A tecnologia te protege contra o leão

Por Márcio Carreira *

Fazer a declaração do Imposto de Renda (IR) é algo pelo o que a maioria das pessoas não anseia. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

O processo pode ser um tanto quanto complexo e demorado, podendo levar horas ou, até mesmo, dias, dependendo da quantidade de informações a serem inseridas no sistema. Porém, se fazer a declaração é um infortúnio, o contrário pode ser uma dor de cabeça: não entregar o IR gera multas, que podem ser de até 20% do valor do IR devido.

Então, por que não buscar por alternativas que facilitam esse processo?

O Certificado Digital é de grande utilidade no acerto de contas com o leão. Com o e-CPF, é possível obter a declaração pré-preenchida. Ou seja: com poucos cliques, o contribuinte tem acesso ao documento praticamente pronto, precisando, apenas, conferir e corrigir algumas informações, se houver necessidade.

As vantagens, contudo, vão além deste modelo, a começar pela comodidade e minimização da possibilidade de erros, já que os dados vinculados ao CPF são transmitidos automaticamente. Importante lembrar que inserir uma única informação errada já é o suficiente para cair na indesejável malha fina.

Neste contexto, o Certificado permite, também, obter a declaração dos últimos cinco anos, regularizar no mesmo dia a situação com a Receita Federal (caso o declarante caia na malha fina), eliminar divergências das informações declaradas com as fontes pagadoras, acompanhar todo o processo da declaração — possibilitando correções em tempo real –, retificar pagamentos e imprimir comprovantes.

Vale dizer também que o Certificado proporciona vantagens na hora de receber a restituição, pois quem entrega utilizando a pré-preenchida entra nos primeiros lotes, caso tenha direito, ficando atrás somente de maiores de 65 anos, pessoas portadoras de necessidades especiais ou doenças graves e professores.

Para quem trabalha o dia todo, ou, até mesmo, tem jornadas duplas ou triplas, tempo livre é precioso — e numa realidade em que a tecnologia permite que processos sejam cada vez mais automatizados, a Certificação Digital se mostra uma ferramenta muito útil para esse fim.

Com ela, a chegada do Leão não precisa ser temida, mas, sim, esperada. Afinal, ao concluir a entrega, é possível saber se terá direito à restituição. Em caso positivo, basta somente esperar e fazer planos para o dinheiro que está por vir!

 

* Márcio Carreira é Gerente de Contabilidade da Certisign

 

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5G no Brasil: assunto urgente ou uma realidade ainda distante?

Por André Gatti *

Em meados de 2019 havia grande expectativa de que o leilão de licenças das frequências para a tecnologia 5G seria realizado em março de 2020, mas o que ocorreu não foi exatamente isso. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Somente no mês de fevereiro a Anatel submeteu a consulta pública a proposta de edital para o leilão do 5G. Com isso, a expectativa agora é que o leilão se dê no fim deste ano ou até mesmo em 2021.

Apesar desse cronograma mais demorado, parece haver consenso no mercado de que realmente existem alguns pontos importantes a ser resolvidos para que o leilão seja bem-sucedido.

Um deles, que parece ter sido endereçado no edital submetido a consulta pública pela Anatel, é a previsão de leilão de blocos regionalizados, reservando espectro para prestadores de pequeno porte (PPPs) e também para possíveis novos entrantes.

Isso permitirá que a tecnologia 5G chegue mais rapidamente a regiões que não seriam atendidas inicialmente pelas grandes operadoras, as quais, naturalmente, devem focar investimentos iniciais nas áreas mais populosas e rentáveis.

Outro ponto que não está diretamente ligado ao leilão, mas tende a afetar o volume de investimentos das operadoras no 5G, é a possibilidade da migração do modelo de concessão para o modelo de autorização pelas operadoras de telefonia fixa, pois isso pode liberar investimentos em fibra, essenciais para a infraestrutura de transporte do 5G.

Nesse ponto, foi aprovado em 2019 o PLC 79, que ainda precisa ser regulamentado, incluindo a definição de como serão calculados os valores dos bens reversíveis.

O edital da Anatel também trata de um tema polêmico ao citar que a “utilização da faixa de 3,5 GHz por sistemas móveis terrestres implica potencial interferência dos sinais de TV aberta e gratuita recebida por meio de sinais de satélites, fazendo-se necessária a adoção de medidas para seu tratamento”.

A resolução dessa questão é essencial para a liberação de espectro para o leilão, mas existem divergências em relação ao número de domicílios que seriam afetados, qual a melhor estratégia para tratar o problema e os custos envolvidos.

A quantidade de domicílios que utilizam a TV aberta por satélite varia entre regiões (áreas com menor cobertura da TV aberta dependem mais do satélite), não existem controles por parte das emissoras de TV ou do Estado sobre quem utiliza antenas parabólicas para recepção dos canais via satélite (as antenas são compradas livremente no mercado) e existem domícilios que também têm o sinal de TV via DTH (ou seja, TV paga via satélite).

Por isso a dificuldade de calcular a quantidade de domicílios que seriam realmente afetados, embora estimativas mais recentes apontem para cerca de 3 milhões.

Quanto à solução a ser adotada, foram feitos progressos importantes em testes recentes e se constatou a possibilidade da utilização de filtros para mitigar as interferências do 5G na TV aberta por satélite, evitando a necessidade de migração do sinal de TV para outra banda de satélite, a banda Ku, o que significaria a necessidade de um equipamento novo para os usuários da TV aberta via satélite.

De qualquer forma, o edital prevê que os custos para solução desse problema sejam pagos pelas empresas vencedoras do leilão do 5G.

As operadoras também aguardam com grande expectativa uma definição sobre a legislação para instalação de antenas, que, atualmente, é de responsabilidade dos municípios e vista como uma grande barreira para o 5G, que exigirá um número muito maior de antenas do que o utilizado pelas tecnologias atuais.

Uma alternativa em análise é a do silêncio positivo, que nada mais é do que, na ausência de resposta para uma solicitação de licenciamento de antena, as operadoras poderiam iniciar a instalação em caráter provisório. Também se discute a necessidade de licenças para pequenas antenas, que podem ter papel importante no 5G.

Além de todas essas questões, as operadoras ainda tentam influenciar o governo para que o leilão não tenha caráter arrecadatório, onerando o valor das licenças, mas exista um foco maior em contrapartidas de investimentos e de cobertura por parte dos vencedores.

Por todos esses fatores, o leilão vai demorar mais do que o previsto para ser realizado. As operadoras também já declararam publicamente que não pretendem fazer uma corrida por causa do 5G, e, em anúncios recentes de algumas operadoras sobre o plano de investimentos, não foram indicadas variações significativas para 2020 por causa do 5G.

A pergunta que fica é: o que as operadoras devem fazer para se preparar para quando esse momento chegar?

Apesar de ainda não existirem modelos de negócio muito claros para monetização do 5G, é fato que essa tecnologia permitirá a criação de aplicações com os mais diversos requisitos de conectividade, incluindo velocidade e latência, e também será o viabilizador para o IoT.

O conceito de network slicing (fatiamento de rede) também permitirá a priorização de serviços na rede, de acordo com a característica de cada serviço. Mesmo sabendo que, inicialmente, o 5G deve atender a demandas específicas de algumas indústrias, todas as operadoras já têm feito testes relacionados ao 5G.

Além dos testes tecnológicos, é essencial que as operadoras utilizem esse tempo para planejar modelos de negócio que possam monetizar seus investimentos. Aquelas que deixarem para avaliar o potencial da tecnologia somente após a aquisição de licenças certamente estarão atrasadas em relação a suas concorrentes.

O momento é de avaliar as novas possibilidades de serviços e parcerias que serão viabilizados com o 5G.

Finalmente, as operadoras precisam também planejar os impactos que o 5G trará para seu ambiente de TI, pois o time-to-market será importante para recuperar investimentos que não devem ser baixos.

* André Gatti é diretor de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia da Cognizant no Brasil

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Usuários, dados e perímetro: as três bases para uma segurança corporativa completa

Por Luiz Faro *

O Mundo está conectado. Isso significa que não existem fronteiras para a tecnologia e, à medida que as soluções vão se tornando cada vez mais sofisticadas, a distância entre pessoas, empresas, estados, países ou continentes vai diminuindo. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Em contrapartida, diante deste cenário, as ameaças digitais se tornam cada vez maiores e mais presentes entre as grandes preocupações globais.

Conforme as empresas se beneficiam da tecnologia para conectar funcionários, clientes e parceiros independente de sua posição geográfica, novas e mais sofisticadas ameaças digitais  Em segurança da informação costuma-se utilizar a expressão “proteção de perímesurgem.tro”. Até pouco tempo, isso significava “impor” barreiras para que a rede estivesse protegida. Hoje isso não é o bastante, uma vez que informações sensíveis das companhias estão em “movimento” através dos dispositivos móveis. Ou seja, os colaboradores são o novo perímetro.

Por este motivo, as companhias precisam de soluções que as protejam em três pilares para que se mantenham em conformidade: usuários, dados e perímetro.

Usuários
Parece óbvio, mas nunca é demais afirmar que garantir a proteção dos usuários é fundamental. Acredita-se que 95% das violações em sistemas ou dispositivos corporativos sejam causadas por erros humanos. Em muitos casos, basta uma desatenção para que o indivíduo clique em algum link malicioso. 94% dos malwares são disseminados via e-mail.

Isso significa que as companhias devem monitorar as práticas de seus usuários, avaliar continuamente os riscos que elas representam. Para isso, devem investir em soluções que garantam alta visibilidade das atividades dos usuários para identificar e mitigar rapidamente comportamentos anormais.

Dados
Este é o tema do momento uma vez que a GDPR está em vigor na Europa e a LGPD entrará em vigor em agosto para as empresas nacionais. Em seu artigo publicado na CSO Magazine no último dia 10, o autor Josh Fruhlinger afirma que violações de dados já representam em média custo de US$ 3.92 milhões às companhias.

