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O que as fintechs de crédito têm a oferecer para o investidor brasileiro?


by 20 de junho de 2018 0 comments

Leonardo Rebitte*

Além de atrair novos clientes, as fintechs de crédito vêm há mais de 10 anos provando como movimentar a economia de modo saudável

Foto: Divulgação

O mercado financeiro brasileiro ainda √© considerado um dos mais tradicionais em rela√ß√£o aos produtos dispon√≠veis: Poupan√ßa, Tesouro Direto, a√ß√Ķes na Bolsa de Valores, t√≠tulos de cr√©dito como LCIs e LCAs e empr√©stimos como os CDBs, fundos de renda fixa, previd√™ncia privada, entre outros, s√£o apenas alguns exemplos.

E mesmo com tantas escolhas, o Banco Central registra que atualmente o Brasil possui mais de 21.700 ag√™ncias banc√°rias em seus 5.588 munic√≠pios, e por baixa movimenta√ß√£o ou falta de seguran√ßa, se movimentam para fechar ag√™ncias e baixar custos. Em 2017, o IBGE registrou que 60 milh√Ķes de brasileiros maiores de idade eram desbancarizados e essa parcela chamou a aten√ß√£o das fintechs, por oferecerem novos servi√ßos sem v√≠nculos com outras institui√ß√Ķes financeiras.

Nesse cen√°rio onde o modelo banc√°rio est√° em constante retra√ß√£o, com diminui√ß√£o de n√ļmero de ag√™ncias, redu√ß√£o de funcion√°rios, entre outros pontos, as fintechs de cr√©dito tonaram-se uma solu√ß√£o disruptiva em um sistema banc√°rio que h√° muito tempo n√£o inova suas pr√°ticas.

Com a chegada ao mercado brasileiro, essas fintechs possibilitaram que os pedidos e concess√Ķes de empr√©stimo se tornassem mais simples e descomplicadas, sem grande parte das burocracias exigidas no sistema banc√°rio tradicional. No sistema de empr√©stimo peer to peer, por exemplo, permite que o investidor defina o valor que ser√° emprestado, em quantas parcelas poder√£o ser pagas, dia ideal do pagamento e qual o valor da taxa de juros que ser√° aplicado ao empr√©stimo.

Enquanto a poupança oferece rendimento de 4,9% a.a, a Selic de 7% a.a, o CDB de 9,34% a.a, em um prazo de 12 meses, o rendimento concedido em um empréstimo em uma fintech pode alcançar até 115%, 20 vezes mais que a poupança, de acordo com levantamento da Mutual

Al√©m disso, essas empresas apostam na transpar√™ncia e em um contato mais direto entre os tomadores e os investidores. Isso corrobora para que o investidor tenha mais controle e informa√ß√Ķes sobre os seus recursos, sem ficar preso a linguagem banc√°ria ou as instru√ß√Ķes de seu gerente.

Além de atrair novos clientes, as fintechs de crédito vêm há mais de 10 anos provando como movimentar a economia de modo saudável. A exemplo do que já acontece nos Estados Unidos, por exemplo, onde esse modelo de negócio tem contribuído para a movimentação do mercado financeiro. Por outro lado, a China também desponta como líder mundial nesse cenário, país onde grande parcela de seus habitantes não tem acesso aos bancos.

A seguran√ßa aumenta cada vez mais quando o assunto s√£o transa√ß√Ķes por meio das fintechs. Com ferramentas que analisam os riscos para cada tipo de opera√ß√£o apoiadas em diversos tipos de informa√ß√£o, principalmente do SCR – Sistema de Informa√ß√Ķes de Cr√©dito do Banco Central, onde s√£o avaliadas centenas de crit√©rios em um processo rigoroso que resulta em uma nota de cr√©dito para cada solicita√ß√£o, a popula√ß√£o ganha mais um aliado na hora de pedir empr√©stimo.

Esse é apenas o início de uma nova prática, que irá se popularizar à medida que as fintechs fizerem parte da carteira de investimentos e se tornarem mais competitivas em seus mercados de atuação.

*Leonardo Rebitte é CEO e sócio fundador da Mutual, plataforma de empréstimo entre pessoas.

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