Dando continuidade ao “Projeto Cem Anos da Cripta da Catedral da Sé”, lançando em julho, na cripta da Catedral, a programação continua todos os sábados, gratuitamente. [read more=”Continuar lendo…” less=”Menos”]

Explorando diferentes sonoridades em ambientes da Catedral da Sé, obras de Handel (1685-1759) compõem o concerto do “Le Nuove Musiche com a Orquestra Arte Barroca” que se apresentam, no próximo dia 21, (sábado), às 16h, na Cripta da Catedral da Sé.

A apresentação traz ao público a oportunidade de ouvir (em um ambiente famoso por suas qualidades acústicas) algumas das principais obras do compositor alemão, com destaque para Dixit Dominus. Trata-se de uma das peças de maior complexidade técnica e musical do período barroco.

Escrita pelo jovem George Frideric Handel, que tinha apenas 22 anos quando terminou a composição, estreou provavelmente em 1707. Inspirado pela inventividade e virtuosidade presentes no estilo italiano da época, Handel na peça mostra o seu domínio de contraponto e harmonia, criando uma obra que hoje é considerada uma de suas melhores.

A Obra é composta para coro a cinco vozes, solistas, cordas e contínuo e é dividida em 8 movimentos, um para cada versículo do Salmo 110 com adição de um texto para o oitavo movimento – o salmo tem 7 versículos e Handel compôs o movimento que finaliza a obra usando o texto de doxologia (prece, hino ou cântico de glorificação a uma divindade) Gloria.

Os eventos serão todos gratuitos, com concertos na própria cripta e em outros locais de acesso restrito da catedral (como os salões do piano e do coro).

“Será uma oportunidade inédita de paulistanos e turistas apreciarem esses locais ao som de repertórios que destacarão obras da música clássica e popular brasileira e internacional em formações tão diversas como piano solo, madrigais, canto gregoriano e até o diálogo do beatbox com estilos mais ligados ao clássico”, afirma Camilo Cassoli, Diretor Geral do Projeto.

Os concertos acontecem aos sábados, às 16 horas (com entre 80 e 120 lugares cada, a depender do local onde serão realizados).  Todos terão em média uma hora de duração, com transmissão ao vivo pela internet.

A programação irá de Julho de 2019 a Março de 2020. A programação da série, conteúdos exclusivos e a íntegra dos concertos já realizados poderão ser acessadas nas redes do projeto e no site.

Algumas curiosidades sobre a Cripta

– A cripta está a 7 metros de profundidade em relação à Praça da Sé. Foi projetada pelo alemão Maximilian Emil Hehl, professor de arquitetura e engenharia da Escola Politécnica.

– Abriga 32 câmaras mortuárias, 18 delas ocupadas por personagens ligados à igreja e à cidade de São Paulo.

– Seguindo a tradição das catedrais europeias, a Cripta da Catedral da Sé abriga personagens fundamentais da história da cidade. Os restos mortais do cacique Tibiriçá (considerado o primeiro cidadão paulistano) e do Regente Feijó (que governou o Brasil enquanto Dom Pedro II era criança) estão no local, em túmulos com esculturas em bronze (e em tamanho real) retratando passagens de suas vidas.

– Possui duas destacadas esculturas de Jó e São Jerônimo, produzidas por Francisco Leopoldo e Silva em Roma. O artista foi colega de Brecheret, com quem estudou na Academia da França.

– Tem um conjunto de 4 vitrais destacando elementos da flora e agricultura presentes no Brasil. Durante a construção da Catedral, os vitrais serviam de iluminação parcial à Cripta. Com a catedral pronta, foram cobertos pela própria catedral (e hoje são destacados por iluminação elétrica). Foram produzidos pela Casa Conrado, a mesma responsável pelos vitrais do Mercadão.

– Os detalhes em metal da Cripta foram fundidos em bronze no Liceu de Artes e Ofícios.

– Relevos produzidos por Ferdinando Frick destacam anjos com trombetas e uma ampulheta, remetendo ao cenas do juízo final.

– Dentre os sepultados na cripta, está o frei Bartolomeu de Gusmão: considerado o inventor do balão. Nascido em São Vicente, viveu na Espanha no Século XVII, foi acusado de bruxaria pela inquisição e inspirou um dos personagens principais de José Saramago no livro Memorial do Convento.

– O corpo de Santos Dumont ficou guardado na Cripta durante julho e dezembro de 1932, na revolução constitucionalista, até ser transportado em segurança para ser sepultado no Rio de Janeiro.

– O mais recente sepultado na Cripta foi Dom Paulo Evaristo Arns, em 2016. O texto em latim diante de seu mausoléu descreve sua importância pela preservação dos pelos Direitos Humanos.

 

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Catedral da Sé celebra 100 anos da Cripta com música

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