Este é um motivo mais do que convincente para que as companhias invistam em uma solução que ofereça proteção unificada e adaptada a dados e propriedade intelectual. Tal solução deve prover visibilidade através de inventário de dados, classificando últimas aplicações e acessos aos mesmos.

Perímetro
Fator essencial principalmente para companhias que contam com usuários remotos, que são alvo preferencial de ameaças avançadas que visam diretamente o conteúdo salvo em nuvem. Solução deve obrigatoriamente garantir inspeção de tráfego criptografado e detecção avançada de malwares.

 A proteção remota contra ameaças de escritório e usuário é uma das maiores demandas atuais em cibersegurança, além dos dispositivos móveis como notebooks, tablets e smartphones, os ataques a dispositivos IoT triplicaram no primeiro semestre de 2019.

As companhias que não se adequarem a esta nova realidade, fatalmente ficarão para trás. As ameaças digitais não param de evoluir, por isso a proteção deve estar no mesmo patamar. Soluções que avaliam e entendem o comportamento ideal de usuários, sistemas e aplicações são uma demanda obrigatória.

 

* Luiz Faro é diretor de engenharia de sistemas da Forcepoint na América Latina

 

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Patrick Hruby é novo CEO do Grupo Movile

O Grupo Movile anuncia Patrick Hruby como novo CEO.

Fabricio Bloisi, co-fundador e CEO até então, torna-se presidente do conselho e irá atuar próximo de Hruby e do time de gestão, enquanto mantém a posição de CEO do iFood. Hruby assume o principal cargo de liderança na organização após passar cinco meses como Executive in Residence no Grupo, período em que pode se aprofundar na operação de todas as empresas – iFood, Wavy, PlayKids, Sympla, Zoop e MovilePay.

Com o objetivo de apoiar o sonho da Movile de impactar a vida de 1 bilhão de pessoas por meio dos seus apps, o executivo listou três principais desafios: crescer exponencialmente os negócios atuais do Grupo; identificar novos segmentos e empresas para expansão do ecossistema; e assumir o protagonismo no mercado para a criação de empresas melhores e uma sociedade mais justa.

“A Movile continuará investindo em seu ecossistema de tecnologia e inovação no Brasil, que será nossa plataforma para avançar para a América Latina e futura consolidação global”, reforça Hruby.

“Somos líderes no mercado e entendemos que temos a responsabilidade de ser protagonistas na conversa com Governo e Sociedade sobre assuntos que direcionarão os caminhos do nosso país. Diversidade nas organizações, futuro do trabalho, ambientes inclusivos, sustentabilidade, Inteligência Artificial, impactos da Gig Economy, mais do que nunca, passam a ser temas fundamentais do dia a dia da Movile e do nosso posicionamento como organização”, enfatiza.

Em um momento de incertezas causado pela pandemia do coronavírus, o foco inicial e prioritário do Hruby será cuidar do bem-estar dos colaboradores e parceiros; manter as empresas financeiramente saudáveis; e minimizar o impacto no ecossistema Movile e na sociedade.

“Os funcionários são o nosso principal ativo e fundamentais para tudo que construímos até aqui. Então, o mais importante é assegurar que as pessoas e suas famílias estejam seguras”, afirma Hruby.

“Mas também vamos olhar para a continuidade dos nossos negócios, garantindo que estaremos prontos para a retomada do crescimento. Além disso, a comunidade do Grupo Movile é composta por diversos segmentos e entendemos que temos que exercer nossa responsabilidade e papel na sociedade, diminuindo o impacto nessa cadeia”, acrescenta.

Patrick Hruby tem mais de 20 anos de experiência em empresas como Deloitte e ExxonMobil, além de Google e Facebook. Formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, possui MBA em Finanças em Yale.

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Entenda como a experiência do colaborador influencia nos negócios

A área de RH hoje atua dentro da transformação inevitável promovida pela tecnologia, com recursos ainda mais elaborados para encantar os melhores talentos do mercado. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Estamos falando de uma realidade que pede uma experiência completa, desde a comunicação da marca da – que faz com que inúmeros profissionais almejem trabalhar ali – até anúncios de oportunidades e toda a fase de triagem e seleção, além claro dos processos de onboarding, ongoing e offboarding.

“Enquanto a empresa vende produtos e serviços, o RH atua para apresentar como é a vida na empresa. Por isso a questão da experiência do colaborador tem ganhado cada dia mais valor nas organizações. É preciso cuidar de como esses profissionais vivenciam esse relacionamento com nossas companhias e a área de Recursos Humanos hoje tem atuado de forma inteligente e estratégica neste sentido, junto com todo apoio da tecnologia”, explica o Head de RH da Senior, Ricardo Kremer.

De acordo com estudo com mais de 250 organizações apontado por Jacob Morgan no livro “The employee experience advantage”, empresas que investem em experiências dos funcionários superam as demais e são quatro vezes mais lucrativas.

Os investimentos contribuem também com outros ganhos, como aumento de 40% no engajamento dos empregados, crescimento de 18% da satisfação dos clientes, redução de 14% do turnover.

“Vivemos tempos de mudança, já que a visão sobre carreira também é diferente de anos atrás. Não temos somente um caminho linear de crescimento em cargos e salários. Temos uma nova era de talentos que quer ser protagonista, está em constante aprendizagem, quer crescer e para isto eles vão buscar alternativas, seja dentro das nossas empresas ou fora delas. Por isso, avaliações quanto ao clima e qualidade de vida são parâmetros que estão pesando na hora de escolher uma empresa para se trabalhar”, completa o especialista.

Para realizar com eficiência e assertividade todo esse novo processo, os RHs contam hoje com tecnologias que oferecem métricas e que facilitam comunicação entre a instituição e todo o time de colaboradores. Uma facilidade que gera autonomia, que viabiliza transparência de informações e que abre um canal de comunicação muito mais prático e viável para um dia a dia corrido.

A experiência não acaba no fim do contrato
Kremer destaca que o desligamento de um colaborador não é o fim de um relacionamento. Para o Head da Senior esta é uma fase tão importante como as outras.

“Quantos profissionais que já não trabalham mais na sua equipe você gostaria de ter de volta em seu time? Tenho certeza que é comum ter alguém com quem gostaríamos de atrair novamente para a nossa empresa, mas se esse relacionamento não foi bom ou se pisamos na bola no momento do desligamento, essa possibilidade já se torna totalmente inviável. E mais do que isso, o que esse profissional que admiramos e respeitamos está comunicando a respeito da experiência que teve conosco. Essa preocupação com o próximo e com toda a reputação da nossa companhia é algo muito mais presente nos dias de hoje, e que precisa ser levada com muita seriedade”, finaliza.

 

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China: 5G continua sendo implantado

Por Vivaldo José Breternitz *

Já em operação em algumas áreas da China, Estados Unidos, Coreia do Sul e Reino Unido, a rede 5G permitirá transportar dados com velocidade até 20 vezes maior do que a 4G atual, com diminuição da latência (atrasos) nas conexões e o tempo de download de arquivos. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Espera-se também que o 5G facilite a conexão de máquinas e dispositivos via internet e que isso resulte no aumento do uso de internet das coisas (IoT), inteligência artificial e robótica.

Para o público leigo, o lado mais visível de 5G estará nas transmissões de vídeos via streaming, mas os impactos mais positivos da tecnologia deverão ser na indústria e na saúde, ao permitir agilizar os processos e tornar as fábricas mais inteligentes e monitorar pacientes constantemente, à distância.

Home office e educação à distância, que ganharam visibilidade na pandemia, também podem ser muito beneficiados.

A China está à frente na implantação de 5G, em todos os sentidos, inclusive no tecnológico: os Estados Unidos vêm tentando bloquear a venda de equipamentos chineses a outros países, temendo que esses acabem se tornando um padrão que dificultaria a venda de equipamentos americanos.

Internamente, o uso de 5G cresce na China: até o final deste ano, pretendem ter 550 mil estações rádio base (ERBs, as torres de celular) 5G em operação, que permitirão que as cidades de maior porte tenham esse serviço disponível já neste ano, devendo a expansão continuar, permitindo que todo o país utilize a tecnologia.

São investimentos de bilhões de dólares, mas que, entre outros benefícios, permitirão que até 2025 sejam criados na China 3 milhões de empregos diretos na área.

No Brasil, falava-se que teríamos 5G operando ainda neste ano, mas a lentidão com que o processo vem sendo conduzido leva a acreditar que, com muito otimismo, começaremos a utilizar 5G em escala muito pequena em 2021.

Ainda está em consulta pública o edital que permitirá o leilão das faixas de frequência 5G; depois do leilão será preciso implementar toda a estrutura necessária, como as ERBs, computadores, softwares etc.

 

* Vivaldo José Breternitz é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

 

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Trabalho remoto pós COVID-19: caminho sem volta

Por Hilmar Becker *

Quando a crise do COVID-19 acabar, o uso do home office não irá retornar à posição anterior à crise. Empresas do Brasil e de todo o mundo que colocaram milhões de funcionários para trabalhar remotamente estão percebendo as vantagens desse modelo. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

O principal ganho é que o processo produtivo segue em frente e a economia, também. Isso significa empregos preservados. Após a tempestade, parte dos funcionários que aderiram ao trabalho remoto seguirão atuando neste modelo.

Os dados sobre a adoção do teletrabalho são de antes do COVID-19, mas apontam claramente para essa tendência.

Um estudo produzido no início deste ano pela empresa de análise de mercado Global Workplace Analytics mostra que o teletrabalho nos EUA cresceu 140% desde 2005 – somente entre 2018 e 2019, aconteceu um salto de 22% no número de funcionários de corporações que adotaram esse modelo.

Outro estudo, desta vez produzido pela empresa de colocação de profissionais FlexJobs, aponta que, em 2019, havia 4.7 milhões de profissionais norte-americanos trabalho remotamente.

Essas estatísticas não chegam perto da adesão maciça e mundial que estamos assistindo. A gravidade da crise está acelerando o ritmo da transformação das relações de trabalho. Isso tem um forte impacto sobre a área de ICT Security das corporações.

