários ativos nesta plataforma.

“Está deixando, cada vez mais, de ser necessário um smartphone ou computador para consumir tecnologia ou fazer qualquer coisa que, até então, só seria possível com um celular. As funções básicas de um smartphone já estão completamente acopladas nesses novos gadgets que oferecem muito mais e serão como ‘partes do nosso corpo’ ou acessórios básicos, que carregamos sempre conosco, como um óculos de sol, por exemplo”, comenta Shirazi. Ele afirma ainda que, estamos migrando do uso de um único aparelho para múltiplos acessórios inteligentes que trabalham integrados entre si e que nos garantem a comodidade e agilidade da inteligência artificial e tecnologia em qualquer ocasião.

É o que propõe o mais novo óculos inteligente da Ray-Ban, que está disponível nos modelos dos mais desejados e tradicionais da marca, mas com adicionais como câmeras duplas integradas, que permitem tirar fotos e gravar vídeos de até 30 segundos sem usar as mãos, tudo utilizando comandos de voz da Assistente do Facebook que já estará integrada ao óculos. Além disso, os óculos contam com auto-falantes e microfones potentes para possibilitar ligações e ouvir chamadas de vídeo; e os óculos também permitem a edição e compartilhamento das fotos e vídeos capturados, diretamente nas redes sociais. Além da marca, outras gigantes da tecnologia, como o Google, também já anunciaram produtos semelhantes, o que reforça a tendência.

Segundo dados do Google e Juniper Research, já são mais de 3,25 bilhões de pessoas que usam assistentes de voz ou fazem pesquisas ativadas por voz no mundo todo, o que representa uma enorme parcela da população. Para mostrar a dimensão deste mercado, uma pesquisa da Comscore apontou que em 2020 as pesquisas por voz já representaram 50% de todas as buscas na Web. Em termos financeiros, a expectativa é que sejam gerados cerca de US$ 230 bilhões em receitas até 2025, com entretenimento em dispositivos de assistentes de voz.

O robô Astro é outra aposta; ele é o primeiro da Amazon, que vem investindo em dispositivos inteligentes para uso doméstico. O Astro apresenta rodas e, com isso, pode seguir as pessoas dentro de casa e usa inteligência artificial para interagir e responder às solicitações. O maior atrativo do robô é auxiliar no cuidado da casa, monitorada por ele, e que pode ser acompanhado por dispositivos móveis, como smartphones.

“Percebemos, claramente, esse movimento de inserir a tecnologia e os assistentes virtuais nos objetos de uso cotidiano, como, por exemplo: um quadro na parede, a própria geladeira, um óculos, um relógio, enfim; a ideia não é mais comprar um único aparelho que faça tudo, mas todos os aparelhos do dia-a-dia se comunicarão entre si e farão de tudo”, destaca Shirazi sobre o mindset das grandes empresas de tecnologia e as tendências de hábito de consumo que vem revelando esse cenário.

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