Até os primeiros dias de março, no Brasil, grande parte das empresas seguia fiel ao modelo tradicional de trabalho, com o funcionário se deslocando para a sede da empresa, lá ficando por várias horas e depois retornando para sua casa.

Além de razões culturais, outro motivo para o domínio desse modelo é que algumas corporações trabalham com aplicações legacy que só podem ser acessadas a partir de dispositivos localizados dentro do perímetro.

O resultado desse contexto é que muitas empresas simplesmente não estavam preparadas para o teletrabalho.

Há corporações que não contavam com notebooks em número suficiente para atender seus funcionários; entre as que contavam com notebooks, há as empresas que não tinham soluções seguras de acesso remoto instaladas nesses dispositivos.

Foi nesse momento que a economia digital brasileira deu um salto: especialmente em relação às grandes empresas, é possível dizer que, em poucas semanas, houve uma adesão em massa às soluções SSL VPN. Chegamos a ativar, somente em uma corporação, dezenas de milhares de licenças desse tipo de tecnologia.

A SSL VPN otimiza o acesso remoto. Para isso, cria redes virtuais seguras que conectam, por meio da Internet, dispositivos como os notebooks dos funcionários e os sistemas das empresas onde essas pessoas trabalham.

A inteligência dessa oferta garante, também, a segurança da conexão, atuando desde o bloqueio de ameaças à autenticação da identidade do trabalhador remoto. É um conjunto de recursos que preserva os processos de negócios da empresa que aderiu ao teletrabalho.

Como usar a tecnologia SSL VPN para proteger o teletrabalho:

Poder de processamento: É essencial somar a inteligência de uma VPN (Virtual Private Network) ao poder de processamento capaz de realizar em milissegundos a encriptação e desencriptação de dados de milhares de funcionários remotos. Dependendo do perfil da empresa usuária, há quem prefira seguir com soluções SSL VPN on-premises.

Outro grupo de empresas já aderiu às soluções SSL VPN virtuais. Qualquer que seja o modelo de implementação adotado, é fundamental que a oferta de VPNs criptografadas (uma para cada usuário remoto com direitos de acesso) esteja dimensionada para acelerar os negócios.

Operação 24×7: O engine das melhores soluções SSL VPN deve ser capaz de, no formato 24×7, identificar e bloquear ataques. Essa operação ininterrupta e a necessidade de identificar ameaças Zero Day exige, também, cuidados especiais com a implementação de atualizações (patching).

Múltiplos Fatores de Autenticação: As soluções SSL VPN têm, ainda, de suportar o padrão MFA (Múltiplos Fatores de Autenticação), uma sofisticada forma de checar a identidade do usuário remoto que tenta acessar os sistemas críticos da empresa.

Para isso, a solução de segurança checa o que esse usuário sabe (uma senha ou uma frase secreta, por exemplo). Pode-se, também, exigir que o funcionário trabalhando em casa utilize um dispositivo que confirme sua identidade – um token ou um smart card. Outro fator de autenticação é a checagem biométrica da identidade do usuário remoto.

Educação do usuário remoto: Em paralelo à tecnologia, é essencial que o CISO e seu time sigam com ações educativas que diminuam a vulnerabilidade do usuário remoto a phishing, ransomware, etc. Nesse exato momento vemos surgir uma infinidade de ataques disfarçados de informações ou serviços para ajudar as pessoas a enfrentar o COVID-19.

As empresas estão desenvolvendo programas educativos sob medida para mudar a postura de segurança de funcionários que não trabalham mais dentro do espaço físico corporativo.

Estamos em plena transformação e os desafios são muitos.

Não há como escapar do fato de que a adoção do teletrabalho se dividirá entre antes e depois do COVID-19. Vencerá quem entender as demandas deste modelo e entregar, para o profissional remoto, as garantias de segurança e conectividade que precisa para trabalhar.

 

* Hilmar Becker é Country Manager da F5 Networks Brasil

 

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Depois do vírus, o mundo será bem diferente

Por Roberto Wik *

Relatório publicado pelo Centro para o Futuro do Trabalho da Cognizant sobre a aparência do mundo em 2023 – um período suficientemente distante para que as implicações do vírus tenham mudado materialmente as coisas, mas não tão longe que a pura especulação ociosa reine suprema – examina como educação, saúde, compras e entretenimento se tornarão mais virtuais. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

As residências serão adaptadas com espaços dedicados para escritórios domésticos, pois trabalhar em casa será a norma, não a exceção. Isso sugere que a viagem se tornará um último, não primeiro, resort.

A agenda ambiental ganhará impulso quando percebermos que o vírus é um grito de socorro de um planeta que adicionou 6 bilhões de pessoas em menos de 100 anos. E como o vírus forçará o cálculo de como tratamos o envelhecimento e como consideramos a privacidade.

Escrevemos como se estivéssemos em 2025. Recordamos as mudanças que ocorreram nos dias, meses e anos depois da grande crise de 2020. Impulsionar-nos para a frente nos permite traçar um caminho a seguir e fornecer indicadores principais do que está por vir. E sugere que existe um futuro de trabalho.

Big bang online
A covid-19 digitalizou o mundo na velocidade da luz. Setenta anos depois da revolução da tecnologia da informação, ficou claro no início de 2020 que, embora pensássemos que a tecnologia era grande, a TI havia realmente arranhado a superfície da vida. O vírus acabou com tudo isso.

Antes da pandemia, havia muitas alternativas digitais – seja na saúde tradicional, educação, finanças, varejo; mas nós não estávamos tentando, lamentando “eles são muito caros” ou “sempre fizemos dessa maneira”. Mas quando a pandemia tomou conta, a necessidade ditou: “Supere, vá em frente, acostume-se a isso”.

A covid-19 big bang vaporizou as crenças de que determinados trabalhos nunca poderiam ser feitos on-line ou virtualmente. A lição duradoura do bug? Tudo o que poderia se mover online, se moveu online.

A casa de todos é o seu castelo – o futuro do trabalho em casa
Estamos em 2025. Imagine-se 5 anos atrás. São 9 horas da manhã. Você está trabalhando em casa. Você não é um dos sortudos com um escritório em casa, então está na sala de jantar. Sua cara-metade também está trabalhando em casa, mas perdeu a aposta no pedra-papel-tesoura pela mesa, então está no sofá com o laptop.

Os documentos e notas do trabalho estão espalhados por suas respectivas áreas de trabalho. Seus filhos – cuja escola está fechada até segunda ordem – estão fazendo todo o possível para distraí-los. (Se você tem crianças pequenas em casa, a força pode estar com você).

Você está ocupado/a tentando parar as brigas dos filhos e, ao mesmo tempo, apagar incêndios no trabalho. Que alegria! Você e sua cara-metade dividiram as coisas – trabalho, culinária, crianças e tarefas domésticas. Você olha para o relógio: 9h07. Vai ser um longo dia.

Há pouco tempo, trabalhar em casa era um privilégio para poucos, mas quando a covid-19 chegou, de repente se tornou uma necessidade para todos. Como em qualquer coisa na vida, o #WFH serviu para alguns, e para outros, longe disso.

A mudança repentina pegou muitos de nós de surpresa. Tentar trabalhar produtivamente se tornou mais do que apenas ter um laptop de escritório e conectividade à internet. Representava mais do que conquistar um lugar na cozinha, na sala ou no quarto. Tornou-se uma luta pela sobrevivência – pelo futuro do seu trabalho.

Depois da pandemia, novas casas construídas ou reformadas contaram com espaços dedicados para escritórios domésticos: roteadores no lugar certo, isolamento acústico, telas adequadas. As casas se tornaram castelos, o local capacitado com redes e plataformas para conectar, criar e realizar, para trabalhar de forma mais inteligente.

Um lugar onde podemos nos isolar (e nos concentrar) e ainda permanecer conectados com o mundo inteiro. A chave para o sucesso do escritório em casa será a capacidade de criar e cultivar conexões profundas e baseadas em confiança com colegas, clientes, parceiros e qualquer pessoa no mundo conectado para realizar o trabalho.

Humanos na máquina
Antes dos bloqueios, a tecnologia foi amplamente responsabilizada por elevar uma geração antissocial. Dispositivos = distração. Sobrecarga de informações = atenção limitada. No meio da pandemia da covid-19, aprendemos a amar nossas comunidades digitais, a encontrar felicidade na comunicação on-line e finalmente a dar às plataformas de videoconferência o respeito que elas mereciam.

Mas, de repente, a tecnologia se tornou a única coisa que nos manteve conectados durante nosso isolamento social forçado. As pessoas mais velhas que uma vez criticaram as interações virtuais estavam usando aplicativos como, por exemplo, o Houseparty como se fossem pequenos roteiristas.

O vírus mudou de atitude aparentemente da noite para o dia e nos fez finalmente apreciar a tecnologia de comunicação digital que estava ao alcance de nossos dedos. Em vez de revirar os olhos a cada “todos podem colocar em mudo, por favor”, ficamos agradecidos pela oportunidade de manter contato -, uma oportunidade que não existiria se a covid-19 tivesse chegado uma década antes ou a qualquer momento na era pré-digital.

Os jovens ficaram agradecidos (e divertidos) pelos avós finalmente aprenderem a utilizar o FaceTime para que pudessem conversar de uma maneira mais pessoal.

Viagens a negócios perderão seu encanto
A humanidade nunca voou tanto nos anos que antecederam a 2020, mas o clima do planeta não aguentou. Os ajustes anunciados pelo setor aéreo – combustível de aviação sustentável e aviões elétricos (você voaria em um?) – como uma resposta às mudanças climáticas nunca decolaram para uso em escala.

Os 12% dos americanos que fizeram mais de seis viagens por ano representaram dois terços das viagens aéreas globais (e cada um deles emitiu, em média, três toneladas de carbono por ano).

A verdade inconveniente era que jogar toneladas de carbono no céu não era algo que poderia durar para sempre.

O vírus transmitiu uma mensagem cósmica de que nosso comportamento de viagem precisava mudar, e, num piscar de olhos, as viagens de negócios passaram de atividades de alto status (“Você foi a Sydney para uma conferência? Oh, que maravilha!”) a um constrangimento (“Você foi a Sydney para uma conferência? Como você pôde?”). O hiato pós-vírus nos forçou a reexaminar nossos hábitos de vôo – era essencial voar pela metade do mundo para a reunião de dois dias”?

Todos nós consideramos o contato pessoal, mas as plataformas de comunicação como Slack, Zoom ou Trello quebraram o controle corporativo que a experiência presencial já teve.

Lembre-se, estamos em 2025
Se o surto e a propagação do vírus nos ensinaram alguma coisa foi o quão verdadeiramente e indissociavelmente interconectados e interdependentes somos – biologicamente, economicamente e ambientalmente. Mesmo agora, todos esses anos depois, ainda não podemos medir o tamanho das consequências socioeconômicas da pandemia.

Os trilhões de dólares são fáceis de contar, mas e os intangíveis? As oportunidades de carreira prejudicadas de um jovem? Tratar angústia psicológica? Talvez o mais importante historicamente falando tenha sido como a desaceleração econômica prolongada de 2020-2022 interrompeu o relógio de nossos negócios frenéticos, como de costume, e nos permitiu dar um passo para trás, respirar fundo e começar a recalibrar como vivemos em nosso planeta azul.

Muito azul, na verdade, na esteira da crise. Naquele momento de pausa, ficou óbvio para todos, menos para os mais míopes, que o vírus era um grito de socorro de um ecossistema que gemia sob o peso de expandir de 1,8 para 7,7 bilhões de pessoas em menos de 100 anos.

 

* Roberto Wik é diretor de indústria e varejo da Cognizant para a América Latina

 

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Veja 10 dicas para as pequenas e médias empresas enfrentarem o momento de crise

Por Felipe Avelar *

O cenário atual de pandemia, com a necessidade de isolamento social e fechamento de grande parte do comércio, gera grande preocupação entre as pequenas e médias empresas. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Felipe Avelar

Como enfrentar um cenário tão desafiador? Em momentos de crise, a primeira coisa a fazer é manter a calma e adotar medidas para minimizar o impacto. Para ajudá-lo a enfrentar esse cenário, reuni 10 ações que podem ser úteis. Confira:

1) Faça diferente – Toda crise também traz oportunidades. Pense em qual necessidade é possível suprir de forma alternativa. Questione: “meu negócio só existe se eu tiver uma loja física aberta? Tenho como aderir ao e-commerce ou fazer entregas na minha região?” Há restaurantes em São Paulo, por exemplo, que fecharam seus salões e estão faturando com o serviço de delivery…

2) Abrace a Internet – Dentro desse espírito, se você é professor, terapeuta, etc., pense em formas de oferecer o seu trabalho via internet. Um professor de inglês ou um personal trainner, por exemplo, podem muito bem manter seus alunos dando aulas virtuais. E quem vende produtos pode começar a vender pelas redes sociais e até por WhatsApp.

3) Adie contas – Fique atento às contas que podem ser adiadas para equilibrar seu caixa. O Comitê Gestor do Simples Nacional, por exemplo, prorrogou o prazo para pagamento dos tributos federais do Simples. Em relação aos bancos, micro e pequenas empresas e pessoas físicas que possuem empréstimos e estejam com as prestações em dia podem solicitar a prorrogação da parcela por até 60 dias, com a mesma taxa de juros e sem a cobrança de multa. E também é possível adiar prestações do financiamento imobiliário.

4) Renegocie suas dívidas e busque financiamento – Entre em contato com fornecedores, parceiros, prestadores de serviços diretos e indiretos e renegocie suas dívidas. E se prepare para fazer o mesmo com alguns clientes… Quanto aos gastos mais urgentes, como o pagamento de funcionários, busque crédito com melhores taxas. O governo, por exemplo, acaba de liberar uma linha de crédito de R$ 40 bilhões para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas, com juros de 3,75% ao ano.

5) Coloque o controle de gastos e receitas em dia – Muitos pequenos empresários levam seus negócios de uma forma um tanto quanto improvisada, sem exercer um controle detalhado dos custos e receitas. É hora de aproveitar o tempo disponível para mapear todas as suas despesas e cortar todos os custos desnecessários. E aproveite para rever os processos. Descubra onde se perde mais tempo normalmente e o que pode ser feito para aumentar a produtividade.

6) Entenda as dores de seus parceiros – Contate parceiros e clientes e tente se aproximar deles, entendendo suas dificuldades. Ao entender suas dores, você pode vislumbrar novas oportunidades de negócios, além de colocar o networking em dia.

7) Ouça seu time – Aproveite o momento para fazer contato com os seus colaboradores para entender o melhor jeito de operar. Afinal, eles estão na linha de frente do seu negócio e conhecem aspectos da operação que você provavelmente desconhece. E podem ter novas ideais para revigorar a empresa.

8) Não baixe a guarda! – Se seu negócio continua funcionando, lembre-se de aumentar a higienização de superfícies de contato frequentes, como maçanetas, mesas e corrimãos, além de manter os ambientes arejados, com portas e janelas abertos, evitando aglomerações. Isso é importante para garantir sua saúde e de seus colaboradores e clientes.

9) Prefira o comércio local – Na hora das compras prefira o comércio local e de pequenas empresas, que são mais vulneráveis nesse momento. Grandes companhias têm maior capacidade para lidar com dificuldades econômicas. Se as empresas de sua região pensarem dessa forma, promoverão o fortalecimento do comércio local.

10) Já pense no cenário pós crise – Pode parecer algo distante, mas quando essa tempestade passar, será hora de recuperar mercado e quem for mais criativo levará vantagem. Crie novas estratégias para atender adequadamente o seu público quando o pior passar.

 

* Felipe Avelar é CEO da Finplace

 

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Compras online: a tecnologia como aliada na prevenção ao coronavírus

Por Rafael Martins *

As medidas de isolamento e distanciamento social implementadas para conter o avanço do novo Coronavírus (Covid-19) mudaram o comportamento do consumidor. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Seguindo essas recomendações, as pessoas recorreram às compras online para o abastecimento diário de alimentos e outros produtos de consumo individual. Apesar do cenário crítico e preocupante, a migração do hábito de compra para as plataformas virtuais está provando ser um benefício e, ao mesmo tempo, um desafio para varejistas e atacadistas distribuidores.

É possível que, com este movimento, o comércio eletrônico se consolide como um dos alicerces da economia mundial nos próximos anos.

De acordo com o estudo ‘Impacto nos Hábitos de Compra e Consumo – Como a pandemia mundial está transformando o comportamento do consumidor brasileiro’ realizado pela Opinion Box, as categorias de serviços que mais conquistaram novos usuários foram supermercado online (25%), plataformas de ensino à distância (18%) e farmácia online (17%). Tal crescimento pode representar uma abertura para novas formas de consumo que podem se estabelecer também em períodos não emergenciais.

No gigante de marketplace Mercado Livre, por exemplo, as categorias de alimentos e bebidas, saúde e cuidado pessoal registraram, em março, um crescimento de 15% quando comparado a mês todo de fevereiro deste ano e de 65% se comparado à primeira quinzena de março do ano passado.

Varejistas e atacadistas já lidavam com as fortes mudanças para o ambiente on-line  nos últimos anos e o coronavírus impulsionou ainda mais todo esse processo de transição, impactando  nos relacionamentos entre empresas destes segmentos, que geralmente estão alinhados com questões de fornecimento, planejamento de demanda e etc.

Atualmente, muitas negociações ocorrem no universo online com apoio de chamadas de vídeo ou de voz, tornando-se ainda mais dinâmicas. Diante disso, a conectividade e os dados em tempo real passam a ser essenciais para visualizar a cadeia de suprimentos de ponta a ponta e fazer as alterações necessárias ao processo de negócios on-line.

Neste cenário, os atacadistas desempenham um papel extremamente importante no ciclo de vida do produto, porém, historicamente, têm sido atrasados ​​quando se trata de adotar avanços tecnológicos mais recentes.

Avaliar e investir em tecnologia que permita uma percepção em tempo real e a adaptabilidade às mudanças deve ser uma prioridade. Aqueles que são ágeis o suficiente para antecipar e executar alterações na cadeia de suprimentos estarão mais aptos a absorver as restrições globais de disponibilidade de produtos e obter maior sucesso em longo prazo.

As mudanças operacionais específicas exigidas são vastas, englobando questões urgentes e abrangentes de continuidade do fornecimento, distribuição e logística, evolução do relacionamento com os clientes, entre outras.

O surto também destaca a importância da preparação, resposta rápida, aprendizado contínuo, adaptação e comunicação no planejamento de contingência. E, acima de tudo, a segurança dos funcionários, clientes e parceiros de negócios é e continuará sendo a maior prioridade.

Aprender com essa pandemia tornará as empresas mais resilientes após choques externos futuros, como crises econômicas e desastres naturais.

 

* Rafael Martins é CEO do Grupo Máxima

 

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Como tornar a gestão de equipes mais eficiente em período de home office

Por Kauê Melo *

A realidade corporativa está mudando e muitas empresas estão adotando, pela primeira vez, a experiência do trabalho remoto. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

A medida, imprescindível em tempos de isolamento social, é complexa para os mais diversos modelos e formatos de equipe. Especialmente para times numerosos trabalhando em grande parte ou em sua totalidade em home-office.

Por isso, o home office nos coloca, como um de seus grandes desafios, manter a produtividade do time sem comprometer a interação. Neste caso, a tecnologia segue sendo nossa principal aliada.

O mercado corporativo conta com soluções que se ajustam às dinâmicas que o trabalho em home office exige; desde oferecer possibilidades de estímulo à criatividade, como softwares de gerenciamento remoto e interatividade, até ferramentas para facilitar a produtividade.

Neste cenário, trabalhar com duas ou mais telas, usando monitores por exemplo, torna-se essencial, pois aumenta a imersão no trabalho e otimiza a maneira como lidamos com as diferentes demandas no dia a dia.

Uma definição em conjunto e de forma democrática sobre o uso dos recursos de tecnologia para a rotina de trabalho é o primeiro passo. Isso inclui a recomendação dos canais indicados para tratar diferentes temáticas, especialmente questões sensíveis e urgentes; seja uma ligação, mensagem de texto, e-mail ou, efetivamente, uma reunião por videoconferência com compartilhamento de tela, por exemplo.

Fora o planejamento, é primordial priorizar a segurança e saúde mental da equipe. Ainda que esteja claro o fluxo das informações e quais canais são adequados para garantir que mensagens importantes cheguem ao time, não podemos desconsiderar que o momento que vivemos requer colaboração e transparência.

Portanto, uma agenda frequente de encontros virtuais, por áudio ou vídeo, para bate-papos rápidos e para a famosa pausa do café, pode e deve ser mantida. Outra medida que contribui tanto para a produtividade quanto para a aproximação do time é a promoção da troca de experiências sobre adaptação ao trabalho remoto.

Para manter ou aumentar o rendimento de todo um time, também é preciso disciplina organizacional. E isso passa muito por uma rotina de reuniões de orientação, de definição de metas e tarefas. É preciso ter no radar os passos de uma equipe que está separada fisicamente, mas que tem todas ferramentas para manter uma sinergia.

Responsabilidade e engajamento são fundamentais para esse novo momento no mundo corporativo. E há soluções de tecnologia suficientes para que essas premissas sejam entregues de forma rápida e produtiva. A cultura de trabalho móvel colaborativa já é uma realidade, basta explorar diferentes possibilidades e mudar o mindset para o trabalho em home office.

 

* Kauê Melo é diretor da divisão de B2B e monitores da Samsung Brasil

 

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Coronavírus: sua área de TI está preparada para enfrentar o desafio do trabalho remoto?

Por Srilekha Sankaran *

Após o surto global do COVID-19, houve um aumento constante no número de organizações que empregam planos proativos de contingência praticamente da noite para o dia para fortalecer sua preparação para a pandemia controlável, como retirar eventos de assinatura, restringir viagens de negócios e educar seus funcionários sobre o impacto do novo coronavírus. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Embora isso pareça fácil e reconfortante no papel, tudo se resume a como as organizações vão sustentar a produtividade do trabalho em momentos como esse. O ônus inevitavelmente recai sobre as equipes de TI para estabelecer e implementar estratégias sólidas para orquestrar um local de trabalho virtual sincronizado.

Essa mudança vem acompanhada de fatores cruciais que as equipes de TI terão que levar em consideração com os trabalhos em casa.

Estabelecendo uma base sólida para um local de trabalho virtual sólido
Este é o primeiro grande passo que envolve as organizações, permitindo que suas equipes de TI construam uma base eficaz e infalível para um local de trabalho remoto.

Isso inclui fazer um balanço dos ativos da empresa, criptografar metodicamente os locais, dispositivos e aplicativos móveis, além de fornecer acesso a dados corporativos e canais de colaboração, como por meio de uma VPN (rede virtual privada virtual) segura.

Agora é a hora das organizações adotarem uma estratégia unificada de gerenciamento de endpoints em nuvem e implantarem soluções de suporte para ajudar os administradores de TI a configurar remotamente, corrigir, atualizar e gerenciar dispositivos de terminais.

Essas soluções dão aos funcionários a liberdade de trabalhar remotamente, sem tempo de inatividade e latência de aplicaçōes e redes, além de permitir que os administradores de TI resolvam imediatamente e remotamente quaisquer problemas de desempenho.

Um local de trabalho remoto deve incluir ferramentas de comunicação e colaboração digital para aumentar a produtividade. Idealmente, isso inclui suporte para comunicações unificadas e mensagens instantâneas, fóruns organizacionais, conferências de negócios e gerenciamento de conteúdo rico.

Embora o trabalho remoto possa inicialmente parecer bastante desafiador para aqueles que ainda não o experimentaram, é necessário que as organizações invistam em ferramentas mais imersivas para sua força de trabalho como forma de contribuir para que se sintam mais engajados com seus colegas e tarefas, o que ajuda a manter a produtividade .

Limitar o acesso não autorizado a dados corporativos
As ameaças internas são obrigatórias nas listas de verificação das organizações que se preparam para proteger sua infraestrutura.

Usuários privilegiados, como administradores de dados, normalmente têm acesso completo aos dados de sua organização e, quando é exigida uma situação de trabalho em casa, esse pessoal precisa enfrentar o desafio adicional de fornecer acesso granular aos recursos corporativos.

Geralmente, há uma falta de informações contextuais sobre usuários e solicitantes de dados, o que é um fator significativo a ser considerado antes de conceder privilégios de dados.

É aqui que uma estratégia de gerenciamento de acesso privilegiado (PAM) desempenha um papel essencial na manutenção da integridade dos dados. A implementação de protocolos de autenticação, criptografia automatizada de senha, auditoria e relatórios regulares podem ajudar as empresas a manter a segurança dos dados.

As empresas devem considerar a implantação de soluções inteligentes de PAM baseadas na nuvem, que podem reduzir a dificuldade de otimizar os fluxos de trabalho, bem como fornecer e remover o acesso aos dados corporativos com base nas funções prescritas.

Além disso, essas soluções devem fornecer insights acionáveis para manter a conformidade com os padrões regulamentares, e fornecer autenticação de dois fatores que as organizações podem aplicar para reforçar seu processo de gerenciamento de acesso – tudo isso pode ser executado remotamente.

Evitando ataques cibernéticos
Uma pandemia global pode apresentar uma oportunidade ideal para os cibercriminosos realizarem suas ações.

É crucial que as equipes de TI empreguem boas práticas e soluções de segurança para garantir que esses ambientes virtuais permaneçam em conformidade ao longo do curso, evitando assim os encargos financeiros desnecessários em forma de multas pesadas devido à não conformidade.

Os cibercriminosos estão constantemente mudando suas estratégias de ataque, por isso é vital detectar e antecipar ataques antes que eles aconteçam. Isso significa que as organizações devem garantir uma combinação saudável de estratégias e controles proativos e reativos de segurança cibernética, antes de serem remotos.

Uma estratégia proativa geralmente envolve avaliar incidentes e fortalecer pontos potencialmente vulneráveis antes que eles sejam explorados por hackers. Isso implica avaliações contínuas de risco; políticas rigorosas de gerenciamento de acesso para aplicativos de negócios, recuperação de desastres, teste de vulnerabilidade e mais.

Da mesma forma, as empresas podem dedicar algum tempo para educar seus funcionários sobre as melhores práticas de segurança cibernética, como impedir emails maliciosos, arquivos de spam e estarem cientes dos sinais de alerta de um possível ataque cibernético.

O controle de um ataque cibernético também envolve o emprego de soluções de segurança reativas que podem garantir o gerenciamento simplificado de incidentes e um processo de continuidade de negócios para monitoramento e mitigação de ameaças em tempo real.

Outros recursos reativos devem incluir correções oportunas de software e hardware, monitoramento contínuo de eventos, auditoria de segurança e conformidade em tempo real e muito mais.

Com procedimentos, controles e soluções de segurança bem pensados, as empresas terão melhores chances de antecipar e conter desastres e riscos caso sejam adotadas políticas de trabalho remoto.

Ainda é muito cedo para decidir se o COVID-19 irá ou não transformar a maneira como as equipes de TI funcionam.

No entanto, as organizações podem percorrer uma milha extra para garantir a preparação geral da TI – criando uma infraestrutura sólida com perímetros de segurança impenetráveis e controles sólidos de gerenciamento de tecnologias – para que os funcionários possam de forma rápida e fácil fazer a transição do trabalho no local para o trabalho remoto, com gargalos e restrições operacionais insignificantes ou nulas.

 

* Srilekha Sankaran é consultora de produtos na ManageEngine

 

 

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everis Brasil tem novo CEO

Com mais de 25 anos de experiência em consultorias de gestão e tecnologia, Ricardo Neves acaba de assumir o cargo de CEO da operação brasileira da everis, consultoria de negócios e TI do grupo NTT Data. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Seu desafio é dar continuidade ao forte crescimento da participação de mercado da operação no País. Sua missão inclui o consistente avanço do valor agregado do portfólio de serviços de transformação digital prestados aos clientes da everis no Brasil.

“Consideramos a entrada de Ricardo Neves em nossa empresa uma conquista, devido a sua ampla experiência em consultoria de negócios e TI, assim como ao seu grande conhecimento de economia e negócios no Brasil, na América Latina, nos Estados Unidos e Europa”, diz Juan Francisco Yáñez, CEO de everis Américas.

Segundo ele, a everis espera que o novo CEO consolide e expanda a forma de atuação da companhia no Brasil, focado na valorização das pessoas, sendo uma grande liderança para os talentos locais.

“Adicionalmente, que atue para que a everis Brasil continue ampliando sua participação de mercado de forma consistente e rentável com foco nas grandes empresas brasileiras e internacionais que operam no País. Esperamos que trabalhe com uma estratégia alinhada a do grupo NTT Data, por meio da oferta de produtos e serviços que atendam aos desafios propostos pelos clientes em termos de eficiência, estratégia digital e novos modelos de negócios”, ressalta Yáñez.

Anteriormente, Neves atuou, por mais de 16 anos, como sócio da PwC Brasil em São Paulo, focado na liderança de grandes programas de transformação de negócios, como definição de estratégias de tecnologia digital e emergente, bem como desenvolvimento de novos ecossistemas de empreendimentos e inovação.

Conduziu também diversos trabalhos de organização e arquitetura de tecnologia da informação, serviços compartilhados e programas de implementação de tecnologia em larga escala na América Latina, EUA e Europa.

Em mais de duas décadas como consultor, Neves ajudou a aperfeiçoar a atuação de TI de empresas dos setores de varejo, bens de consumo, produtos Industriais e tecnologia, contribuindo também para o alinhamento de suas estratégias de negócios à transformação ágil da tecnologia digital e jornadas para a nuvem, visando melhores resultados por meio da implementação de novos modelos de negócios e inovação.

Em sua passagem na PwC, onde iniciou sua carreira como trainee em 1988, Neves participou de vários projetos de implementação de práticas de Financial Management Solutions e de ERP em clientes de diversos segmentos de negócios.

Atuou no escritório de Dallas, EUA, por cinco anos, como consultor sênior e gerente em projetos de desenvolvimento de sistemas diversos. Foi gerente sênior do escritório de São Paulo, no qual participou em vários programas de implantação de ERPs no Brasil e na América Latina, em empresas como a NEC do Brasil, AmBev, Nestlé, dentre outras.

A experiência do executivo inclui também uma passagem na divisão de consultoria da IBM, por quatro anos (de 2002 a 2006), empresa na qual exerceu diversas funções de liderança executiva de práticas e gestão de relacionamento com clientes da IBM Brasil e da IBM América Latina, além de atuar como gestor de uma grande conta global na IBM Bélgica.

“Estou muito empolgado em assumir este novo desafio na everis, uma consultoria cuja atuação no mercado já acompanho há alguns anos. É uma honra iniciar uma nova fase de carreira em uma empresa jovem, ágil, inovadora, focada nos clientes e que tem seus recursos humanos em primeiro lugar. Nesses tempos de mudança nos paradigmas no mundo, acredito que teremos muito a contribuir para a transformação de nossos clientes e da sociedade”, ressalta, Ricardo Neves.

Com uma vasta experiência internacional e habilidades multiculturais Ricardo Neves tem MBA Executivo Global da Duke University (2014), é formado pelo Programa de Gestão Avançada (AMP) da Harvard Business School (2005) e é bacharel em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco no Brasil (1987).

Além disto, ele é Project Manager Professional (PMP) certificado e Certified Outsourcing Professional (COP) e pela Associação Internacional de Profissionais de Terceirização (IAOP).

 

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A pandemia já mudou definitivamente o modo como trabalhamos, vivemos e usamos a tecnologia

Por Cintia Leitão de Souza *

Ela veio sorrateira, mudou tudo e (esperamos) vai passar. Como um sonho ruim de uma noite mal dormida, a pandemia chegou. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Mas quando esse momento passar, é certo que o mundo não será mais o mesmo. O que vivemos na atualidade, mudará por completo o que conhecíamos até então. As próximas gerações não serão as mesmas e nós mesmos, não seremos mais os mesmos.

Quiçá, aqui faço um parênteses, desejo que nos tornemos seres humanos melhores e mais evoluídos. Dias melhores virão, com certeza. Porém, já é nítida a mudança instaurada em nossas rotinas, relações pessoais e, principalmente, profissionais. O vírus aumentou, ainda mais, nossa dependência na tecnologia.  Acha exagero? Vou exemplificar.

Vamos começar com uma reflexão sobre o pensamento linear e as dificuldades que temos em pensar exponencialmente. Como é difícil, para nós, pensarmos em conceitos abstratos sem tentarmos aplicar a velha matemática básica a que fomos historicamente treinados.

Mensurar ou tentar medir os impactos do abstrato nos causa insegurança e incertezas. Talvez, por esta razão, líderes dos países mais desenvolvidos do mundo titubearam e balançam tentando acertar decisões para tentar conter um vírus que, assim como as tecnologias, se multiplica de forma exponencial.

Diferentes na essência, mas comuns neste paralelo exponencial, tecnologia e o vírus se multiplicam e assumem proporções em uma velocidade acelerada. Mas o que é necessário para se controlar um movimento exponencial? Nada! O exponencial não se controla.

Quanto ao vírus, é possível tentar frear a sua proliferação com o isolamento social, mas a exponencialidade da propagação é uma constante. O mesmo acontece com as tecnologias exponenciais. As empresas que antes resistiam ainda ao digital, agora com a pandemia foram lançadas, sem piedade, em um mundo que não teve a preocupação de esperar por mudanças gradativas.

Principalmente nos negócios, é preciso agora refletir e ter cuidado para que este pesadelo não passe devastando nossos planos. Fico aqui imaginando, em um mundo que se tornou essencialmente virtual, como estão funcionando aquelas empresas que relutaram em se digitalizar e mantiveram os seus processos e informações geridas de forma analógica?

Para esses, a curva de aprendizado tornou-se quase escada vertical, ou eles aprendem a escalar ou irão desparecer.

Como estão as empresas, por menores que sejam, que não conseguem se conectar e comunicar à distância com seus clientes, colaboradores e fornecedores? Como sobrevivem ou sobreviverão? Deixo aqui uma reflexão em defesa daquelas empresas que ainda podem lutar para que não precisem de um respirador ou de uma vaga de UTI, no sentido figurativo da palavra.

Ainda dá tempo de sair do pesadelo e salvar os seus sonhos? O mundo já era essencialmente digital, agora é imprescindivelmente digital. As relações entre as pessoas já mudaram, nos ambientamos e nos habituamos ao virtual. Os hábitos de consumo mudaram e viveremos uma nova era.

Para aquelas empresas que ainda não se tornaram digitais, há inúmeras boas notícias. Várias empresas estão investindo em pacotes e benefícios para que esta transformação digital se torne acessível e com uma implantação mais rápida possível. Por que não dizer exponencial?

No meio de todo esse caos e de constante reflexão, faço uma consideração sobre o agronegócio, segmento com o qual tenho interagido há décadas. São diversos setores econômicos ligados ao agronegócio e falar de agro, é necessariamente falar de alimentação.

Ele não é só o motor e força propulsora de nossa economia, mas o setor, assim como o de saúde, que não parou e não pode parar com esta pandemia. O agro nos faz ter a certeza de que seremos abastecidos e teremos o apoio para tentar conter a disseminação do vírus, em casa.

Aqui fico pensando nas inúmeras empresas que conheci e que conheço, que ainda precisam investir na transformação digital para que estejam plenamente ativas nestes novos tempos. Uma característica cultural ainda deste segmento, tão evoluído em adoção tecnologias de plantio, mas não ainda estruturadas em tecnologias para gestão.

Como responsável pelo desenvolvimento de tecnologias e de soluções para este segmento, faço aqui o meu apelo: ainda dá tempo! Invistam agora, transformem suas empresas, usufruam dos benefícios que estão sendo ofertados no mercado.

Aproveitem a parceria com as tantas empresas que estão facilitando o acesso a esse novo mundo. Juntos não só faremos a transformação digital do agronegócio, mas apreenderemos um novo jeito de viver, trabalhar e de fazer negócios de forma sustentável e segura.

* Cintia Leitão de Souza é Head de Agronegócio na Senior Sistemas

 

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Enfim, a real transformação digital

Por Eduardo Guerreiro *

Nos últimos anos muito se fala sobre a transformação digital. O que era realmente, qual caminho trilhar e aonde se queria chegar. Pois bem… chegamos! [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Quem diria – há pelo menos seis meses – que seríamos globalmente afetados por um vírus e obrigados, todos, a aderir em algum nível à transformação digital tão falada por muitos e tão pouco conhecida por uma fração privilegiada da sociedade.

A transformação digital não apenas chegou, mas se tornou obrigatória para conseguirmos passar por esta fase tão desafiadora como a que estamos vivendo.

Em diversas ocasiões, sempre comentei que a real transformação digital era aquela que aproximasse as pessoas e organizações, com suas necessidades, oportunidades, convenientes ou não, financeiramente objetivadas ou não.

É exatamente o que estamos vendo agora. Aplicativos de diversas especialidades sendo testados ao extremo por uma população ávida por suprir suas necessidades básicas, como pedir comida, fazer compras no supermercado, em farmácias, todo e-commerce alavancado principalmente para negócios que ainda não se encontravam inseridos no mundo digital.

Falar com a família e amigos a poucos quilômetros de distância (por vezes muito menos que isso) deixou de ser um desafio entre gerações que não sabiam ainda usar um aplicativo no seu telefone e até participar de happy-hours virtuais.

Realizar suas transações e operações financeiras em bancos tradicionais e digitais passou a ser o básico da tecnologia. Até a tão sonhada telemedicina, sempre barrada por questões legislativas e até éticas, pasmem, agora forçadamente implementada e encorajada por médicos, hospitais e planos de saúde, e na forma mais rápida possível. Olha o 5G aí! Chegando mais rápido que ele mesmo.

Mesmo as empresas de telefonia e provedores de internet estão ampliando sua capacidade para disponibilizar bandas maiores para que seus milhões de clientes possam, cada um deles, montar seu escritório virtual e conduzir seus trabalhos remotamente.

Pessoas e empresas que nem sequer tinham políticas de segurança adequadas, ou mesmo que não permitiam esse tipo de trabalho, são obrigados a fazê-lo em tempo recorde, sobrecarregando e desafiando softwares de comunicação já nativos em nuvem para suas reuniões de trabalho, agora totalmente virtuais, colocando as capacidades de performance das clouds numa verdadeira prova de fogo.

E se falarmos então dos modelos analíticos e sistemas de big data direcionados a prever a expansão do vírus pelas cidades e por todo o planeta? Ou de toda a força computacional colocada em linha, por meio de inteligência artificial e nuvem, para encontrar os medicamentos e as vacinas mais apropriados para o combate ao vírus?

Estamos vendo a união de governos com empresas privadas, utilizando-se da tecnologia móvel (IoT), num tremendo big data com dados de georreferenciamento quase em tempo real e usando modelos preditivos para medir e antecipar o movimento da população pelos bairros e cidades.

Temos discussões sobre privacidade, limites da tecnologia, investimentos e prioridades políticas e sociais, colocando frente a frente governos, instituições, empresas, cidadãos e a sociedade em todas as suas esferas e classes sociais.

São debates forçadamente necessários para soluções rápidas e inovadoras, que tragam de alguma forma alívio e suporte para ultrapassarmos essa crise sem precedentes. E ao fim dela, com certeza, evoluirmos em todos os níveis e camadas possíveis da nossa sociedade em todos os cantos do mundo.

Enfim, eis a real transformação digital na prática, de forma didática, prática, simplesmente disponibilizada, utilizada e explorada em progressão geométrica.

É disso que sempre falamos.

* Eduardo Guerreiro é diretor de Negócios Digitais da Cognizant no Brasil

 

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Novo cenário da Telecom exige a customização de serviços

Por Carlos Eduardo Sedeh *

Assim como em outros setores, os produtos de Telecom já foram de prateleira, com um baixo grau de flexibilidade, em que se escolhia dentre os serviços de telefonia fixa, móvel, TV paga e acesso à Internet, dentro de um menu fixo de oferta. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

A única customização era a escolha da velocidade ou dos planos de canais. Agora, a massificação do uso de cloud computing, IoT (Internet das Coisas), big data e o aumento exponencial da escala das empresas e serviços digitais transformaram o perfil de consumo de internet e tecnologia das empresas.

Mais do que um “pacote de internet”, a exigência por personalização já é uma realidade e requer adaptação por parte das operadoras. Hoje, o caminho é vender soluções com um conceito vertical, oferecendo uma série de serviços e produtos por meio de rede de fibra óptica – de acordo com a necessidade do cliente, desenhando a oferta mais aderente.

Para se ter uma ideia, este ano, segundo a consultoria IDC Brasil, o mercado de telecomunicações brasileiro deve crescer 0,7% em receitas, puxado pela demanda por serviços de dados.

Já o segmento de TI pode ter expansão de 5,8% devido ao maior investimento em nuvem e softwares – o setor de Telecom, mesmo com o uso de redes e o aumento significativo do trânsito de informações, nos últimos anos, não tem sido eficiente para capturar esse valor criado.

A tendência do cloud mudou drasticamente dois conceitos: a necessidade de hardware, que diminuiu muito, e a transformação da topologia das redes, que passaram de centralizadas a descentralizadas.

Ou seja, aquela capacidade de processamento que precisava estar dentro do data center, agora está na nuvem. Isso transformou o mercado porque as integradoras, agora, necessariamente precisam de rede para entregar soluções.

Por isso, conectividade, por exemplo, é importante. Mas, além da experiência de navegação e da transmissão de dados, a segurança e a gestão de rede são imprescindíveis para que uma companhia mantenha seu alto padrão de funcionamento.

Assim, os projetos precisam ser customizados para cada cliente corporativo, sejam empresas ou operadoras de comunicações, levando em consideração o tamanho da operação, as necessidades de conexão e armazenamento de dados. Isso proporciona não só uma operação mais ágil, mas, também, econômica.

O conceito de embarcar soluções na rede de fibra óptica será mandatório no cenário de enfrentamento do coronavírus – uma variável totalmente desconhecida, que prostrou o mundo e vai materializando, a cada dia em que ficamos confinados, um “novo normal”, muito mais digital e conectado.

Acredito que essa crise, repito sem precedência, vai acelerar as empresas que estão em processo de inserção da transformação digital a adotá-la, em menor tempo possível, para que continuem gerando valor em seus negócios principais, usando as informações para melhores decisões e análises preditivas, em tempo real, e focadas em seus clientes.

Além disso, as empresas começam a entender que seus colaboradores podem ser tão, ou até mais, produtivos trabalhando remotamente, precisam pensar, cada vez mais, em projetos, etapas, e não no trabalho como algo contínuo.

As tarefas necessitam ter começo, meio e fim, além de serem medidas para que a qualidade da entrega não seja afetada. Aplicar recursos no que a empresa realmente precisa é imprescindível, ainda mais em tempos de crise.

Por isso, para as operadoras é essencial não ser só uma provedora de rede e infraestrutura, e sim, proporcionar soluções e protagonizar essa revolução no modo como colabora com seus clientes, oferecendo o que eles precisam, na medida exata e na velocidade necessária.

 

* Carlos Eduardo Sedeh é CEO da Megatelecom

 

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Atenção: 28.000 contas de hospedagem GoDaddy podem ter sido comprometidas

Em 4 de maio de 2020, a GoDaddy, provedor de hospedagem de sites, divulgou que as credenciais SSH (protocolo de rede criptográfico [Secure Shell] para operação de serviços de rede de forma segura sobre uma rede insegura) de aproximadamente 28.000 contas de hospedagem da plataforma foram comprometidas por um invasor não autorizado.  [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

A empresa, com cerca de 19 milhões de usuários, 6 mil funcionários e um faturamento de US$ 2,7 bilhões em 2019, comunicou hoje que houve uma invasão em sua rede. Ainda não está claro quais pacotes de hospedagem da GoDaddy foram afetados por essa violação. O padrão de segurança SSH, embora extremamente seguro se configurado corretamente, pode permitir logins com uma combinação de nome de usuário/senha ou um nome de usuário e uma chave pública/privada.

No caso dessa violação, tudo indica que o invasor tenha colocado sua chave pública nas contas afetadas para manter o acesso, mesmo que a senha da conta tenha sido alterada.

O aviso enviado aos clientes diz:

“Precisamos informá-lo de um incidente de segurança que afeta suas credenciais de conta de hospedagem na web GoDaddy. Identificamos recentemente atividades suspeitas em um subconjunto de nossos servidores e iniciamos imediatamente uma investigação. A investigação descobriu que um indivíduo não autorizado tinha acesso às suas informações de login usadas para conectar-se ao SSH na sua conta de hospedagem. Não temos evidências de que nenhum arquivo foi adicionado ou modificado em sua conta. O indivíduo não autorizado foi bloqueado de nossos sistemas e continuamos a investigar o possível impacto em todo o ambiente”.

A empresa fez uma comunicação oficial ao governo do Estado da Califórnia, com uma notificação à Procuradoria Geral do Estado, revelando que a invasão ocorreu em outubro de 2019.

Bom, se você é usuário da plataforma, veja o que pode fazer:

Ação imediata
O provedor indica que eles atualizaram as senhas das contas supostamente afetadas e que removeram a chave pública do invasor. Embora isso deva impedir que o invasor acesse sites impactados via SSH, é altamente recomendável alterar a senha do banco de dados de seu site, pois isso pode ser facilmente comprometido por um invasor sem modificar outras informações da conta.

Credenciais de banco de dados comprometidas podem ser usadas para obter o controle de um site WordPress se as conexões remotas de banco de dados estiverem ativas, o que o GoDaddy permite em muitas de suas contas de hospedagem.

Você também pode verificar se há usuários administradores não autorizados em seu site, pois eles podem ter sido criados sem que você tenha visto, e sem modificar nenhum arquivo no site.

Se você foi impactado por essa violação e ainda não foi notificado pela GoDaddy, provavelmente será em breve. Embora “apenas 28.000 contas de hospedagem” aparentemente foram afetadas, estima-se que milhões de sites sejam hospedados pelo GoDaddy. Isso significa que existem milhões de usuários podem estar preocupados com o recebimento de uma notificação de que sua conta de hospedagem foi violada.

Portanto, a probabilidade de uma campanha de phishing segmentar usuários do GoDaddy é alta. Recomendamos que, nessas condições, os clientes do provedor tomem cuidado ao clicar em links ou executar qualquer ação em e-mails para garantir que eles não acabem sendo vítimas de um ataque desse tipo.

Ao ser questionada, a empresa enviou sua posição oficial:

“Em 23 de abril de 2020, identificamos que os nomes de usuário e senhas do SSH foram comprometidos por um indivíduo não autorizado em nosso ambiente de hospedagem. Isso afetou aproximadamente 28.000 clientes. Redefinimos imediatamente esses nomes de usuário e senhas, removemos um arquivo SSH autorizado da nossa plataforma e não temos indicação de que o indivíduo usou as credenciais de nossos clientes ou modificou quaisquer contas de hospedagem de clientes. O indivíduo não teve acesso às principais contas do GoDaddy dos clientes”.

Fique de olho
Violações como essa podem criar um alvo principal para invasores que usam campanhas de phishing como um meio de infectar (mais) usuários. Existem algumas coisas importantes que você pode verificar para ver se é o alvo de um ataque deste tipo:

– Verifique o cabeçalho do email. Se a origem da mensagem não vier de um domínio registrado do GoDaddy, provavelmente não veio deste provedor e é uma tentativa de phishing;

– Procure por erros de digitação ou erros ortográficos no próprio conteúdo do email. Isso pode indicar a presença de um invasor. Os emails profissionais conterão erros de digitação ou erros de ortografia;

– Linguagem alterada usada para assustar você e fazê-lo fornecer informações pessoais. O email de divulgação de incidentes de segurança da GoDaddy não deve assustá-lo, muito menos solicitar que você forneça qualquer informação. Deve simplesmente informar que você pode ter sido afetado por uma violação. Se você receber um e-mail solicitando informações, pode ser uma tentativa de phishing;

– Se você não conseguir verificar a fonte e a legitimidade do email, é melhor ir diretamente ao site do provedor e falar com eles por meio de seus canais de suporte padrão. Isso permitirá que você verifique se sua conta está segura.

***Os servidores do Portal Vida Moderna não utilizam o protocolo SSH e sim  TSL/SSL (Secure Sockets Layer), um sistema de criptografia que utiliza duas chaves para criptografar os dados, uma chave pública conhecida por todos e uma chave privada conhecida apenas pelo destinatário. Também não utilizamos servidores compartilhados.

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O papel das organizações no acolhimento da maternidade

Por Évelin Gardenal *

Desde cedo, nos acostumamos a ouvir que a vida é feita de escolhas. Para as mulheres, no entanto, essa lógica parece ser muito mais difícil e injusta do que deveria. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Por exemplo: será que é realmente preciso escolher entre ser mãe ou ser bem-sucedida na carreira? Como alcançar o equilíbrio entre a vida profissional e a maternidade? Para boa parte das profissionais brasileiras que são mães, essas perguntas seguem sem respostas – sendo a saída do mercado, muitas vezes, o único caminho possível.

Pesquisas apontam que mais da metade das mulheres que saem de licença-maternidade não retornam aos empregos. Os motivos que provocam essa decisão são os mais diversos: falta de suporte para o cuidado com os filhos, pressão da família, rigidez nos horários etc. Isso, evidentemente, sem mencionar as dificuldades internas que a própria mãe tem em deixar seu filho e sair para trabalhar.

A demanda gerada pela nova vida requer atenção e muito apoio, por isso contar com uma rede capaz de ajudar durante os primeiros meses dessa fase é fundamental. A decisão, sem dúvidas, é difícil e inclui vários aspectos e pessoas.

É justamente nesse ponto que podemos destacar outro fator essencial: o papel e o suporte desempenhado pelas organizações. Levantamentos apontam que mulheres sem filhos recebem, em média, entre 10% e 15% a mais que uma mãe. A diferença é ainda maior em relação à retenção de homens e mulheres que acabam de ter filhos: enquanto apenas 7% dos pais deixam os empregos, mais de 50% das mães são dispensadas ou pedem demissão.

Vale destacar, também, que não é raro encontrar mulheres que preferem deixar seus empregos por serem vítimas de situações desconfortáveis durante a gestação ou por se verem deslocadas quando retornam da licença-maternidade. Em muitos casos, essas profissionais são realocadas em novas equipes, sem nenhum tipo de cuidado ou atenção especial, o que dificulta a transição durante essa etapa.

Esse contexto é alimentado, basicamente, por uma cultura de preconceito por parte das companhias. De acordo com as pesquisas, mais de 70% das mulheres que se candidatam a um novo emprego têm que responder se são ou pretendem ser mães. Nestes casos, não é difícil perceber que a escolha entre maternidade e trabalho vai muito além de uma determinação pessoal.  O fato é que estamos em um momento de transformação global e as companhias deveriam apoiar a mudança de paradigma em relação às mulheres em todos os contextos e fases da vida, incluindo a maternidade.

Mas de que forma as organizações podem contribuir para que as mulheres se sintam seguras ao decidirem ser mães? Uma das primeiras medidas é incentivar uma cultura mais abrangente e que permita a essas profissionais conciliar o trabalho e os cuidados com os filhos.

Como profissional de Recursos Humanos, durante a minha carreira tive a oportunidade de conhecer e participar de ações que estimulam o bem-estar de mães no trabalho. Um exemplo são programas corporativos para o acompanhamento da gestação, que oferecem suporte emocional durante o pré-natal. Esse tipo de iniciativa amplia a confiança das mulheres ao demonstrar que elas têm um grande valor para a organização.

Do mesmo modo, respeitar os prazos e as transições de jornada são fundamentais. Um ótimo exemplo é a adoção da licença-maternidade de seis meses. Para uma mãe, transferir os cuidados com seu bebê a terceiros é uma etapa muito difícil e adiar esse momento fará uma grande diferença para que a profissional possa retornar às atividades mais tranquila, feliz e focada em suas atribuições.

Uma medida bastante eficiente e que já vem sendo adotada por muitas companhias para incentivar a produtividade de forma geral é a flexibilização dos horários de trabalho, com a adoção de banco de horas e home office para atividades que permitam. As mães sentem-se mais seguras e confortáveis ao saber que poderão se ausentar do escritório quando necessário e que contam com a confiança da empresa em sua responsabilidade e capacidade de cumprir com as metas estabelecidas.

Outra forma efetiva de sinalizar às mulheres que a maternidade é um tema natural dentro da organização é realizar, periodicamente, eventos que envolvam as famílias dos colaboradores. Apresentar seu ambiente de trabalho, seus colegas e suas atividades é uma rica oportunidade para as mães mostrarem aos filhos um outro lado, que muitas vezes eles não conhecem. Isso também auxilia as crianças a compreenderem a importância da carreira na vida de suas mães e, inclusive, a sentirem orgulho pelas suas conquistas.

Temos de encarar a maternidade como um passo especial. Cabe a cada uma de nós definir, se, quando e como ela ocorrerá, sem pressões ou temores desnecessários. Para isso, é preciso que as lideranças das empresas estejam verdadeiramente engajadas na criação de uma cultura acolhedora para as mães. Somente assim conseguiremos reter os melhores talentos, respeitando suas escolhas e opções. É hora de entender que há amor dentro das operações.

 

* Évelin Gardenal é Diretora de Recursos Humanos da Diebold Nixdorf Brasil

 

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Em tempos de pandemia, como formalizar reuniões virtuais?

                                                                                                                                                                                                                                                                     Por Andrea e Jonatan *

O ano de 2020 começou de uma maneira não muito agradável para a sociedade, com a disseminação do vírus COVID-19, comumente conhecido como “novo coronavírus”. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

O vírus causa problemas respiratórios e sua transmissão acontece de maneira muito rápida e “sutil” através de contato próximo de pessoa a pessoa. Isso tem feito com que, em alguns países, o sistema de saúde seja demasiadamente sobrecarregado.

Por esse motivo, órgãos de saúde vêm recomendando cuidados específicos para evitar aglomerações e consequentemente à proliferação da COVID-19. E nos último dias, o trabalho remoto (trabalho de casa) tem sido mais e mais escolhido como forma de seguir com as atividades organizacionais.

Jonatan

Desde o início da quarentena, estabelecida no dia 24 de março pelo governador do estado de São Paulo, João Doria, muitas reuniões entre sócios ou até mesmo reuniões de rotina empresarial foram interrompidas por conta do risco da transmissão viral.Entretanto, estamos vivendo o auge da era digital e algumas soluções fáceis e pertinentes surgem para facilitar a rotina das empresas.

Diversas organizações optaram por dar preferência a reuniões virtuais, utilizando-se de aplicativos de videoconferência como o Zoom, Skype, e WhatsApp. No entanto, nem todos os órgãos públicos estão preparados para aceitar documentos totalmente digitais.

Uma boa notícia é que o item 34.2 do Capítulo XVIII, das Normas de Serviço de Cartório Extrajudiciais, Tomo II, já prevê a apresentação das atas de assembleia de pessoas jurídicas em formato eletrônico, exigindo para tanto a assinatura com certificado digital ICP-Brasil (e-CPF ou e-CNPJ).

Uma das soluções que já aceita documentos totalmente eletrônicos, de forma a permitir o registro é o sistema desenvolvido pelo Serviço Nacional dos Cartórios de Títulos de Documentos & Pessoa Jurídica, denominado Central RTDPJBrasil (Central).

Por meio deste sistema, é possível fazer o upload dos arquivos em word ou PDF e promover a assinatura digital de documentos (sem a necessidade de reuniões presenciais para coleta de assinaturas).

Assim, é possível praticar todos os atos de rotina societária como reuniões de associações, condomínios, fundações e sociedades simples, por meio de aplicativos online e, depois, realizar a formalização das atas e lista de presença por meio da Central sem que haja contato físico entre os participantes.

Para os empresários, sociedades empresariais e corporativas do estado de São Paulo, a Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP) está trabalhando apenas com a constituição 100% digital para empresário, sociedade limitada e EIRELIS, sendo necessária a apresentação de documentos assinados fisicamente para todos os demais atos.

 

* Andrea Ometto Bittar Tincani é advogada especialista em Direito Societário e Jonatan Vieira Feitosa, estudante de direito.

 

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Servidores do Exército são invadidos por hackers, que vazam dados de militares

Hackers invadiram, neste último domingo (10) servidores do Exército Brasileiro e vazaram uma grande quantidade de dados. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

O grupo – denominado Digital Space – vazou dados de alguns pacientes de hospitais do Exército e de integrantes e soldados da corporação.

De acordo com a publicação do grupo no Twitter (@DigitalSp4c3) o ataque teria sido uma retaliação motivado pelo comportamento do Exército e do governo federal em relação ao combate ao coronavírus. Segundo os hackers, militares e integrantes do governo estariam ajudando a promover aglomerações.

O grupo ameaça vazar ainda mais documentos, já que diz ter mais de 200 mil registros de dados. Entre os documentos vazados estão, além de tabelas de prontuários de pacientes em hospitais do Exército, dados pessoais de militares, inclusive a fórmula datiloscópica dos integrantes da força.

Para mostrar que a invasão é verdadeira, o grupo tornou pública e disponível para download uma parcela dessas supostas informações obtidas nos bancos de dados dos servidores do Exército. O restante, segundo o grupo, pode ser comprado em negociação direta com eles hacker — porém sem detalhes sobre como seria a transação ou o valor dessas informações.

Veja abaixo a mensagem publicada pelos hackers:

“Saudações, viemos trazer uma mensagem para o exército brasileiro e ao governo federal.

Queremos de vocês responsabilidade, seriedade em meio esse caos que vocês estão ajudando a promover.

3 milhões para incentivo de uma mega aglomeração ? Tomam atitudes ignorando todas as recomendações e revogam baseados nas reações causadas ?

Não permitiremos tamanha irresponsabilidade para com nosso povo. Estamos observando de perto, estamos dentro do sistema de vocês.

Isso não é nem se quer um dos nossos alvos mais importantes e muito menos 25% do tipo de Informações que temos de não só Militares mas como outros órgãos.

Vamos Soltar as DB a baixo e vamos deixar alguns poucos dados somente para comprovar a veracidade junto com um Print de quando estávamos explorando.

TODOS DADOS DO EXÉRCITO CONTIDO NA DB ABAIXO EXIBIDA ESTARÃO A VENDA PARA QUEM SE INTERESSAR EM COMPRAR OS DADOS DOS MILITARES E PACIENTES.

OBSERVAÇÃO TEMOS MAIS DB COM MAIS DADOS QUEM SE INTERESSAR SÓ NOS CONTATAR!!!”

Ao ser procurado, o Departamento de Comunicação do Exército não quis confirmar a invasão dos servidores e solicitou que fosse encaminhado um pedido de esclarecimentos.

 

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